| http://mpbsapiens.com/verso-branco/ |
| http://mpbsapiens.com/rimas-paralelas/ |
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| http://mpbsapiens.com/rima-de-eco/ |
| http://mpbsapiens.com/rimas-cruzadas-de-eco/ |
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| Embora alguns versos aparentem ser Brancos, convém tomar cuidado pois a |
| rima pode não estar no final do próximo, mas no interior dele, e esse foi o |
| motivo de eu registar somente os versos 1, 6 e 20 como tais. |
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| Em duas ocasiões Chico rimou, de forma Paralela, o que chamei de Rima |
| Composta, por envolver a mais de uma vogal tônica em seguida. |
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| Essa disposição incomum das rimas, creio ser uma continuação do que Chico |
| tentou fazer com as regras da Ciência Poética na composição. Como que |
| justificando ao título, foi a Construção Poética quem “desatinou” pela série |
| de erros, que imagino propositais, ocorridos nos cavalgamentos. |
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| Os textos dos versos brancos dão bem essa idéia: |
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| Desatinar é o mesmo que perder a Razão, o Controle. Como o tempo é |
| fundamental ao equilíbrio rítmico do poema, qualquer Tempo Perdido implica |
| em irregularidades na cadência poética do verso, bem como pode |
| desrespeitar às regras de um Cavalgamento Poético. |
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| O primeiro verso já inicia apresentando duas sílabas com iguais tonicidades |
| fortes.Temos no fim dele a normal pausa poética, para surgir o Viu, com nova |
| breve pausa antes do segundo verso tomar a normalidade rítmica da melodia. |
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| Terminado o segundo verso, deveria haver uma pausa normal para se |
| retomar o canto no verso seguinte, ou uma pausa breve que anunciaria a um |
| cavalgamento sintático, com o início da contagem métrica do verso posterior, |
| mas sem que haja pausa alguma há o surgimento de Bandeiras, que faz parte |
| da sintaxe do verso seguinte, num meio cavalgamento. |
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| Esse mesmo procedimento é repetido nas demais estrofes, ocorrendo ainda |
| um novo e interessante cavalgamento entre o final do verso 15 e a retomada |
| do refrão, como usa ocorrer no Samba Enredo. |
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| Essas inexplicáveis pausas interiores dos versos 2 e 7, bem como as que |
| tornaram os cavalgamentos “ilegais”, pelas regras da Ciência Poética, |
| reforçam o texto da última estrofe, que debochou do pecado, ao fugir das |
| regras poéticas, dos tempos perdidos no Ritmo Poético, tornando o |
| código de regras do verso um jogo acabado. |
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| Acabado para ele, que faz o que bem entende com os seus poemas, e ainda |
| assim as composições musicais se mostram agradáveis, mas, cá pra nós, para |
| denunciar a tudo isso na última estrofe ele usou a velha regularidade métrica e |
| rítmica dos poemas ancestrais. |
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| Toda vez que uma composição musical mostra tantas alternâncias, temos |
| várias métricas e cadências nos versos. Tivemos quatro estrofes, sendo três |
| Quintilhas e uma Sextilha, que totalizaram 21 versos em 9 tipos diferentes: |
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| Trissílabo Grave - 01 |
| Tetrassílabo Grave - 01 |
| Redondilha Menor Grave – 06 |
| Heróico Quebrado Agudo – 02 |
| Heróico Quebrado Grave – 04 |
| Redondilha Maior Grave - 02 |
| Sáfico Quebrado Agudo - 01 |
| Sáfico Quebrado Grave - 03 |
| Eneassílabo Agudo - 01 |
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| http://mpbsapiens.com/verso-tetrassilabo/ |
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| Obs. Quando há cavalgamento a contagem silábica se inicia no verso anterior. |