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| Mesmo porque as notas eram surdas |
| Quando um deus sonso e ladrão |
| Fez das tripas a primeira Lira |
| Que animou todos os sons |
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| Além de bela, a Poesia é uma ciência cujos elementos começaram resultar |
| a partir do que se usou chamar por Classicismo. |
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| Quando várias pessoas observam um mesmo evento, têm diferentes e |
| respectivas interpretações. Algumas apenas observam-no superficialmente, |
| outras o fazem minuciosamente. Uma parte delas se prende à beleza exterior, |
| às minúcias comuns às qualidades, boas e más, de um ou mais eventos. |
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| A repetição dessas observações nas pessoas acaba por fornecer aos raciocínios |
| escalas subjetivas de parâmetros, que doravante definirão as qualidades dos |
| eventos observados em Bons e Maus. |
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| Tanto um quanto outro apresentará qualidades próprias repetitivas, derivando |
| daí as regras da beleza e da feiúra. Ambas subjetivas, mas para a nossa sorte, |
| semelhantes o bastante a se tornarem objetivas. |
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| Surge então um estudo que dividirá os homens em de bom ou mau gosto. |
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| Assim nasceu a Ciência Poética. |
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| Quanto a nós, todos têm a liberdade de escolha para optar pelas musas de um |
| Vinícius de Moraes, de um Chico Buarque, ou pelas cachorronas do funck. |
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| - Gosto não se discute! |
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| Para que essas musas surgissem foi necessário que a humanidade traduzisse, |
| simultaneamente, suas prazerosas linguagens subjetivas, tanto pelo que escrevia, |
| quanto pelo que escutava, formulando os primeiros conceitos objetivos de |
| Poesia e Melodia. |
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| O histórico do termo Poesia mostra que mudou ao longo dos anos, também |
| vitimado pela sucessão de transformações que o Neologismo usa fornecer aos |
| termos mais idosos. Da original Tradução do Sentimento por um texto disposto |
| em versos à idéia atual, de simples sinônimo de Beleza, seja ela qual for em |
| qualquer ramo artístico. |
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| O termo foi perdendo a essência sentimental grega, vinda de Cadmo, um |
| viajante fenício, que na procura da irmã, Europa, perdida em alguma das ilhas |
| do Mar Egeu apresentou à Grécia a palavra mágica - Alfabeto – para que tanto |
| artistas como Homero, quanto gramáticos como Heródoto, pudessem escrever |
| Odisséias e Folnikéias Grammatas (Gramática Fenícia), mas não tem erro não: |
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| Poesia é o sentimento descrito em Versos por Caracteres Alfabéticos! |
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| Uma vez localizado o significado original do termo Poesia, associado ao |
| Alfabeto de Cadmo, como nasceu o significado de Melodia? |
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| Voltando à ancestralidade, tanto da Grécia, quanto desta postagem: |
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| Mesmo porque as notas eram surdas |
| Quando um deus sonso e ladrão |
| Fez das tripas a primeira Lira |
| Que animou todos os sons |
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| Por ter nascido na Mitologia Grega, com a deusa Harmonia, a Caracterização |
| Conceitual do termo surgiu, obviamente, após Cadmo levar pra ela os segredos |
| dos Caracteres Alfabéticos, mas não quer dizer que o sentimento melódico da |
| humanidade não existisse antes disso. Apenas não havia ainda sido Descrito. |
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| - Mas afinal, quem nasceu antes, a Poesia ou a Melodia? |
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| É difícil localizar qualquer Premissa subjetiva quando o Silogismo exige uma |
| Conclusão objetiva. Ambos os sentimentos já existiam muito antes de Cadmo e |
| Harmonia. Prefiro suspeitar como nasceram as Composições Musicais que são, |
| até hoje, derivadas das ancestrais Núpcias de Cadmo e Harmonia. |
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| Sendo muito difícil a resposta, ousarei basear-me no que já citei acerca de |
| Apolo e a Lira. Apolo declamava e a Lira ilustrava as declamações, que depois |
| de um tempo passaram a ser cadenciadas pelos Pés dos ouvintes com batidas |
| fortes ou fracas, surgindo naturalmente o Ritmo Poético. |
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| Por ser divertido um grupo de pessoas baterem simultaneamente os pés em |
