setembro 1, 2009
· Arquivado na categoria Dalton, Texto
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| Já de volta ao Brasil, Chico deve ter visto um pedreiro, pendurado em |
| algum andaime, assobiando A Rita e se fechado novamente em si para |
| descansar da visão cotidiana, mas o personagem Pedro Pedreiro, insistindo |
| nas cobranças, recebeu esta resposta. Samba E Amor: |
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Eu faço samba e amor até mais tarde
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E tenho muito sono de manhã
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Escuto a correria da cidade, que arde
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E apressa o dia de amanhã
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De madrugada a gente ainda se ama
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E a fábrica começa a buzinar
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O trânsito contorna a nossa cama, reclama
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Do nosso eterno espreguiçar
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No colo da bem-vinda companheira
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No corpo do bendito violão
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Eu faço samba e amor a noite inteira
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Não tenho a quem prestar satisfação
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Eu faço samba e amor até mais tarde
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E tenho muito mais o que fazer
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Escuto a correria da cidade, que alarde
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Será que é tão difícil amanhecer
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Não sei se preguiçoso ou se covarde
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Debaixo do meu cobertor de lã
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Eu faço samba e amor até mais tarde
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E tenho muito sono de manhã
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| Não se sabe qual foi o autor da cobrança. O Pedro Pedreiro ou a Penélope, |
| com ciúmes do colo da tal bem-vinda (ou será benvinda?) companheira? |
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| Nesse caso, o Pedro seria substituído, ainda no começo primeiro tempo, pela |
| Marieta Severo, talvez ainda em resguardo pelo parto recente. |
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| Curiosamente, foi perto dessa época que Vinícius e Toquinho, ambos amigos |
| íntimos do casal, compuseram Regra Três, mas daí a música Desalento, feita |
| em parceria com o Vinícius, ganharia novas possibilidades de interpretação. |
| É o que veremos na próxima postagem. |
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del.icio.us isto!