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	<title>MPB Sapiens &#187; Introdução</title>
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	<description>Cultura Musical</description>
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		<title>A Roda Viva da Arte</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 18:22:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Introdução]]></category>

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		<description><![CDATA[- Desde a remota Antiguidade que a Arte se confronta com o Comércio!
Para entenderem um pouco melhor a essa afirmativa, passarei um breve histórico das influências dele nela, especificamente no que se refere às Escritas, base das análises.
A maioria das escritas apresentou quatro fases distintas:
Pictografia &#8211; Ocorreu quando a humanidade começou a desenhar as coisas que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4><span style="color: #008000;">- Desde a remota Antiguidade que a Arte se confronta com o Comércio!</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Para entenderem um pouco melhor a essa afirmativa, passarei um breve histórico das influências dele nela, especificamente no que se refere às Escritas, base das análises.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">A maioria das escritas apresentou quatro fases distintas:</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Pictografia &#8211; Ocorreu quando a humanidade começou a desenhar as coisas que a cercavam no cotidiano, normalmente, se inspirando nos animais e nos astros. Por exemplo: O desenho rupestre de um Boi.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Ideografia &#8211; Nessa fase começamos a juntar pictografias num mesmo quadro para sugerirmos uma Idéia. Por exemplo: um boi com um homem ao lado já dava a idéia de que ele tinha um dono. Ou mesmo, uma seqüência de sol-lua-sol-lua-sol-lua sugeria que alguém tinha ficado no local por três dias inteiros.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Silabismo &#8211; Coincidiu com a descoberta das demais utilidades da Língua, além da natural Gustação, que suspeito ter precedido ao Raciocínio. Com ela, descobrimos os grunhidos mais elaborados e próprios a cada elemento pictográfico integrante da ideografia. Nasceram as primeiras sílabas pronunciadas.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Alfabeto &#8211; Do silabismo a ele foi um pequeno salto de milênios, ou séculos, ou mesmo segundos, pouco importa, já que todos são, apenas, unidades de medida do tempo.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Com a chegada do Comércio, originalmente, as mercadorias eram negociadas à base de troca, na chamada fase das Permutas. Como os comerciantes se adentraram em territórios, antes nunca sequer supostos, para negociarem os seus produtos, depararam com povos, ou mesmo tribos, que se encontravam em distintas fases da escrita.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Começaram a usar sinais gráficos para identificar os grunhidos diferentes de cada dialeto silábico e, rapidamente, construíram o Alfabeto capaz de torná-los compreensíveis aos diversos e distantes clientes.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Dos alfabetos, o que mais nos interessa é o grego, cujos caracteres deram origem a estes que usamos até hoje.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Diversas civilizações, inclusive a grega, tiveram a história marcada pelo afastamento dos Artistas, com o crescimento dos Escribas, no período de transição da Ideografia para o Silabismo, provavelmente já usado pelo comércio nas respectivas épocas.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Os gregos usaram de muita criatividade para justificar ao próprio alfabeto, vindo dos comerciantes Fenícios, com a lenda das Núpcias de Cadmo e Harmonia, onde ele, um fenício que procurava pela irmã, Europa, perdida em alguma ilha do Egeu; ensinou o alfabeto e acabou se casando com deusa Harmonia, sob a tutela de Zeus.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Foi assim que a Grécia justificou as suas Artes Escritas a partir de um Alfabeto Comercial Fenício, com as Bençãos de Zeus.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">A partir daí inventaram a Moeda, e o alfabeto é o seu fiel servo até hoje, pois, bem trabalhado, é capaz até de convencer o cliente da velocidade em Quilômetros por Segundo ser muito maior do que a de Jardas por Quinzena, independente dos números.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Foi sobre esse Tripé Mágico &#8211; Comércio, Alfabeto e Moeda &#8211; que se fundamentou o Racionalismo para criar o, sempre novo, mundo das Ciências, Religiões e, infelizmente, Artes.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Será? Mas teria a Arte se entregue assim ao comércio sem resistir?</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Não! Apenas permanece intacta por detrás do Alfabeto, que veio do Silabismo, que veio das Artes Plásticas antes da Língua entrar na jogada. Não podemos esquecer que o Alfabeto teve avós e bisavós Artistas e, se reparem bem, muito bisneto lembra tanto ao avô, ou àlgum bisavô&#8230;</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Ela ainda pulsa forte e subliminarmente por detrás de cada sílaba que pronunciamos, descrita pelos caracteres, independente de Faustões ou Gugús promovendo os desgastados instrumentos do Tripé Mágico, aos domingos, nas &#8220;Máquinas de Ensinar&#8221;.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Por que será que as emissoras de televisão procuram colocar cores diferentes nas letras das suas chamadas? Será que é apenas para deixá-las mais simpáticas?</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Como diria Zé Ramalho:</span></h4>
<address><span style="color: #008000;">E eô vida de gado</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Povo marcado</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Povo feliz&#8230;</span></address>
<h4><span style="color: #008000;">            (<em>Admirável Gado Novo</em>)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">              </span></h4>
<h5><span style="color: #008000;">Próxima -&gt; <span style="color: #008000;"><a href="http://mpbsapiens.com/o-espectro-a-fisica-e-a-arte/"><span style="color: #99cc00;">http://mpbsapiens.com/o-espectro-a-fisica-e-a-arte/</span></a></span></span></h5>
<h5><span style="color: #008000;"><span style="color: #008000;">                         </span></span></h5>
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		<title>O Adolescente na História</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Mar 2008 18:52:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Introdução]]></category>

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		<description><![CDATA[
















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1954 &#8211; O Brasil ganha melhoria nos transportes ferroviário e hidroviário, Estação da Luz próxima ao porto da Ponte Grande, no rio Tietê, ganha a Eletrobrás, ganha a Petrobrás, ganha salário mínimo, perde a dívida externa e Getúlio se suicida.