| iguais formas, a imaginação primitiva elaborou as primeiras Coreografias em |
| grupos imitando o mais velho dos ritmos que o homem já conheceu, o do |
| Coração, que apresenta dois tempos: um forte e um fraco, ou vice-versa, |
| dependendo do dono da observação, ou do chefe do grupo. |
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| Seja como for, o primeiro a registrar a idéia optou pela batida forte como a |
| primeira seguida da fraca. A isso deram o nome de Coreu, ou Troqueu, num |
| típico Compasso Binário (dois tempos) forte-fraco. |
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| Reparem nas semelhantes dos termos: Coreu – Cuore – Coreografia. |
| Pé de verso – Coração – Dança. |
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| O Homem estava batizando as suas artes pelo seu elemento fundamental da |
| vida: O Coração. Surgiam os Pés de Verso com tempos próprios. |
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| Pés de Verso Binários – Dois tempos: |
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| a) Coreu ou Troqueu – sílaba tônica seguida de átona: “plá-tum”. Exemplos: |
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| Sei que / sou um / Pé de / Ver so |
| Que se-al / ter na / no seu / no me |
| Sou Co / reu no / pon to / cer to |
| Ou Tro / queu que / se con / so me |
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| Versos construídos com quatro Pés Coreus, ou Troqueus, em cada. |
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| b) Jambo ou Iambo – O inverso de Coreu: “tum-plá”. Exemplos: |
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| O Jam / bo é / um Pé / mais par |
| Que nem / fei jão / e-ar roz |
| Pro fra / co-a nun / ci ar |
| Que-o for / te vem / de pois / |
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| Versos construídos com três pés Jambos, ou Iambos, em cada. |
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| Pés de Verso Ternários – Três tempos: |
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| a) Dáctilo – sílaba tônica seguida por duas atonas: “plá-tum-tum”. Exemplos: |
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| Quan do fa / ze mos po / e mas com / dác ti los |
| Te mos que-u / sar um pou / qui nho de / ló gi ca |
| Pro va vel / men te mu / dar mos os / há bi tos |
| Ao tra ba / lhar com a / sí la ba / só li da |
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| Versos decassílabos feitos com 4 pés Dáctilos em cada. |
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| b) Anapesto – O inverso de Dáctilo: “tum-tum-plá”. Exemplos: |
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| Es ta rei / a ma nhã / mais fe liz |
| Es tu dan / do-um ter ná / rio ca paz |
| De-ex pli car / o-A na pes / to que fiz |
| Com a sí / la ba me / nos fu gaz |
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| Pés de Verso Quaternários – Quatro tempos: |
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| a) Coriambo – Coreu + Iambo – tônica-átona-átona-tônica: “plá-tum-tum-plá”. |
| Exemplos: |
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| Mi nha ra zão |
| Vem de vo cê |
| Ver so cor dão |
| Des te que rer |
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| Pequena Quadra com 1 Coriambo por verso |
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| b) Espondeu – sílabas átona-tônica-tônica-átona: “tum-plá-plá-tum”. Exemplos: |
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| Tal vez se ja / al gum di a |
| Um bom ver so / que-al guém te ve |
| Si nal cer to ou mais le ve |
| En fim per to do meu di a |
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| Versos de sete sílabas feitos com dois espondeus em cada. |
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| Assim como os Coriambos representam Coreu + Iambo, os Espondeus apenas |
| invertem a ordem dos pés formadores: Iambo + Coreu. Poderia até chamar-se |
| “Jamboreu” que ficaria bem simpático. |
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| No desenvolvimento da Ciência Poética através dos séculos, o original |
| significado da expressão Pé de Verso foi perdendo a força do Tempo Rítmico, |
| como conjunto interior do Verso, passando a sinônimo de Verso Inteiro, para |
| posteriormente se deslocar, no significado, como elemento auxiliar nas regras de |
| formação das estrofes, perdendo totalmente a razão da existência. |
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| Sendo um fragmento rítmico do Verso, o Pé de Verso não pode ser definido |
| como o Verso Inteiro, logo, não são sinônimos. Essa descaracterização toda |
| do significado de Pé de Verso ocorreu com a chegada do termo Metro, usado |
| tanto para se referir ao Pé, quanto, erroneamente, ao Verso. |
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| Essa bagunça conceitual envolvendo os significados de Pé de Verso, Metro e |
