Juca-Análise Poética
Voltar -> http://mpbsapiens.com/juca-analise-de-texto/
Ver http://mpbsapiens.com/breve-glossario-poetico/
Números – Posição da sílaba no verso
Sílabas Tônicas em Vermelho
A+ Anáclase – sílaba do verso posterior para o anterior
C – Cavalgamento
B - Verso Branco
M – Verso Manco – O primeiro verso.
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |
| Ju | ca | f´o | au | tu | a | do-em | fla | gran | te |
| Co | mo | me | li | an | te | ||||
| Pois | sam | ba | va | bem | di | an | te | ||
| Da | ja | ne | la | de | Ma | ri | a | ||
| Bem | no | me | io | da-a | le | gri | a-a | A+ | |
| Noi | te | ví | rou | di | a | ||||
| O | seu | lu | ar | de | pra | ta | |||
| Ví | rou | chu | va | fri | a | ||||
| A | su | a | se | re | na | ta | |||
| N´o-a | cor | dou | Ma | ri | a |
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |
| Ju | ca | fí | cou | de | sa | pon | ta | do | |
| De | cla | rou | ao | de | le | ga | do | ||
| Não | sa | ber | se-a | mor | é | cri | me-ou | A+ | B |
| Se | sam | ba-é | pe | ca | do | ||||
| Em | le | gí | ti | ma | de | fe | sa | ||
| Ba | tu | cou | as | sim | na | me | sa | ||
| O | de | le | ga | do-é | bam | ba | |||
| Na | de | le | ga | ci | a | ||||
| Mas | nun | cá | fez | sam | ba | ||||
| Nun | ca | viu | Ma | ri | a |
Poema feito em duas Estrofes Décimas, com predominância dos versos Redondilhas Menores e Maiores, presentes em quinze dos vinte versos da composição. Chamo a atenção para a coincidência do surgimento de sete versos com sete sílabas.
Ao longo dos estudos ocorrerão muitas coincidências numerológicas semelhantes, com versos de vários comprimentos relacionados às suas respectivas quantidades na composição em questão. Procurarei relatar a coincidência toda vez que surgir.
Por terminarem na mesma sonância, ou na mesma Maria, as estrofes mostraram que Juca foi uma composição Lírica, logo, Chico estava falando de um episódio ocorrido com ele mesmo, que foi reescrito e recontado décadas após na composição A Foto da Capa.
As Rimas de Extremidades apresentaram uma interessante e diferente Colocação na primeira estrofe. Embora se apresentem como em comuns Rimas Paralelas, Chico usou, ao invés de em dois versos seguidos, que normalmente as caracterizam, uma sequência de três versos seguidos, ocorrendo o mesmo com os três versos seguintes, para a partir do sétimo verso trabalhar com a sua colocação predileta em Rimas Alternadas.
Na segunda estrofe teríamos a mesma sequência, caso ele não tivesse optado por tornar o seu terceiro verso como Branco, retomando à mesma sonância dos versos 1 e 2 no quarto verso, o que tornou os versos 5 e 6 como em Rimas Paralelas simples, para finalizar a estrofe em Rimas Alternadas como a primeira.
O texto do Verso Branco mostra bem a indecisão do poeta no episódio, ficando perdido e isolado na estrofe.
Outra curiosidade é o texto dos versos “Heróicos Quebrados”, sempre sugerindo, ou a insucessos do poeta ou com ele se dirigindo ao Delegado diretamente no final.
Chico iniciou a composição com um Verso Manco, pois embora imaginasse conseguir fundir, em única sílaba poética, foi+au, é impossível se pronunciar isso sem usar dois tempos, mesmo tentando o Recurso Sonoro Elipse no foi, tranformado em f´o, na intenção de fundí-lo com o au; raros são os casos em que uma sílaba poética permite fusão quando a anterior é uma natural sílaba tônica em ditongo.
Numa Crase isso é possível, ou mesmo quando não temos um ditongo na sílaba anterior, a exemplo do que ocorreu no poema Funeral de Um Lavrador, do João Cabral de Melo Neto: É-u ma cova grande…; ou mesmo o uso da Elipse no último verso da primeira estrofe: Não+o+a =N´o-a.
Mesmo percebendo a mancada dada no primeiro verso, Chico o manteve assim e, mais uma vez, corrigiu a estrofe com outros recursos nos demais versos, de modo a deixá- la com o mesmo número de sílabas da segunda: Setenta e duas.
Chico tentou dar ao primeiro verso da composição a mesma medida do primeiro da segunda estrofe: 1-3-5-8 G. Felizmente não conseguiu, e tendo que corrigir à Métrica da estrofe se obrigou a mais um exercício de Matemática de Verso, exigindo novamente o uso da Geometria Poética:
| Verso | Estrofe I | Estrofe II | Dif. em II |
| 01 | 1-3-6-9 G | 1-3-5-8 G | -1 |
| 02 | 1-3-5 G | 1-3-5-7G | +2 |
| 03 | 1-3-5-7G | 1-3-5-7G | |
| 04 | 1-3-5-7G | 1-3-5 G | -2 |
| 05 | 1-3-5-7G | 1-3-5-7G | |
| 06 | 1-3-5 G | 1-3-5-7G | +2 |
| 07 | 2-4-6 G | 2-4-6 G | |
| 08 | 1-3-5 G | 1-3-5 G | |
| 09 | 2-4-6 G | 1-3-5 G | -1 |
| 10 | 1-3-5 G | 1-3-5 G |
Os vinte versos, todos Graves, foram estes:
Redondilhas Menores – 08
Heróicos Quebrados – 03
Redondilhas Maiores – 07
Octossílabos Comuns – 01
Eneassílabos Comuns – 01



































admin said,
abril 23, 2009 @ 1:16 pm
Vangie said,
abril 22, 2009 @ 11:21 pm · Editar
People should read this.
admin said,
abril 23, 2009 @ 2:35 pm
Yes, dear Vangie
Tank you and Welcome!