Embora a tendência da minha obra seja a de obedecer à cronologia de edição das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5>
<table style="width: 314pt; border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="419">
<colgroup span="1">
<col style="width: 48pt;" span="1" width="64"></col>
<col style="width: 266pt; mso-width-source: userset; mso-width-alt: 12982;" span="1" width="355"></col>
</colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 12.75pt;" height="17">
<td class="xl24" style="background-color: transparent; width: 48pt; height: 12.75pt; border: #ece9d8;" width="64" height="17">
<h6>
<table style="width: 314pt; border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="419">
<colgroup span="1">
<col style="width: 48pt;" span="1" width="64"></col>
<col style="width: 266pt; mso-width-source: userset; mso-width-alt: 12982;" span="1" width="355"></col>
</colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 12.75pt;" height="17">
<td class="xl24" style="background-color: transparent; width: 48pt; height: 12.75pt; border: #ece9d8;" width="64" height="17"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: x-small;"><span style="color: #008000;">Anterior &#8211; &gt;</span></span></td>
<td class="xl25" style="background-color: transparent; width: 266pt; border: #ece9d8;" width="355"><a href="http://mpbsapiens.com/a-alvorada-das-letras/"><span style="font-size: 8pt; color: #99cc00; font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; mso-font-charset: 0;">http://mpbsapiens.com/a-alvorada-das-letras/</span></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</h6>
</td>
<td class="xl25" style="background-color: transparent; width: 266pt; border: #ece9d8;" width="355"><a href="http://mpbsapiens.com/a-alvorada-das-letras/"></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</h5>
<h5>         </h5>
<h4><span style="color: #008000;">1954 &#8211; O Brasil ganha melhoria nos transportes ferroviário e hidroviário, Estação da Luz próxima ao porto da Ponte Grande, no rio Tietê, ganha a Eletrobrás, ganha a Petrobrás, ganha salário mínimo, perde a dívida externa e Getúlio se suicida.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Embora a tendência da minha obra seja a de obedecer à cronologia de edição das composições na forma de disco, uma vez ou outra elas serão encaixadas em momentos históricos para melhor compreensão das ações sociais como reagentes literários.         </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">O samba-enredo <em>Dr. Getúlio</em>, parceria com Edu Lobo, surgiu em 1983 para a peça Dr. Getúlio, de Dias Gomes, e segundo o próprio Chico serviu de mote para <em>Vai Passar</em>.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Embora a tendência pejorativa, que o ano de 1983 nos sugeria pela transição democrática das Diretas Já, onde os militares devolveram aos civis a opção da escolha política, para fazer a letra Chico tinha que se basear em algo histórico contado. Não poderia lembrar, pois na época do Gegê o mais que fazia era escrever sensatos bilhetinhos, e o máximo que conseguiu foi:   </span></h4>
<address><span style="color: #008000;"> Foi o chefe mais amado da nação</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Desde o sucesso da revolução</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Liderando os liberais</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Foi o pai dos mais humildes brasileiros</span></address>
<address><span style="color: #008000;"> Lutando contra grupos financeiros</span></address>
<address><span style="color: #008000;">E altos interesses internacionais</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Deu início a um tempo de transformações</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Guiado pelo anseio de justiça</span></address>
<address><span style="color: #008000;">E de liberdade social</span></address>
<address><span style="color: #008000;">E depois de compelido a se afastar</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Voltou pelos braços do povo</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Em campanha triunfal</span></address>
<address><span style="color: #008000;">                         </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Abram alas que Gegê vai passar</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Olha a evolução da história</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Abram alas pra Gegê desfilar</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Na memória popular.</span></address>
<address><span style="color: #008000;">                         </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Foi o chefe mais amado da nação</span></address>
<address><span style="color: #008000;">A nós ele entregou seu coração</span></address>
<address><span style="color: #008000;">E não largaremos mais</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Não, pois nossos corações hão de ser nossos</span></address>
<address><span style="color: #008000;">A terra, o nosso sangue, os nossos poços</span></address>
<address><span style="color: #008000;">O petróleo é nosso, os nossos carnavais</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Sim, puniu os traidores com perdão</span></address>
<address><span style="color: #008000;">E encheu de brios todo o nosso povo</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Povo que a ninguém será servil</span></address>
<address><span style="color: #008000;">E partindo nos deixou uma lição</span></address>
<address><span style="color: #008000;">A pátria afinal ficar livre</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Ou morrer pelo Brasil&#8230;</span></address>
