O Espectro, a Física e a Arte.

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Partindo do já citado em A Roda Viva da Arte, onde busquei mostrar o momento em  que ela, a Arte, se separou do Alfabeto na História das Escritas, darei agora seqüência aos estudos da Espectrometria de Textos e Melodias nas composições musicais.

Como o próprio nome indica, Espectro + Metria, é a ciência que mede algo pela sua cor.  Como se mede uma cor?

A exemplo do som, uma cor apresenta ondas, com comprimentos próprios, que relacionados com as respectivas velocidades dos meios em que se propagam resultam em Frequência, algo estudado na Física como Ondulatória.

Assim sendo, tanto o Som quanto a Cor são medidos pelas frequências das respectivas ondas Mecânicas e Eletromagnéticas. O que os difere são as qualidades das ondas, bem como o meio em que se propagam, pois as velocidades de som e luz são bem diferentes.

Por muitos anos estivemos presos à chamada Propagação Corpuscular da Luz, resultante dos estudos de Isaac Newton, que dizia se propagar a luz em minúsculos corpos. No começo do século passado surgiu a Propagação Ondulatória da Luz, vinda a nós por Maxwell, que dizia se propagar a mesma por ondas.

Em 1919, estudando a movimentação dos elétrons, nas respectivas eletrosferas, Max Planck conseguiu uma constante matemática, a Constante de Planck (h), que nos permitiu quantificar o resultado energético oriundo da movimentação eletrônica nos átomos. Surgiam os primeiros conceitos de Energia Nuclear, com a unidade de medida Quantum, cujo plural é Quanta.

Logo em seguida, baseado nos estudos de Newton, Maxwell e Planck, Albert Einstein mostrou que o estudo de Planck justificava aos dois conceitos de Propagação da Luz,  Newton e Maxwell, pois o elétron é onda até adquirir energia bastante a se mover do seu Nível Quântico inferior a um superior, onde, durante a escalada energizada, se transforma em corpúsculo para, uma vez atingido o nível acima, despencar ao anterior em forma de luz. Esse estudo recebeu o nome de Salto Quântico.

Algum tempo depois surgiu Niels Bohr, que baseado no estudo de Einstein percebeu que a coloração da luz, emitida pelo elétron em queda, era proporcional ao Nível Quântico de onde o elétron despencava. Surgia o Espectro Atômico de Bohr.

Cerca de dez anos após tivemos Werner Heisemberg, com o seu Princípio da Indeterminação, que constatou serem as Precisões de Cálculo, da velocidade do elétron, e de seu posicionamento na eletrosfera, inversamente proporcionais, ou seja:

-Quanto mais se soubesse a velocidade do elétron, menos se saberia aonde ele estava.

Uma das constatações de Heisemberg, para as inesperadas movimentações dos elétrons, estava nos sons naturais dos eventos, que de alguma forma quantificavam o elétron isolado e observado. A partir de então começou a buscar o Silêncio Absoluto.

Na mesma época, mas correndo por fora das raias da Física, tínhamos o estudo do húngaro Zoltan Kodály, que interpretando aos Prelúdios de Liszt (1850), comparados às danças ciganas húngaras e búlgaras, constatou a presença de movimentos característicos das mãos, dos que dançavam, em sintonia com as notas musicais das melodias nos instantes coincidentes.

A continuidade dos estudos de Kodály mostrou que tais ”gestos musicais” ocorriam sempre com as mesmas cores de fundo, nas partes das multicoloridas vestimentas ciganas. Analisando danças de outros povos, reparou nas mesmas características naturais das danças ciganas.

Zoltan Kodály ficou mais conhecido pela criação dos Sinais da Linguagem Musical, utilizados até hoje com os deficientes auditivos.

Ainda nos anos 30 do século passado, o jornalista italiano Fosco Mairaini constatou, tanto entre os Vedas, na Índia, quanto nos Budistas do Tibete, que os túmulos apresentavam inscrições coloridas em Linguagem Silábica, tanto no Sânscrito hindú quanto nos Chortens tibetanos escritos em Linguagem Páli, que posteriormente deu origem ao silabismo Tântrico, que permitiu ao príncipe Gáutama escrever sobre as suas 4 Verdades antes de ser consagrado como Buda.

O que mais chamou a atenção de Mairaini foi a coincidência das cores e dos sons das sílabas nas distintas linguagens, que embora próximas, estavam em fases diferentes da natural evolução das escritas, já que o Sânscrito era alfabético e o Tântra silábico.

Ambas, derivadas da escrita Sumeriana, apresentavam as mesmas características sonoras do que posteriormente ficou mais conhecido entre nós pelo Candomblé, mais propriamente pelo Iorubá, derivada da Linguagem Nagô, levada pelos povos Daometanos do norte africano às costas ocidentais do continente.

Essa linguagem africana, Silábica, só diferiu da egípcia pelo fato dos Hieróglifos terem evoluido até a última fase, a do Alfabeto, posteriormente traduzido por Champollion através da famosa Pedra de Roseta, que só se permitiu traduzir pela presença da Escrita Copta, usada pelos religiosos latinos.

