Ditadura Militar x MPB
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Nota: Nos últimos tempos, um número crescente de leitores do Sapiens vem me solicitando no auxílio aos seus trabalhos escolares, exigidos por professores, talvez mal informados, à respeito do confronto MPB x Ditadura Militar. Como a maioria deles me pede que envie as respostas por e-mail, procuro atendê-los, mesmo sabendo estar furtando tais informações úteis aos demais leitores.
Com o propósito de dar uma satisfação generalizada, resolvi responder ao último pedido com uma postagem oficial do MPB Sapiens. Um dos últimos leitores pediu-me que o ajudasse com as manifestações anti-ditadura da MPB nos anos sessenta. Outro, localizando mais o objetivo, pediu algo semelhante se referindo às músicas Alegria, Alegria e Vaca Profana, ambas do Caetano Veloso. Portanto aqui vão todas as respostas a esses e outros tantos leitores passados ou futuros. Grato.
Todos os pensadores do agora, que viveram a ditadura militar de outrora, têm cada qual as impressões pessoais da época. Eu, por exemplo, que tinha doze anos em Abril de 1964, achava tudo aquilo muito divertido e rentável.
Divertido, porque além da data correta do golpe militar não ter sido trinta e um de março, mas sim primeiro de abril, que qualquer moleque sabia ser o Dia da Mentira; e também porque brincava de ficar driblando cavalo de soldado na Praça da Sé.
Rentável, porque recebia um trôco para exercer o nobre ofício de distribuir os ditos panfletos comunistas nas manifestações, o que ocasionava também um dos divertimentos vistos acima, já que o exército usava a cavalaria para reprimir a tais movimentos populares, onde a molecada fazia a festa, ganhando tanto para driblar cavalo quanto para segurar bandeiras e cartazes naquelas badernas de adultos.
Essas eram as consequências do golpe de 64 no meu cotidiano quase juvenil, mas, por tradição familiar, também tinha o hábito de ler o jornal depois do meu pai. Nunca antes, senão já sabe né?
Pelo que pude apurar pelos jornais e conversas com o meu pai, no começo da coisa as manifestações se resumiam às capitais do sudeste brasileiro e a Recife, no nordeste. Os confrontos mais hostis e numerosos entre as partes ocorreram anos mais tarde, com a troca do Castelo Branco por outros três generais no comando do país, e mesmo assim com gozação por detrás. Numa delas, o comediante Ronald Golias teve a feliz idéia de dizer que a Praça dos Três Poderes, em Brasília, mudara de nome:
Poder dos Três Praças.
Me diverti e lucrei com esse jogo de poder até 1968, quando atingi a maioridade e poderia ser realmente preso se pego pela polícia ou milícia, já que antes daquilo gozava da proteção do Juizado de Menores. Confesso ter ficado magoado, porque o divertimento tornara-se muito mais lucrativo nos últimos anos, mas resolvi não arriscar.
Uma das razões da prudente decisão vinha da Boca Pequena insistindo em contar que os milicos pegavam pesado nas punições, mas confesso nunca ter experimentado nenhum dos chamados “Pau de Arara”, portanto, sobre as punições resultantes da revelia popular pouco posso falar, mas acredito ter havido alguma coisa sim, caso contrário a Boca Pequena Popular, muito mais confiável do que a Boca Grande Jornalística, não teria dito nada.
Não lembro da maioria da população, que era a minha, ter enfrentado grandes dificuldades com a troca da Democracia por Ditadura Militar, pois preferiu continuar trabalhando a perder tempo e dinheiro com qualquer pretensão de poder, porque faz tempo que a gente normal sabe que o Direito Reside na Força, cuja a máscara atende pelo nome de Lei, que costuma ser fã do dinheiro até hoje.
Sinceramente, suspeito que nem o país estava tão bagunçado assim para merecer uma intervenção militar, vista como obrigatória pela Constituição, e nem tal intervenção cometeu tantas atrocidades assim quanto dizem, já que a normalidade social corria solta dentre a maioria do povo, mas repito: Isso é apenas uma opinião de quem não enfrentou um problema, mas a normalidade diretamente.