<address><span style="color: #008000;">                         </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">Em 1983 voltarei a tocar no assunto, pois a exemplo dessa obra, um aflito Chico também comporia Pelas Tabelas, onde temia pelos, então futuros, mensalões e sanguessugas atuais.  </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">A ocasião, 83, também ficaria marcada por esta bomba do Pelé: &#8211; O povo brasileiro não sabe votar! -Pegou na veia e botou no ângulo ou deu de canela e mandou lá pra Concha Acústica do Pacaembu?</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">- Escolha com cuidado e tecle o que quiser!</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">1956 &#8211; JK sobe ao poder, troca os nossos extintos credores britânicos, fiéis desde D.Pedro I, pelos renovados e corrosivos americanos, para construir uma cidade central mais perto de Belo Horizonte. Pede mais dinheiro para construir estradas de rodagens, trás as multinacionais da indústria automobilística para encherem as estradas, vê o nascimento da Bossa-Nova, ajuda o Concretismo de Ezra Loomis Pound, ex-ministro da cultura de Mussolini etc.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">1959 &#8211; A família Buarque de Hollanda volta ao Brasil e a S.Paulo.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">1960 &#8211; JK transfere a nossa capital para a tal cidade, que anos após Chico batizaria, em Fazenda Modelo, como “Juvenópolis”, e em Vai Passar como “Estranha Catedral”; assume a nova casa, começa a despachar o contingente de Pedros Pedreiros para S.Paulo, envia num Douglas DC-10 os concretistas para a crítica literária da mesma cidade e entrega ao sucessor Jânio Quadros uma capital novinha,  um país endividado e sem seu patrimônio monazítico, trocado com os americanos por sobras de trigo.      </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">1961 &#8211; Jânio agradece o presente, assume, lembra do Getúlio e renuncia pelo mesmo motivo. Ninguém sabe.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">1964 &#8211; O general Humberto de Alencar Castelo Branco sobe ao poder em 31 de Março. Juram as más línguas que foi em Primeiro de Abril. Começa outra ditadura.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">1964 &#8211; Chico compõe <em>Tem Mais Samba</em>!</span></h4>
<h5><span style="color: #008000;">          </span></h5>
<h5><span style="color: #008000;"></p>
<table style="width: 314pt; border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="419">
<colgroup span="1"><span style="color: #008000;"><br />
<col style="width: 48pt;" span="1" width="64"></col>
<col style="width: 266pt; mso-width-source: userset; mso-width-alt: 12982;" span="1" width="355"></col>
<p></span></colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 12.75pt;" height="17">
<td class="xl24" style="background-color: transparent; width: 48pt; height: 12.75pt; border: #ece9d8;" width="64" height="17"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: x-small;"><span style="color: #008000;">Próxima &#8211; &gt;</span></span></td>
<td class="xl25" style="background-color: transparent; width: 266pt; border: #ece9d8;" width="355"><a href="http://mpbsapiens.com/primeiros-versos/"><span style="font-size: 8pt; color: #99cc00; font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; mso-font-charset: 0;">http://mpbsapiens.com/primeiros-versos/</span></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h5><span style="color: #008000;">          </span></h5>
<p> </p>
<p></span></h5>
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		<title>A Alvorada Das Letras</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Mar 2008 18:45:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Introdução]]></category>

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1944 &#8211; O Brasil estava no período histórico do penúltimo ano da ditadura Vargas caracterizada por guerras internas, criação da nossa primeira constituição, capital no Rio de Janeiro, segunda guerra mundial no fim, sistema ferroviário bem evoluído graças a investidores ingleses, criação de sindicatos, dívida externa caindo, força política do Integralismo no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6>
<table style="width: 314pt; border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="419">
<colgroup span="1">
<col style="width: 48pt;" span="1" width="64"></col>
<col style="width: 266pt; mso-width-source: userset; mso-width-alt: 12982;" span="1" width="355"></col>
</colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 12.75pt;" height="17">
<td class="xl24" style="background-color: transparent; width: 48pt; height: 12.75pt; border: #ece9d8;" width="64" height="17">
<h5><span style="font-family: Times New Roman; font-size: x-small;"><span style="color: #008000;">Anterior -&gt;</span></span></h5>
</td>
<td class="xl25" style="background-color: transparent; width: 266pt; border: #ece9d8;" width="355">
<h5>    <a href="http://mpbsapiens.com/a-missao-do-artista/"><span style="font-size: 8pt; color: #99cc00; font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; mso-font-charset: 0;">http://mpbsapiens.com/a-missao-do-artista/</span></a></h5>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</h6>
<h5>                   </h5>
