fevereiro 16, 2008
· Arquivado na categoria Construção Poética
E / la-e / suá / me / ni / na 1-3-5 G
E / la-e / seu / tri / cô 1-3-5 A
E / la-e / su / a / ja / ne / la-es / pi / an / do 1-3-6-9 G
Com / tan / ta / mo / ça-a / í 2-4-6 A
Na / ru / a-o / seu / a / mor 2-4-6 A
Só / po / de-es / tar / dan / çan / do 2-4-6 G
Da / su / á / ja / ne / la 1-3-5 G
I / ma / gi / na / e / la 1-3-5 G
Por / on / de-ho / je-ê / le / an / da 2-4-6 G
E-e / la / vai / tal / vez 1-3-5 A
Sa/ ir / u / ma / vez 2-5 A
Na / va / ran / da 1-3 G
E / la-e-o / fo / ga / rei / ro 1-3-5 G
E / la-e / seu / ca / lor 1-3-5 A
E / la-e / su / a / ja / ne / la-es /pe / ran / do 1-3-6-9 G
Com / tão / pou / co / di / nhei / ro 3-6 G *
Se / rá / que-o / seu / a / mor 2-4-6 A
A / in / da-es / tá / jo / gan / do? 2-4-6 G
Da / su / á / ja / ne / la 1-3-5 G
U / ma / va / ga-es / tre / la 1-3-5 G
E-um / pe / da / ço / de / lu / a 1-3-6 G
E-e / la / vai / tal / vez 1-3-5 A
Sa / ir / ou / tra / vez 2-5 A
Na / ru / a 2 G
E / la-e / seu / cas / ti / go 1-3-5 G
E / la-e / seu / pe / nar 1-3-5 A
E / la-e / su / a / ja / ne / la / que / ren / do 1-3-6-9 G
Com / tan / to / ve / lho-a / mi / go 2-4-6 G
O / seu / a / mor / num / bar 2-4-6 A
Só / po / de-es / tar / be / ben / do 2-4-6 G
Mas / ou / trô / mo / re / no 1-3-5 G
Jo / ga-um / no / vo-a / ce / no 1-3-5 G
E-u / ma / ju / ra / fin / gi / da 1-3-6 G
E-e / la / vai / tal / vez 1-3-5 A
Vi / ver / du / ma / vez 2-5 A
A / vi / da 2 G a
* O personagem descrito pelo quarto verso da segunda estrofe, um Heróico Quebrado, estava tão Quebrado de grana que mereceu até uma sílaba tônica a menos no começo. Faltou pouco para Quebrar também o Pé na jogada.
Começo a análise pela confecção e pronúncia de algumas Sílabas Poéticas.
O pronome pessoal Sua surge com três diferentes pronúncias:
Ela e Suá menina – Uma só sílaba e Tônica.
Ela e Su a janela – Duas sílabas gramaticais com pronúncias normais.
Da Su á janela … – Duas sílabas com tonicidade na última.
A outra observação, quanto às sílabas poéticas, está no Hiato Inter-Vocabular, E la-e-o fogareiro, que causou um Eco entre os sons do Hiato e do fogareiro. (som do fogareiro é boa…)
Quanto às Rimas, pouco a comentar, além do Eco Ela com Janela em alguns versos.
Quanto à Métrica, tivemos três Estrofes Livres, em Versos Irregulares, cada qual contendo doze versos e totalizando setenta e três sílabas.
Mais uma vez surge o contraste entre as setenta e três sílabas totais de cada estrofe, e os comprimentos dos últimos versos de cada uma delas: quatro sílabas na primeira e três nas demais. Cada vez que enxergar a esse tipo de contraste procurarei demonstrar pela Geometria Poética a solução do problema de Matemática do Verso. Vamos a ela.
Geometria Poética
vs. Estr. I Estr.II Estr.III
01) 1-3-5 G 1-3-5 G 1-3-5 G
02) 1-3-5 A 1-3-5 A 1-3-5 A
03) 1-3-6-9 G 1-3-6-9 G 1-3-6-9 G
04) 2-4-6 A 3-6 G 2-4-6 G
05) 2-4-6 A 2-4-6 A 2-4-6 A
06) 2-4-6 G 2-4-6 G 2-4-6 G
07) 1-3-5 G 1-3-5 G 1-3-5 G
08) 1-3-5 G 1-3-5 G 1-3-5 G
09) 2-4-6 G 1-3-6 G 1-3-6 G
10) 1-3-5 A 1-3-5 A 1-3-5 A
11) 2-5 A 2-5 A 2-5 A
12) 1-3 G 2 G 2 G
A solução do problema causado pela sílaba a mais no décimo segundo verso da Estrofe I está no quarto verso da própria estrofe, quando comparado aos quartos versos das demais.
Por ser um Hexassílabo Agudo, diante dos outros, também Hexassílabos, mas Graves, tem uma sílaba a menos por ser Oxítono e os demais Paroxítonos; compensando à silaba a mais do último verso.
Repararão que os versos podem apresentar diferentes acentuações internas, mas possuem idênticas quantidades de sílabas nas ordens em que foram dispostos nas estrofes.
Chico trabalha muito com Versos Irregulares. A própria Melodia usada para alojá-los muitas vezes assim pede, mas ele é muito preocupado com a Uniformidade Estética das estrofes, e isso exige identidades nos totais de sílabas de cada estrofe.
Faz Construções Poéticas Regulares com Versos Irregulares, do jeitinho exato que o Parnasianismo Brasileiro sugeria.
Parnasiano sim, por que não?
Talvez, as rigorosas quantidades, múltiplos de três, nos versos de mesmo comprimento, que com excessão dos Dissílabos e Trissílabos, cujo total foi três nas três estrofes apresentadas, dêem alguma idéia de que o Verso Livre do Chico é adequado à Liberdade que Ele optou por dar, incluindo a exatidão com moldes de uma Ciencia Poética Própria atrelada à Oficial.
Essa é a essência do Parnasianismo Brasileiro:
- Poeta Livre, sim. Poema Bagunçado, nunca!
Os trinta e seis versos usados na composição foram:
Dissílabos Graves – 2
Trissílabos Graves – 1
Redondilhas Menores Agudos – 9
Redondilhas Menores Graves – 9
Heróicos Quebrados Agudos – 4
Heróicos Quebrados Graves – 8
Eneassilabos Graves – 3
a
del.icio.us isto!