fevereiro 16, 2008
· Arquivado na categoria Texto
A exemplo de Tamandaré, a próxima composição terá apenas registro. Deve ter sido escrita naquela fase sofrível de Desencanto. Malandro Quando Morre:
Cai no chão
Um corpo maltrapilho
Velho chorando
Malandro do morro era seu filho
Lá no morro
De amor o sangue corre
Moça chorando
Que o verdadeiro amor sempre é o que morre.
Menino quando morre vira anjo
Mulher vira uma flor no céu
Pinhos chorando
Malandro quando morre
Vira samba
Chico também escreveu isso. O pior dessa História toda é que, segundo o song book da Cia. das Letras, a composição veio depois do Tem Mais Samba, Desencontro, Fica, Juca, Lua Cheia e Madalena Foi Pro Mar.
Mas nunca! Ninguém desaprenderia a fazer versos em tão curto espaço de tempo, quanto mais alguém que se mostraria tão iluminado pela Mãe Arte posteriormente.
O pensamento “Que o verdadeiro amor sempre é o que morre” ainda deu uma compensada nos demais: “Criança quando morre vira anjo / Mulher vira uma flor no céu”. Não podem ter sido escritos pela mesma pessoa, em idade mais avançada, que já tivesse escrito “O seu luar de prata / Virou chuva fria / A sua serenata / N´o acordou Maria. É muita regressão para ser verdade.
- Como é que Marieta deixou passar uma coisa dessa pelos assessores?
del.icio.us isto!