<h4><span style="color: #008000;">1944 &#8211; O Brasil estava no período histórico do penúltimo ano da ditadura Vargas caracterizada por guerras internas, criação da nossa primeira constituição, capital no Rio de Janeiro, segunda guerra mundial no fim, sistema ferroviário bem evoluído graças a investidores ingleses, criação de sindicatos, dívida externa caindo, força política do Integralismo no governo, imprensa incentivando o americanismo e malhando o Getúlio.                             </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Embora tivéssemos um regime de extrema direita, havia uma elite socialista barulhenta e atuante, que por agir nas classes trabalhadoras, acabou por conseguir a criação dos sindicatos, anunciando o salário mínimo como meta. Tendo o recém fundado PTB como situação, deduz-se que o PT estava nascendo por aí como oposição socialista.                      </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Era esse o nosso quadro histórico quando, no Rio de Janeiro, nasceu Francisco. </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">1945 &#8211; A esquerda fica mais barulhenta ainda pela imprensa, os americanos viram um outro tipo de heróis em Hiroshima, a ditadura cai e Getúlio cai junto.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">1946 &#8211; Sérgio Buarque de Hollanda muda para S.Paulo.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">1950 &#8211; Getúlio volta à presidência pelo voto popular com grande maioria nas urnas.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">1950 &#8211; Sérgio Buarque de Holanda muda para Roma e seu filho Francisco deixa o seguinte bilhete para a avó:</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;"><em>“- Querida vovó. Estamos mudando para a Itália. Quando voltarmos provavelmente a senhora já terá morrido. Eu vou me tornar um cantor famoso e se a senhora sentir saudades é só ligar o radinho lá no céu que me ouvirá.”</em></span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Pelo que fui informado essa foi a primeira obra do autor.</span></h4>
<h5><span style="color: #008000;">                    </span></h5>
<h5><span style="color: #008000;"></p>
<table style="width: 314pt; border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="419">
<colgroup span="1">
<col style="width: 48pt;" span="1" width="64"></col>
<col style="width: 266pt; mso-width-source: userset; mso-width-alt: 12982;" span="1" width="355"></col>
</colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 12.75pt;" height="17">
<td class="xl24" style="background-color: transparent; width: 48pt; height: 12.75pt; border: #ece9d8;" width="64" height="17"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: x-small;"><span style="color: #008000;">Próxima &#8211; &gt;</span></span></td>
<td class="xl25" style="background-color: transparent; width: 266pt; border: #ece9d8;" width="355"><a href="http://mpbsapiens.com/o-adolescente-na-historia/"><span style="font-size: 8pt; color: #99cc00; font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; mso-font-charset: 0;">http://mpbsapiens.com/o-adolescente-na-historia/</span></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h5><span style="color: #008000;">                       </span></h5>
<p> </p>
<p></span></h5>
]]></content:encoded>
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		<title>A Missão do Artista</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Mar 2008 18:42:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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A grande dúvida: &#8211; Como é que começo a escrever sobre a minha obra? Pesquisar Chico era muito mais fácil do que escrever sobre ele. Tal problema persistiu até o dia em encontrei, nas prateleiras de um sebo, um livro bem velho e com o seguinte título: “Despertemos a Nação”.
Intrigado com a caretice [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="color: #008000;"></span></div>
<p> </p>
<table style="width: 314pt; border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="419">
<colgroup span="1">
<col style="width: 48pt;" span="1" width="64"></col>
<col style="width: 266pt; mso-width-source: userset; mso-width-alt: 12982;" span="1" width="355"></col>
</colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 12.75pt;" height="17">
<td class="xl24" style="background-color: transparent; width: 48pt; height: 12.75pt; border: #ece9d8;" width="64" height="17"><span style="font-size: x-small; color: #99cc00; font-family: Times New Roman;"><span style="color: #008000;">A</span><span style="color: #008000;">nterior &#8211; &gt;</span></span></td>
<td class="xl25" style="background-color: transparent; width: 266pt; border: #ece9d8;" width="355"><a href="http://mpbsapiens.com/ciencias-x-fantasias/"><span style="font-size: 8pt; color: #99cc00; font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; mso-font-charset: 0;">http://mpbsapiens.com/ciencias-x-fantasias/</span></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color: #008000;"></p>
<h5>                </h5>
<h4><span style="color: #008000;">A grande dúvida: &#8211; Como é que começo a escrever sobre a minha obra? Pesquisar Chico era muito mais fácil do que escrever sobre ele. Tal problema persistiu até o dia em encontrei, nas prateleiras de um sebo, um livro bem velho e com o seguinte título: “<em>Despertemos a Nação</em>”.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Intrigado com a caretice do título folheei, e folheando encontrei:</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;"><em>A Missão do Artista</em>                   </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;"><em>O artista é o homem que nasceu para dizer alguma cousa. É uma espécie de orador official de uma série de avós que foram mudos. A palavra afflorou, aqui ou ali, num tataravô que foi meio poeta, num tio-avô que era meio maluco; o espírito humano andava querendo dizer ao infinito as suas impressões pela bocca daquella família. Balbuciava, resmungava e as gerações se succediam, até que afinal, porque o atavismo levou accesa a labareda do desejo de dizer, sahiu um homem para falar: e falou. E viu-se, então, que toda a sua necessidade era exprimir-se de qualquer geito mais á mão. Elle tinha certas cousas para as quaes precisava procurar certas palavras, certas phrases, certos rythmos. Creou muito, é verdade, mas plasmando o material encontrado e querendo, antes de tudo, ser entendido. Entendido por todos, até pelas pedras. Esse é o artista. Elle não veio para impor um idioma, mas para crear um estylo e expor uma interpretação do mundo</em>.        </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">O belo pensamento era quase exato para justificar a minha obra, baseada na de um artista, pois trazia tudo o que suspeitara de Chico até então. Ligava obra a autor, autor a cidadão, cidadão ao mundo que o gerou, e tal mundo ao Atavismo das gerações familiares que o justificavam por sedimentação histórica.    </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">O “quase exato” foi pelo fato do sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda, pai do Chico, não ter sido tão mudo assim, como sugeriu o texto acima.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Infelizmente a coisa não era tão simples quanto supunha, pois comprei e li o livro. O próprio título me exigia prudência, pois Chico já era um socialista assumido, e o autor do livro, editado em 1937, se chamava Plínio Salgado, o pai do Integralismo, movimento de extrema nacionalista surgido na famosa Semana de Arte Moderna de 1922.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Assim como em tal semana surgiram termos do tipo “Nacionalismo Espontâneo e Manifestações Integrais”, a União Soviética engatinhava a largas joelhadas no cenário filosófico mundial. Ora, se Chico era um socialista assumido é porque a sua formação educacional lhe sugerira, logo, Sérgio e Plínio jogavam em times opostos numa ocasião em que tinham vinte e vinte e sete anos respectivamente.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">O primeiro com a Razão e o segundo com a Espontaneidade (criança não usa dividir seu brinquedo com outra). Um racional e outro nacional. Sérgio gerando e moldando Chico. Plínio explicando o resultado. Plínio traduzindo Sérgio. O poder da arte forjando ligas difíceis, mas não impossíveis.             </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Optei por manter o pensamento, usei minha velha máquina de escrever para tornar legíveis alguns rascunhos e entreguei à Ana.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Depois de alguns meses voltei a S.Paulo e ao encontrá-la me contou que havia entregue o material a ele. Lavei as mãos.                         </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Quanto à Missão do Artista creio ter sido bem absorvida, pois alguns anos mais tarde nasceram estes versos: “<em>O meu pai era paulista / Meu avô pernambucano / O meu bisavô mineiro / Meu tataravô baiano/…. / To na estrada há muitos anos / Sou um artista brasileiro”</em>. </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">A Arte havia superado qualquer Pré ou Pós Conceito social.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Esse breve relato histórico de alguns efeitos poéticos observados na obra, ao mesmo tempo em que davam a ela maior grandeza, por serem compreendidos somente pelo próprio autor, o levavam a uma frustração bastante a extrair da grande trama de personagens, vindos da interligação da obra musical, qualidades comuns aos centrais dos livros Estorvo, Benjamim e Budapeste; pouco diferentes do narrador de Fazenda Modelo.                             </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Inocentes, alienados e surrealistas prudentes embutidos num sociológico exterior misterioso. Algo tão absurdo quanto um surrealista Salvador D’Alí interpretando Descartes, pai do racionalismo.          </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Algo tão difícil quanto Sérgio e Plínio jogando juntos. </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">                        </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">– Será uma luta do tipo Ted Boy Marino X “Fantomas” da Ópera!  Muitas emoções e participações de técnicos gregos discutindo com árbitros mesopotâmicos, diante de uma ostensiva platéia bíblica! Pancadaria pura que terá até plágios italianos e angolanos abaixo da linha da cintura! Inesquecíveis quatro assaltos: Fundamental, Poético, Místico e Resto.                                            </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Na voz inconfundível do DJ Enzo de Almeida Passos e sua Vitrola Mágica. </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">– Que soe o gongo, ou baixe a agulha!</span></h4>
<h5>         </h5>
<p><span style="color: #008000;"> </span></p>
<p></span></p>
<h5><span style="color: #008000;"></p>
<div><span style="color: #008000;"> </span></div>
<table style="width: 314pt; border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="419">
<colgroup span="1"><span style="color: #008000;"><br />
<col style="width: 48pt;" span="1" width="64"></col>
<col style="width: 266pt; mso-width-source: userset; mso-width-alt: 12982;" span="1" width="355"></col>
<p></span></colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 12.75pt;" height="17">
<td class="xl24" style="background-color: transparent; width: 48pt; height: 12.75pt; border: #ece9d8;" width="64" height="17"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: x-small;"><span style="color: #008000;">Próxima &#8211; &gt;</span></span></td>
<td class="xl25" style="background-color: transparent; width: 266pt; border: #ece9d8;" width="355"><a href="http://mpbsapiens.com/a-alvorada-das-letras/"><span style="font-size: 8pt; color: #99cc00; font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; mso-font-charset: 0;">http://mpbsapiens.com/a-alvorada-das-letras/</span></a></td>
</tr>
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<h5><span style="color: #008000;">                 </span></h5>
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		<title>Ciências x Fantasias</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Mar 2008 18:31:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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Citando Beatriz, para se entender uma composição do Chico é necessário ter em mãos um dicionário e, se possível, uma enciclopédia, pois a composição começa pelo nome, que pode ser um simples verbete ou um referencial histórico. Vejam o ocorrido.