Todo o exagero, que resultou tanto na movimentação dos militares para o golpe, quanto nos reflexos dele no cotidiano da elite intelectual da época, não vieram da Boca Pequena Popular, mas da Boca Grande da imprensa, e imagino ter sido essa a razão da maioria dos compositores musicais da época reagirem nos textos das suas músicas, com uma ou outra excessão, nos Festivais da MPB dessa década.
Esses foram os artistas mais prejudicados pela época, pois eram prensados por três pontos cruciais:
1- O poder dos militares, que censurava qualquer coisa com aparência imoral ou subversiva em qualquer parte de um texto.
2- O poder da imprensa, que alardeava insatisfações anti-militares até nas tribos dos Parintins do Amazonas.
3- A Indústria da Fama, que lhes exigia um comportamento voltado mais para o lado da imprensa, que era um indispensável instrumento seu.
O cara queria escrever para o seu povo poder ouvir e consagrar, mas tinha de se comportar dentro dos limites desse tripé dos poderes social e artístico. Um dos primeiros a tentar chutar o pau da barraca foi o Vandré.
Em 1965 ganhou um festival com Porta-Estandarte, cuja letra apenas trata da busca por dias melhores para o seu povo. No ano seguinte ganhou outro com Disparada, empatada com A Banda, do Chico; onde tentou ser um pouco mais claro sobre o assunto, iniciado no ano anterior com Porta-Estandarte, mas não há um trecho no texto de Disparada que se dirija diretamente ao poder militar.
http://mpbsapiens.com/porta-estandarte-o-sonho-de-vandre/
Como aqueles jovens compositores de então pertenciam a uma classe chamada Burguesia Intelectual, pouquíssimos deles desconheciam o livro, Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Ficava até chato admitir que desconhecesse o livro. Como a maioria deles acompanhou o transcorrer da História Econômica do Brasil na década anterior, sabia muito bem que viviam naquela década os efeitos sociais e culturais de tal troca de poderes nos destinos do país, e dentre os quais o próprio golpe de 64.
Creio que, em Disparada, Vandré tenha disparado a artilharia poética mais nessa direção, porque um famoso “Soberano Universal” estava em disputa por europeus e americanos por aqui, o que até explica os versos:
http://mpbsapiens.com/disparada-analise-de-texto/
a E já que um dia montei Agora sou cavaleiro Laço firme e braço forte “Num reino que não tem Rei”a
Como toda a mudança no comportamento da imprensa, ocasionada pela troca do Poder Econômico na década anterior, implicava numa das questões de Huxley, a das “Máquinas de Ensinar”; Vandré, de dentro da até então mais famosa delas, a Televisão, tentava alertar o seu mesmo povo de Porta-Estandarte com estes outros versos de Disparada:
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E num sonho que fui sonhando As visões se clareando As visões se clareando Até que um dia acordei Então não pude seguir Valente, lugar-tenente E dono de gado e gente Porque gado a gente marca Tange, berra, engorda e mata Mas com gente é diferentea
Para, logo em seguida mandar um recadinho para a Indústria da Fama que queria capturá-lo:
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Se você não concordar Não posso me desculpar Não canto pra enganar Vou pegar minha viola Vou deixar você de lado Vou cantar noutro lugar…a
Vandré foi o primeiro artista mais famoso a acreditar no Chico Buarque, tanto que, num Festival de 1965 defendeu a música Sonho de Um Carnaval, que praticamente anunciou Chico ao cenário artístico brasileiro.
http://www.youtube.com/watch?v=Azj18x4oDP8
Isso acabou por resultar numa grande amizade entre os dois, e nas constantes trocas de idéias entre eles, Chico aproveitou parte da essência de Disparada para escrever, primeiro a música Roda-Viva, e depois uma peça teatral que a tivesse como tema central, que, em síntese, tratava das estratégias da mídia na sua “Fábrica de Ídolos Populares”, da qual se sentia uma das vítimas.
http://www.youtube.com/watch?v=AOqL89gXn_Y&feature=fvst
http://mpbsapiens.com/peca-roda-viva-introducao/
Como Chico terminou a peça oferecendo “Flores, flores e mais flores”, no ano de 1968 tivemos o famoso festival em que o Vandré inscreveu uma composição musical, “coincidentemente” chamada Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores.
http://mpbsapiens.com/caminhando-analise-de-texto/
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Embora toda a Boca Pequena da época tivesse reparado nisso, é claro que a Boca Grande jamais alardearia tal fato, zelando pelo próprio futuro, que é a Enorme Boca atual, responsável por um respeitável “Viveiro de Passarinhos Históricos”.