Independente das cores, é interessante observar como alguns termos pertencentes a distintas regiões encontram lógicas traduções, quando analisados pelo silabismo Iorubano. Exemplos:

Budapeste possui como prefixo o nome de Buda, cujo significado iorubano indica algo encravado nas montanhas. Tanto Budapeste, na Hungria, quanto o Tibete o são.

Vejam o que o corre com o nome Maria, consagrado na Mesopotâmia entre os católicos, interpretado pelos significados das sílabas iorubanas da África Ocidental:

MA = Sempre, eterno.   RI = Ver, visão.      YÁ = Mãe.  “Eterna Visão de Mãe”

De fato, é uma das “Mamães” mais famosas da História Universal.

Ocorre que o primeiro representante do Racionalismo Ocidental a notar a presença das cores, nas escritas em fase de Silabismo, foi o navegador português Diogo Cão, em sua segunda aventura pelos, até então, inexplorados mares da África Ocidental, aonde encontrou um forte, construido pelos Daometanos, o qual batizou originalmente como Forte São Jorge D´Ajuda, que posteriormente se transformaria no maior mercado de Venda de Escravos.

Esse personagem não consta em nossos “Livros de História”, pelo fato das suas duas pioneiras Viagens Exploradoras, nas costas da África Ocidental, além de terem sido feitas sob outras bandeiras, a primeira francesa e a segunda dinamarquesa, terem se baseado numa proposta do cartógrafo italiano Toscanelli; mas pouco nos importa se o português Bartolomeu Dias foi mesmo o primeiro a cruzar o Cabo das Tormentas, posteriormente batizado como Cabo da Boa Esperança, posto que os Diários de Bordo de Diogo pertencem a outras nações, que não Portugal ou Espanha.

Essa junção das observações artísticas e científicas acerca das cores resultantes das freqüências ondulares acabaram por resultar em outra Constante de Interpretação, desenvolvida pelos alemães nos anos 30, bastante à associação dos conceitos de ondas Mecânicas e Eletromagnéticas.

A primeira tentativa histórica do uso da Espectrometria, como linguagem Subliminar de Texto, foi feita por Rudolph Hess, articulador político do carisma de Hitler, cujas cores de fundo nos discursos apresentavam sempre as básicas das Palavras de Ordem, como citou o neurologista, ou neuronazista, Joseph Mengele, no seu livro As Sete Colunas do Inferno.

Ainda nos anos vinte, do século passado, alguns antropólogos e arqueólogos se detiveram por um bom tempo analisando, sob o prisma Esotérico, os efeitos mediúnicos da, na época, recente descoberta conhecida com Crânio de Cristal, que submetidos à meditações de médiuns, emitiam mensagens proféticas e coloridas.

É óbvio, que todo cristal, quando submetido aos raios solares, se presta como prisma capaz de resultar, espontaneamente, as sete cores do espectro; mas isso nunca poderia ocorrer no escuro e, cá pra nós, como é que conseguiriam, em tal época, esculpir um crânio, em tamanho natural, num cristal bruto?

Será que, hoje, algum artista ou ferramenta o conseguiriam?

Foram descobertos 6 desses crânios, e todos eles profetizaram o sétimo e último, ainda a ser descoberto. Uma curiosidade:

-Todos são milenares!

Voltando à precariedade analítica do tema, dos nossos estudiosos contemporâneos, destaco o cineasta francês Truffaut, que junto com Spielberg, produziu e participou do filme Contatos Imediatos do Terceiro Grau.

Como trabalho pioneiro, e suspeito único acerca do tema, o filme tentou abranger à maioria dos assuntos vistos até aqui neste tópico, no entanto, ao buscar um confuso enredo comercial, perdeu nos esclarecimentos de ítens importantes, como por exemplo, um maior detalhamento do porque da inversão na frase melódica do Mântra da Comunicação Universal “Aum dá, aum da ê”.

A idéia de associá-lo ao trabalho de Zoltan Kodály foi magistral, mas pecou por pouco desenvolvimento nas 3 Oitavas centrais, da nossa escala musical ocidental, nas vinte e uma possibilidades de cor.

O filme apresentou algo a respeito do Paradoxo do Tempo de Einstein, com aquele povo todo da Segunda Guerra, voltando pra casa 50 anos depois, sem envelhecer, o que sugere ter a Nave Mãe viajado a uma velocidade bem próxima à da Luz.

Como não poderia deixar de ser, as emissoras de televisão do mundo inteiro começaram a buscar os efeitos subliminares, do Espectro, sugeridos pelo filme. Claro que por aqui a globo foi a primeira a tentar, inicialmente, nas chamadas de carnaval, posteriormente nos programas infantis e hoje em toda a sua programação.

Para a nossa sorte, a despeito de todas as tentativas de torná-la comercial, a Mãe Arte se mantém intacta e oculta nas Ideografias das filhas Sílabas.

         

 

 

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  del.icio.us isto!

2 Respostas até o momento »

  1. 1

    student scholarship said,

    dezembro 9, 2010 @ 8:02 pm

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  2. 2

    admin said,

    dezembro 9, 2010 @ 8:16 pm

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    Dalton.

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