Além de ser um venenoso peixe de fundo do mar, cuja natural camuflagem o assemelha [...]]]></description>
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<p></span></colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 12.75pt;" height="17">
<td class="xl24" style="background-color: transparent; width: 48pt; height: 12.75pt; border: #ece9d8;" width="64" height="17"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: x-small;"><span style="color: #008000;">Anterior &#8211; &gt;</span></span></td>
<td class="xl25" style="background-color: transparent; width: 266pt; border: #ece9d8;" width="355"><a href="http://mpbsapiens.com/comecando-a-estudar/"><span style="font-size: 8pt; color: #99cc00; font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; mso-font-charset: 0;">http://mpbsapiens.com/comecando-a-estudar/</span></a></td>
</tr>
</tbody>
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<h5><span style="color: #008000;">          </span></h5>
<h4><span style="color: #008000;">Citando <em>Beatriz,</em> para se entender uma composição do Chico é necessário ter em mãos um dicionário e, se possível, uma enciclopédia, pois a composição começa pelo nome, que pode ser um simples verbete ou um referencial histórico. Vejam o ocorrido.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Além de ser um venenoso peixe de fundo do mar, cuja natural camuflagem o assemelha a uma pedra, quando Beatriz abre as nadadeiras surge um verdadeiro arco-íris, lindo; mas convém não levar nenhuma ferroada desse peixe Scorpinídeo, pois o estrago é bem grande e exige um cuidado urgente.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Mas será que só um peixe seria o bastante para inspirar uma composição tão linda? Não. Beatricce Portinari foi a musa inspiradora de Dante Alighieri na Divina Comédia, que o levou do Inferno ao Paraíso.                                            </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">“<em>Sim me leva para sempre Beatriz / Me ensina a não andar c’os pés no chão</em>”. A melodia despenca 12 notas se contrapondo ao texto em que o personagem pede para ser alçado, elevado.                     </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Sem considerar os mesmos efeitos melódicos de Beatriz, cito a composição <em>Angélica</em> (1977), como uma das mais significativas no aspecto da relação texto / título, pois trata da jornalista Zuzú Angel que teve um filho, supostamente,  torturado e morto pelos militares em 68.            </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;"> Na contracapa do LP Almanaque, aparece ao lado da letra da composição um alaúde antigo. Esse era um dos significados do termo Angélica que observei no dicionário. Também descobri que o termo significa a fixação de certa harmonia na execução da música. Isso explicava os versos: “<em>Quem é essa mulher / Que canta sempre o mesmo arranjo</em>”.       </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Ao passar um dia pela igreja São Bento, em São Paulo, escutei um bonito canto e fui pesquisar. Eram monges Marianos entoando seus cantos litúrgicos do Círio Pascal. </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Estávamos nele, e os Marianos, numa espécie de cortesia, cantavam para os irmãos Beneditinos. Conversando com um deles, fui informado que tal canto era conhecido por Angélica e representava uma peregrinação anual dos Marianos em tal data religiosa.           </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Achei bonito, curioso pelo nome e fui embora. A ficha só foi cair à noite: &#8211; Marianos são adeptos de Maria que teve um famoso filho torturado e morto, a exemplo do que se supos ter ocorrido com o de Zuzú Angel.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Posteriormente vim a conhecer Ana Buarque, irmã do Chico, que desconhecia esse terceiro significado muito mais adequado que os anteriores, enquanto Chico só conhecia os outros dois, segundo ela. Desconfiei, pois na composição a mulher cantava também “como dobra um sino”; mas fiquei na minha.</span><span style="color: #008000;">                                  </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Ana pediu que lhe escrevesse um resumo das análises.</span></h4>
<h5><span style="color: #008000;">          </span></h5>
<h5><span style="color: #008000;"></p>
<table style="width: 314pt; border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="419">
<colgroup span="1">
<col style="width: 48pt;" span="1" width="64"></col>
<col style="width: 266pt; mso-width-source: userset; mso-width-alt: 12982;" span="1" width="355"></col>
</colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 12.75pt;" height="17">
<td class="xl24" style="background-color: transparent; width: 48pt; height: 12.75pt; border: #ece9d8;" width="64" height="17"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: x-small;"><span style="color: #008000;">Próxima &#8211; &gt;</span></span></td>
<td class="xl25" style="background-color: transparent; width: 266pt; border: #ece9d8;" width="355"><a href="http://mpbsapiens.com/a-missao-do-artista/"><span style="font-size: 8pt; color: #99cc00; font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; mso-font-charset: 0;">http://mpbsapiens.com/a-missao-do-artista/</span></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h5><span style="color: #008000;">          </span></h5>
<p> </p>
<p></span></h5>
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		<title>Começando a Estudar</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Mar 2008 18:21:57 +0000</pubDate>
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Este meu estudo começou em 1977. Inicialmente focalizando a Ciência Poética para posteriormente me deter nas relações estabelecidas dos assuntos comuns às várias composições, como visto.
Na interpretação das normas poéticas, diretrizes das construções dele ao longo da obra, detectei artifícios, que inicialmente supus coincidência, para posteriormente me certificar que eram propositais, logo, deveriam ganhar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6>
<table style="width: 314pt; border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="419">
<colgroup span="1">
<col style="width: 48pt;" span="1" width="64"></col>
<col style="width: 266pt; mso-width-source: userset; mso-width-alt: 12982;" span="1" width="355"></col>
</colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 12.75pt;" height="17">
<td class="xl24" style="background-color: transparent; width: 48pt; height: 12.75pt; border: #ece9d8;" width="64" height="17">
<h4><span style="font-family: Times New Roman; font-size: x-small;"><span style="color: #008000;">Anterior -&gt;</span></span></h4>
</td>
<td class="xl25" style="background-color: transparent; width: 266pt; border: #ece9d8;" width="355">
<h4><span style="color: #99cc00;"> </span><a href="http://mpbsapiens.com/o-pensamento-e-o-tempo/"><span style="color: #99cc00;">http://mpbsapiens.com/o-pensamento-e-o-tempo/</span></a></h4>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</h6>
<h5>         </h5>