Na gíria jornalística, um “passarinho” é aquela verdade voadora que só o jornalista inventor dela testemunhou. Como foram criados muitos passarinhos, para inverter o que os compositores musicais da época tentavam dizer nos textos, hoje temos esse Vácuo na História da MPB, que torna o brasileiro um refém do seguinte ditado:
“Um Homem sem a imprensa é como um peixe fora do aquário”
Como diria o narrador esportivo:
“Agora eu se consagro!”
Corolário:
“Porque eu me fiz por si mesmo!”
Nada disso seria necessário. Nem você ter de ser informada corretamente agora, nem eu de “me consagrar por si mesmo”; se a História continuasse sendo contada pelo Educador e não pelo Formador de Opinião, que tomou as rédeas da sua Educação à partir da segunda metade dos anos cinquenta, conforme previsto pelo Admirável Mundo Novo em 1931.
Caetano Veloso era só um dos representantes da dita Burguesia Intelectual, porque misturava com frequência textos objetivos a outros aparentemente subjetivos. À exemplo de Vandré e Chico, direcionava os textos das suas canções muito mais para o Tripé do Poder que o assolava do que ao pé específico da ditadura militar.
O texto de Alegria, Alegria se presta muito mais à surpresa de um baiano em plena megalópole, São Paulo, do que a qualquer forma de protesto direto aos militares, pois é um incentivo à salutar inconsequência nos atos do cotidiano, em confronto com aquele alvoroço todo, cercado de engajamentos vários por todos os lados, e expostos explicitamente numa banca de jornais:
http://mpbsapiens.com/alegria-alegria-caetano-veloso/
http://mpbsapiens.com/caetano-adoniram-vanzolini/
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Caminhando contra o vento Sem lenço e sem documento… —x— O Sol (um certo jornal) nas bancas de revista Me enche de alegria e preguiça - Quem lê tanta notícia? Eu vou Por entre fotos e nomes Os olhos cheios de cores O peito cheio de amores vãos Eu vou - Por que não? - Por que não?—x—
A canção toda gira só ao redor disso, um confronto entre a paz descompromissada de Salvador e o cotidiano opressor e trabalhista da Sampa Desvairada.
Mas não é tão difícil brincar de jornalista da crítica literária com este trecho:
Por entre fotos e nomes Sem livros e sem fuzil Sem fome, sem telefone No coração do Brasil“Aqui o poeta mostra toda a sua revolta, tanto contra a ditadura militar, quanto qualquer sugestão da cultura reacionária do passado, e absurdamente mantida dentre outros compositores, numa clara disputa da contra-cultura da Vanguarda x Retaguarda retrógrada, o que demonstra a inevitável e já clara rachadura no meio artístico-musical. Um verdadeiro Tiro no Coração do Brasil, conforme conta no último verso do fragmento.”
Esse texto entre aspas, como anunciei acima brincando de jornalista, é mera imitação do estilão do jornal a folha de São Paulo da época, que, por sinal, foi o maior responsável por aquela posterior palhaçada ancestral de Chico x Tropicalismo.
Ficavam enchendo a cabeça do leitor com tal horta de abobrinhas, contidas em único fragmento do texto desligado do restante, ou, como se dizia na mesma época, “sem inserí-lo no contexto”.