| Verso; ganhou maior indefinição num sub movimento chamado Versificação |
| Acentual Trovadoresca, que buscava dar ao Verso maiores autonomias |
| semântica e, principalmente, Silábica; valorizando mais ao Ritmo que à Métrica, |
| ocorrendo também aí o surgimento dos Poemas Irregulares, ou do Verso |
| Irregular, em que o poeta não equilibrou mais o seu texto nas quantidades |
| únicas de sílabas. |
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| É comum ver-se o termo Metro justificando até à quantidade de versos numa |
| estrofe. Por exemplo: Uma Quadra (estrofe contendo quatro versos) pode |
| ser chamada de Tetrâmetro (quatro Metros), quando se considera Verso e |
| Metro como sinônimos, porém, os chamados Versos Alexandrinos (que contêm |
| doze sílabas) possuem dois tipos mais famosos: |
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| Clássico - também conhecido por Trímetro – três Metros. |
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| Romântico - também conhecido por Tetrâmetro – quatro Metros. |
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| Nota-se que o termo Metro deixou de ser um sinônimo do Verso Inteiro, e se |
| tornou Elemento constituinte do mesmo novamente no Romantismo. Vejam este |
| famoso exemplo usado por Chico na composição Construção: |
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| A mou da que la vez co mô se fos se-a úl ti máaaaaa |
| Obs. Sílabas Tônicas em vermelho. |
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| Uma simples leitura do texto define o verso como Alexandrino (doze sílabas |
| poéticas), parecido com o tipo Romântico, a se considerar a acentuação normal |
| de Como, e terminado numa palavra proparoxítona. |
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| Esqueçam se possível a melodia aonde o poeta acomodou o seu texto em verso |
| e tentem lê-lo em voz alta. Sentirão que é necessário se esforçar para acentuar o |
| “Como” corretamente, a exemplo do que ocorrerá com a proparoxítona Última |
| sem tranformá-la na oxítona “últimáaa”. |
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| Toda essa algazarra gramatical ocorre por causa do Ritmo Poético, que |
| independente do verso, ou do poeta, cada um de nós carrega dentro de sí pela |
| sensatez interior do compasso determinado pelo coração, e esse é o motivo que |
| fez Chico interpretar Construção quase como uma Declamação, apostando no |
| Ritmo Natural de cada um, que costuma ser semelhante na grande maioria. |
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| Só que fazendo isso, inevitavelmente, saiu dos Alexandrinos Dactílilos (findados |
| em proparoxítonas) e caiu no chamado Verso Bárbaro (que contém catorze |
| sílabas), terminado em oxítona, tanto pelo nosso senso rítmico interior dos pés |
| de verso, quanto pelo tempo maior de duração da nota musical da última sílaba |
| na interpretação musical. |
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| A interpretação musical do verso de Construção visto acima pode tanto dar-lhe |
| o nome de Bárbaro Agudo (Bárbaro pelas 14 sílabas e Agudo por terminar em |
| sílaba tônica oxítona), ou Heptâmetro Jâmbico (formado por sete metros |
| jambos), ou simplesmente como Jâmbico, por ser inteiro em pés jambos. |
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| A medida máxima que tais termos, comuns aos livros contemporâneos acerca |
| do tema Versificação, atingem é a do Heptâmetro. |
| Não existem Octômetros, por exemplo. Nem entre os versos, nem entre as |
| estrofes por único motivo: |
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| Quanto à quantidade de sílabas, o límite entre a Poesia e a Prosa está nas |
| catorze sílabas poéticas, e o menor pé de verso tem dois tempos, logo, dentro |
| de um verso poético só cabem sete pés, ou sete metros, ou Heptâmetros. |
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| “A Sílaba Poética é a Célula do Tecido Pé de Verso que constitui o Organismo |
| Verso, que é uma eficiente Pílula contra as Frieiras Sociais” |
|
| Mesmo com toda sílaba |
| Com toda célula |
| A gente Vai Levando |
| A gente Vai Levando |
| A gente vai dourando |
| Essa Pílula… |
Mauricio Keller said,
março 1, 2011 @ 11:41 pm
Muito bom, uma das melhores e simples explicações que vi até o momento na internet. Tens algum texto que possa me passar? Gostaria de exercitar a ciência poética.
Obrigado.
Mauricio Keller said,
março 12, 2011 @ 1:19 am
O seu blog está muito bom, sou compositor intuitivo, tenho quatro CDs e dois DVDs gravados com o GAN – Grupo Arte Nascente (www.gan.com.br), e estou disposto a evoluir neste assunto, poderías me ajudar?
Obrigafdo.
Prestashop Templates said,
novembro 11, 2011 @ 11:50 pm
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