<h4><span style="color: #008000;">Este meu estudo começou em 1977. Inicialmente focalizando a Ciência Poética para posteriormente me deter nas relações estabelecidas dos assuntos comuns às várias composições, como visto.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Na interpretação das normas poéticas, diretrizes das construções dele ao longo da obra, detectei artifícios, que inicialmente supus coincidência, para posteriormente me certificar que eram propositais, logo, deveriam ganhar o status de Estilo, e notar que começaram a ocorrer sem que o autor percebesse. Era a Arte incorporando a criatura ao todo criador.      </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Foi quando comecei a encarar a tendência paradoxal da obra. Não era sub realismo, pois os temas pertenciam à realidade. Chico sempre foi um retratista social por pura lógica atávica, pois o pai foi um renomado sociólogo.                        </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Posteriormente comecei a suspeitar que os paradoxos morassem nas minhas interpretações, pois quando se analisa uma obra tão extensa, às vezes, se demora em ter uma ou mais repetições de um fenômeno qualquer de estilo. A primeira vez que notei Chico quebrando a métrica de um verso foi na primeira estrofe de<em> Roda Viva</em>.                   </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">A contagem silábica de um verso, Métrica, se encerra na última sílaba tônica, e a composição ocorre em estrofes com 8 versos, conhecidas como Oitavas. O primeiro truque que percebi ocorreu na numerologia poética. Oitavas com versos octossílabos (8 sílabas). Assim sendo o número que mandou foi o Oito. </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">O segundo efeito ocorreu no quarto verso da primeira estrofe. Chico gosta de trabalhar com Versificação Regular, que busca dar à construção poética versos com a mesma quantidade de sílabas e tonicidades localizadas nas mesmas ordens, assim sendo, as quatro oitavas deveriam ter todos os octossílabos com tonicidades nas sílabas 2, 5 e 8.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Tal verso possui nove sílabas. Chico não poderia cometer um erro tão grosseiro de fazer o verso crescer em uma sílaba. Bastou prestar atenção no texto: &#8211; Ou foi o mundo então que “cresceu”.        </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">O verso mancou (perdeu o pé) em metro e ritmo com o texto dedando:   </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">- Poesia e Eu somos cúmplices!                     </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">O terceiro efeito surgiu na Quadra (estrofe com quatro versos) Refrão cantado entre as oitavas: <em>Roda mundo, roda gigante / Roda moinho, roda pião / O tempo rodou um instante / Nas voltas do meu coração.</em>                        </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Primeiro verso com ritmo (tonicidade) diferente do restante da composição. Segundo verso com nove sílabas e ritmo diferente. Terceiro e quarto voltando à normalidade em metro e ritmo. Basta ler o texto de tais versos para entender o erro dos dois primeiros explicado pelos dois últimos.                             </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Deparei com incontáveis efeitos dessa ordem nas análises métricas e rítmicas. Foi aí que suspeitei do paradoxo estar na minha análise, e talvez agravando mais ainda, reparei que na maior parte das vezes o número 9 estava envolvido.                  </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Fui salvo pela composição <em>Amor Barato</em> (1981). Feita inteira em Tercetos (estrofe com 3 versos) cujo terceiro verso apresentava 10 sílabas. No terceiro verso do terceiro terceto aconteceu: Ao invés de 10 apresentou 9 sílabas e ainda disse: &#8211; <em>Que se tiver precisão eu furto</em>. O nono verso que deveria apresentar 10 teve 9 e ainda disse que “furtou”.              </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Constatei posteriormente que o autor vive cercado por um algarismo nos seus números, a começar pela posição em que joga nos times de futebol: Centroavante, cuja camisa é a 9.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Chico sempre foi um brincalhão que se divertiu fazendo versos. Era tido pela crítica como poeta de construção inquestionável, mas mancava versos quando bem entendia e ficava na espreita para ver se algum crítico reparava. Nada, só elogio e a certeza: &#8211; Tô falando sozinho!      </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Todo poeta adepto da Versificação Uniforme, regular ou irregular, e rimada, não usa deixar Verso Branco (sem rima). </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Em <em>A Televisão</em> (1967) ele escreve no primeiro verso “O homem da rua”. A rima desse verso só irá surgir sete versos após com “No céu a lua”. Claro que o Homem ficou perdido lá na ponta da Rua. É aí que ele se diverte enquanto vai construindo: </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;"><em>O homem da rua / Que da lua está distante</em>.        </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Como a própria letra mostra na continuidade, enquanto se divertia compondo também constatava com tristeza o fato de falar sozinho ao incorporar o personagem: “… <em>distante / Por ser nego bem falante / Fala só com seus botões</em>”.     </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Mais um efeito para reforço de texto ocorre também na mesma composição. A nota musical mais alta da melodia está situada numa palavra que nos dá a noção de altura e distância: “Numa nuuvem se ocultando”. Como se a altura da nota musical não bastasse, ele prolonga o seu tempo ao trocar as semínimas por uma colcheia no NU.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">As notas musicais diferem nos tempos de duração na seguinte ordem crescente: Semibreve -&gt; Mínima -&gt; Semínima -&gt; Colcheia -&gt; Semicolcheia -&gt; Fusa -&gt; Semifusa.                  </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Esse efeito ocorreu em menor quantidade, mas em épocas distintas. Como em <em>Beatriz</em> (1983) onde a palavra Céu está na nota mais alta (sol soprano) e Chão na mais baixa (fá baixo). A melodia foi confeccionada por Edu Lobo num piano.</span></h4>
<h5><span style="color: #008000;">          </span></h5>
<h5><span style="color: #008000;"></p>
<table style="width: 314pt; border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="419">
<colgroup span="1"></colgroup>
<p><span style="color: #008000;"><br />
</span><br />
<colgroup span="1">
<col style="width: 48pt;" span="1" width="64"></col>
<col style="width: 266pt; mso-width-source: userset; mso-width-alt: 12982;" span="1" width="355"></col>
</colgroup>
<p> </p>
<tbody>
<tr style="height: 12.75pt;" height="17">
<td class="xl24" style="background-color: transparent; width: 48pt; height: 12.75pt; border: #ece9d8;" width="64" height="17"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: x-small;"><span style="color: #008000;">Próxima &#8211; &gt;</span></span></td>
<td class="xl25" style="background-color: transparent; width: 266pt; border: #ece9d8;" width="355"><a href="http://mpbsapiens.com/ciencias-x-fantasias/"><span style="font-size: 8pt; color: #99cc00; font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; mso-font-charset: 0;">http://mpbsapiens.com/ciencias-x-fantasias/</span></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>                </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></h5>
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		<title>O Pensamento e o Tempo</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Mar 2008 18:14:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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Era uma canção     
Um só cordão          
Uma vontade           
De tomar a mão
De cada irmão
Pela cidade   
               (Sonho de um Carnaval-1965)
Sonho de Um Carnaval foi a composição que anunciou o nome do Chico à MPB. O texto ingênuo traduz um sonho comum a qualquer jovem dos anos 60.                     