Embora o fuzil lembre o militar, dá também uma excelente rima com Coração do Brasil, que é um dos apelidos de Sampa até hoje. Caetano prestou-se tanto à comparação dos mundos distintos a que se submetera, que pouco depois continuou o assunto na música Sampa, onde mostrou a sua cativante genialidade poética e livre.
http://www.youtube.com/watch?v=8OSb_Kg5afc&feature=related
Basta interpretar o texto para notar. Aliás, a Interpretação de Textos foi um dos maiores males causados pela troca do educador pelo formador de opinião na nossa Educação.
Em se tratando de protesto qualquer daquela época, Caetano foi muito mais incisivo na música, Tropicália, do que em Alegria, Alegria. Muitos anos após, tentou algo mais “engajado” com a música Podres Poderes, mas o cara, em tais posturas filosóficas, nunca ousou muito mais do que isso.
http://www.youtube.com/watch?v=yiwx1oPnEM4&feature=related
http://mpbsapiens.com/roda-viva-comparada-interpretando-textos/
http://www.youtube.com/watch?v=E34_uJhpHTo
Quanto à Vaca Profana, aquele texto intimista que citei mais acima, ao tratar do Burguês Intelectual, é um bom exemplo.
http://www.youtube.com/watch?v=TTPWfyDlM5M
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Respeito muito minhas lágrimas Mas ainda mais minha risada Inscrevo, assim, minhas palavras Na voz de uma mulher sagrada: Vaca profana, põe teus cornos Pra fora e acima da manada Vaca profana, põe teus cornos Pra fora e acima da man… Ê, ê, ê, ê, ê, Dona das divinas tetas Derrama o leite bom na minha cara E o leite mau na cara dos caretas a Segue a “movida Madrileña” Também te mata Barcelona Napoli, Pino, Pi, Paus, Punks Picassos movem-se por Londres Bahia, onipresentemente Rio e belíssimo horizonte Bahia, onipresentemente Rio e belíssimo horiz… Ê, ê, ê, ê, ê, Vaca de divinas tetas La leche buena toda en mi garganta La mala leche para los “puretas” a Quero que pinte um amor Bethânia Stevie Wonder, andaluz Como o que tive em Tel Aviv Perto do mar, longe da cruz Mas em composição cubista Meu mundo Thelonius Monk`s blues Mas em composição cubista Meu mundo Thelonius Monk`s… Ê, ê, ê, ê, ê, Vaca das divinas tetas Teu bom só para o oco, minha falta E o resto inunde as almas dos caretas a Sou tímido e espalhafatoso Torre traçada por Gaudi São Paulo é como o mundo todo No mundo, um grande amor perdi Caretas de Paris e New York Sem mágoas, estamos aí Caretas de Paris e New York Sem mágoas estamos a… Ê, ê, ê, ê, ê, Dona das divinas tetas Quero teu leite todo em minha alma Nada de leite mau para os caretas a Mas eu também sei ser careta De perto, ninguém é normal Às vezes, segue em linha reta A vida, que é “meu bem, meu mal” No mais, as “ramblas” do planeta “Orchta de chufa, si us plau” No mais, as “ramblas” do planeta “Orchta de chufa, si us… Ê, ê, ê, ê, ê, Deusa de assombrosas tetas Gotas de leite bom na minha cara Chuva do mesmo bom sobre os caretas… aTodo poeta traz consigo um pouco de Júlio Verne na essência, capaz de se aventurar por mundos nunca antes visitados por ele de dentro de uma simples biblioteca. Caetano é só mais um deles, com a diferença de levar o texto de acordo, ainda que parcial e genialmente, com certas regras da Ciência Poética.
Basta interpretar o texto para localizar a parte mais enigmática dele: Thelonious Monk; perdida entre essa idéia de globalização atual, nas formas várias de colonização em Sampa dos anos sessenta e setenta. Nunca é demais lembrar do embrião da idéia:
Panamérica de Áfricas utópica num mundo do samba mais possível, Quilombo de ZumbiVaca Profana é a Pátria-Mãe Gentil, dona de portentosas tetas, ordenhadas de acordo com as preferências dos usuários. Por sinal, o gado popular é uma idéia bem usada na MPB: Disparada, Fazenda Modelo (Chico), Admirável Gado Novo (Zé Ramalho)…
http://mpbsapiens.com/fazenda-modelo-novela-pecuaria/
http://mpbsapiens.com/admiravel-gado-novo-analise-de-texto
O texto não mostra nenhuma alusão aos militares, ou mesmo a ditadura qualquer, já que se propõe a uma viagem imaginária do próprio ego do poeta, esse sim, o grande ditador dos versos, que até podem sugerir a algum confronto entre os mundos de Caetano e Chico, naquele ridículo episódio Chico x Tropicalistas citado mais acima.
