Archive for Sílaba Poética

Sinérese

          

Sinérese é um recurso usado na formação da Sílaba Poética que transforma 
ditongo em hiato num vocábulo, o que permite ao poeta ajustar a métrica do 
verso. Exemplo:
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado
A / liás  (a  li  ás)
Aceite uma ajuda do seu furo amor…
(Trocando em Miúdos – Chico e Francis Hime)
 

          

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Síncope

        

Síncope é um recurso usado na formação da Sílaba Poética em que ocorre a 
supressão de som no meio do vocábulo, o que permite ao poeta equilibrar à 
métrica de um verso.  Exemplos:  
Eu ex / pr´i / mentava o café
Enquanto es / pr´a / va o trem
 

          

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Sinalefa (exemplos)

        

Sinalefa é um recurso usado na formação da Sílaba Poética, onde a vogal que 
finaliza a sílaba da palavra anterior perde a autonomia silábica, tornando-se 
uma semivogal num ditongo com a vogal inicial da primeira sílaba da palavra 
posterior. Exemplos:
 
Não cho /re-a / inda não
Que-eu te / nho-a / impressão
(Olê Olá – Chico)
 
         

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Sílaba Poética

        

É a menor parte rítmica do verso. Pode ou não diferir das Sílabas Gramaticais 
de acordo com o gosto do poeta.
Como unidade rítmica, as tonicidades de um breve conjunto de Silabas Poéticas
determinam os Pés de Verso.
Se compararmos a Lira do poeta ao corpo humano, o Verso seria um Órgão, o 
Pé de Verso um Tecido e a Sílaba Poética a Célula…
 

            

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Hiato Intervocabular (exemplos)

       

É um Recurso usado na formação da Sílaba Poética, considerado por alguns 
como “afrouxador de verso” e por outros como “realce de palavras”. Exemplos: 
Depois / que-a-ou / trora passa
Até / que-a-au / rora chegue 
 

                              

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