Traduzir-se Em Cores

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Este é um exemplo de análise das naturais cores e melodias dos versos de um poema por Espectrometria.

Como no meu estudo anterior do poema Traduzir-se, de Ferreira Gullar, usei os Pés de Verso, ou Metros, como fundamento analítico procurei agora mostrar as cores médias, com iguais notas musicais resultantes, de cada metro estudado anteriormente.

A célula vital do Organismo Poético não é a letra do Alfabeto, mas a Sílaba pronunciada, seja ela gramatical ou poética, como menor parte do Tecido chamado Pé de Verso.

Tudo o que escrevemos, quando falado ganha cor e melodia, logo, quando um poeta fala que sente a melodia do seu verso, se já estiver meio fora da realidade enquanto compõe, eu diria que Pré Sente à melodia e depois a  traduz em verso poético.

No exemplo abaixo, as sílabas em Negrito correspondem às Tônicas dos pés, bem como as respectivas notas musicais abaixo.

         
U
ma
Par
te
de
Mim
É
to
do
Mun
do
    La
 
  
    La# 
 
 
     
 
  sol# 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ou
tra
Par
te-é
nin
Guém
Fun
do
sem
Fun
do
   la
 
  
   Re# 
 
 
      
      la
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
U
ma
Par
te
de
Mim
É
mul
ti
Dão
 
   La
 
 
     La#
 
 
 
 si
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ou
tra
Par
te-es
tra
Nhe
Za-e
so
li
Dão
 
   la
 
  Mi 
 
 
    sol# 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
U
ma
Par
te
de
Mim
Pe
sa
pon
De
ra
   La
 
    La# 
 
 
 
    Re#
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ou
tra
Par
te
de
Li
ra
 
 
 
 
  la
 
     
     Mi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
U
ma
Par
te
de
Mim
al
Mo
ça-e
Jan
ta
   La
 
   La#  
 
 
 
la#
 
si
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ou
tra
Par
te
se-es
Pan
ta
 
 
 
 
la
 
 
Fa#
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
U
ma
Par
te
de
Mim
É
per
ma
Nen
te
     La
 
 La#
 
 
 
     Do
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ou
tra
Par
te
se
Sa
be
De
re
Pen
te
   la
 
     Si
 
 
 
sol#
 
 si
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
U
ma
Par
te
de
Mim
É
ver
Ti
gem
    La
 
   La#  
 
 
 
     Mi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ou
tra
Par
te
lin
Gua
gem
 
 
 
 
  la
 
 
    Fa
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
tra
du
zir
u
ma
Par
te
Na-ou
tra
Par
te
 
  Fa# 
 
Do# 
 
si
 
    Do#
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
que
é
U
ma
ques
Tão
de
Vi
da-ou
Mor
te
 
     Fa
   
 
si 
 
Do#
 
Mi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
se
Ar
te
 
 
 
 
 
 
 
 
 
   Do#
 
 
 
 
 
 
   

 

Para entender o registro que fiz das notas musicais basta imaginar um teclado de piano à sua frente. Temos no centro dele uma sequência de teclas brancas (bemóis) e pretas (sustenidos). Essa é a Oitava Média. Para as notas pertencentes a ela, uso a primeira letra Maiúscula seguida por minúsculas. – Sol – à esquerda dela haverá uma outra sequência de teclas que corresponde à minha Oitava Baixa, que uso registrar só com letras minúsculas – sol – e finalmente, à direita da Oitava Central vem a minha Oitava Alta, que uso registrar só com letras Maiúsculas – SOL .

Qualquer poema apresenta a sua melodia natural, que uma vez calculada pelos Pés de Verso dá ao poeta uma base para confeccionar à futura Melodia de uma composição musical, caso a queira.

O objetivo, nesse tipo de construção melódica programada, é fazer com que a média, entre as notas musicais naturais e imaginárias, sempre busque à faixa central do Espectro, que corresponde a uma frequência de cor situada entre o Amarelo-Limão e o Verde-Limão, próximo ao Mi#.

Num Show Musical, vinte e uma luzes, com as devidas cores e bem distribuídas, quando acionadas por um Tecladista de Cores, que entenda a linguagem musical, levam o povão à loucura, ou à serenidade. Depende do que o conjunto queira, pois é Subliminar.

 

Boa sorte, e qualquer dúvida pergunta aí embaixo. Como está não pode ficar. Alguém precisa fazer alguma coisa, então acho que vou tomar um café.

             
  del.icio.us isto!

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