Caetano era simpatizante de algo conhecido por Poesia de Fresta, que se propunha a um tipo de linguagem cifrada, cujos segredos poucos dominavam, e que se prestava a driblar a uma Censura não tão esperta assim.
Que nem moleque brincando de pronunciar as palavras com as sílabas invertidas. Por exemplo, Poesia de Fresta ficava Asípoe ed Tafrés. Uma simples brincadeira juvenil transformada em algo grandioso pelos adultos da crítica literária da época, tão esperta quanto os militares responsáveis pela Censura.
Na época em que o Caetano escreveu Vaca Profana, o famoso negro pianista Thelonious Monk, cuja fama fôra alcançada no jazz instrumental americano, já havia se retirado mais para o seu interior musical, num isolamento tal, que no fim das suas então já poucas apresentações, sua comunicação com os demais integrantes da banda era feita pela esposa.
Monk começou a buscar tal isolamento à proporção em que uma nova forma de jazz, o Jazz Progressivo, começou a ganhar mais adeptos na música americana. E para mostrar que não concordava com a coisa, preferiu retornar às raízes negras do Blues, desenvolvendo o nome Monk´s Blues como marca registrada:
http://www.youtube.com/watch?v=xo1sYEJ73ts&feature=watch_response
Aqui no Brasil tivemos algo parecido com João Gilberto, que buscou uma interiorização semelhante à de Monk. Como o, também baiano, João Gilberto foi ídolo de infância do Caetano, este resolveu homenageá-lo em Vaca Profana com tal citação.
Cá pra nós. Qualquer bom pianista do jazz americano, como Countie Basie, Duke Ellington, John Lewis etc; conseguiria algo semelhante ao que Monk conseguiu se tentasse voltar às raízes do jazz no seu estilo próprio, cada qual com suas alegrias ou tristezas à flor da pele dos dedos.
http://www.youtube.com/watch?v=Ct_tBKgQAxw
http://www.youtube.com/watch?v=21niN2dMywU&feature=fvst
http://www.youtube.com/watch?v=st9v3We7CNU&feature=related
Trocando um pouco o tipo de corda, cabe até Roqueiro virando Intimista na jogada do Blues, sem ficar mudo, porque basta o corpo sobre o palco para que a alma do Blues cante ou toque pra nós:
http://www.youtube.com/watch?v=rawsYQitKik
Acho o título Vaca Profana bem adequado para tipos de artistas, que se usam da Indústria da Fama para se propagarem, e depois se entregam ao Estrelismo Interior, desprezando àquela que sempre os alimentou desde o nascimento: A Cultura Popular.
Nada impede o artista independente de ir ou vir de qualquer lugar ou situação.
É mais uma questão de Respeito do que de Ditadura, militar ou civil.
a



































Fábio said,
novembro 20, 2011 @ 8:35 pm
Dessa aula se tem vontade de estudar e pesquisar a história do Brasil, do mundo, da música, da arte…
E essa aula ainda dá, de mão beijada, um dos inúmeros motivos de se amar a vida: a busca dos conhecimentos de toda a arte que ainda não conhecemos e que é indispensável para uma vida romântica, rústica e moderna, ao mesmo tempo..
Se tudo em excesso é prejudicial aos seres humanos, o conhecimento se faz único e diferente dessa verdade…
Saravá cumpadi….
Abraços
admin said,
novembro 20, 2011 @ 9:02 pm
Sete luas eu andei
Sete luas vou andar
Meu cumpadre que-é gaudério
No meu Sapiens vem trabalhar
Laroyê, mojubá!