Esperando o sol, esperando o trem
Esperando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="color: #008000;"></span></div>
<p> </p>
<table style="width: 314pt; border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="419">
<colgroup span="1">
<col style="width: 48pt;" span="1" width="64"></col>
<col style="width: 266pt; mso-width-source: userset; mso-width-alt: 12982;" span="1" width="355"></col>
</colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 12.75pt;" height="17">
<td class="xl24" style="background-color: transparent; width: 48pt; height: 12.75pt; border: #ece9d8;" width="64" height="17"><span style="font-size: x-small; color: #008000; font-family: Times New Roman;">Anterior &#8211; &gt;</span></td>
<td class="xl25" style="background-color: transparent; width: 266pt; border: #ece9d8;" width="355"><a href="http://mpbsapiens.com/breve-historia/"><span style="font-size: 8pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; mso-font-charset: 0;"><span style="color: #99cc00;">http://mpbsapiens.com/breve-historia/</span></span></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color: #008000;"></p>
<h5>              </h5>
<address><span style="color: #008000;">Era uma canção     </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Um só cordão          </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Uma vontade           </span></address>
<address><span style="color: #008000;">De tomar a mão</span></address>
<address><span style="color: #008000;">De cada irmão</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Pela cidade   </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">               (<em>Sonho de um Carnaval</em>-1965)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;"><em>Sonho de Um Carnaval</em> foi a composição que anunciou o nome do Chico à MPB. O texto ingênuo traduz um sonho comum a qualquer jovem dos anos 60.</span>                     </h4>
<address><span style="color: #008000;">Esperando o sol, esperando o trem</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Esperando enfim, nada mais além          </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Da esperança aflita, bendita, infinita       </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Do apito de um trem”         </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                                    (<em>Pedro Pedreiro</em>-1965)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;"><em>Pedro Pedreiro</em> já trás uma adolescente impaciência social com o desnível das classes. A do Francisco em contraste com a que o Chico observava na Estação da Luz, S.Paulo, no seu cotidiano dos anos 60.</span></h4>
<address><span style="color: #008000;">Mas para meu desencanto</span></address>
<address><span style="color: #008000;">O que era doce acabou      </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Tudo tomou seu lugar</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Depois que a banda passou          </span></address>
<address><span style="color: #008000;">E cada qual no seu canto</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Em cada canto uma dor      </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Depois da banda passar</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Cantando coisas de amor </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                             (<em>A Banda</em>-1966)</span></h4>
<h4>          <span style="color: #008000;"><em>A Banda</em> começa a trocar a impaciência adolescente de <em>Pedro Pedreiro</em> do Chico por um cônscio conformismo adulto de impotência do Francisco</span>.</h4>
<address><span style="color: #008000;">Quem me dera ter um choro de alto porte          </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Pra cantar co´a voz bem forte</span></address>
<address><span style="color: #008000;">E anunciar a luz do dia        </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Mas quem sou eu</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Pra cantar alto assim na praça      </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Se vem dia, dia passa</span></address>
<address><span style="color: #008000;">E a praça fica mais vazia”  </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                             (<em>Um Chorinho</em>-1967)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Em <em>Um Chorinho</em>, Chico e Francisco começam a perceber que os seus ideais não cabiam, o quanto supunham, na classe artística. Muito menos na imprensa, hoje Mídia, que já os rotulara convenientemente em <em>A Banda</em> como Unanimidade Nacional. </span></h4>
<address><span style="color: #008000;">A gente vai contra a corrente        </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Até não poder resistir         </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Na volta do barco é que sente      </span></address>
<address><span style="color: #008000;">O quanto deixou de cumprir”         </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                                   (<em>Roda Viva</em>-1967)   </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;"><em>Roda Viva</em> foi puro confronto das consciências social e artística. Se por um lado o <em>Pedro Pedreiro</em> do Chico lhe cobrava uma postura semelhante à do amigo Geraldo Vandré, por outro, a mídia do Francisco preferia mantê-lo com o rótulo criado em <em>A Banda</em>.</span></h4>
<address><span style="color: #008000;">Não</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Foi tudo escrito em vão     </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Eu lhe peço perdão            </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Mas não vou lastimar       </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                         (<em>O Velho</em>-1968)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Embora a crítica literária, da mídia do Francisco, fizesse propaganda do lado artístico do Chico, as limitações da mesma tornavam-na incapaz de melhor aquilatar a construção poética das letras nas composições. <em>O Velho</em> se conformou.                                         </span></h4>
<address><span style="color: #008000;">Mas toda santa madrugada          </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Quando uma já sonho com Deus </span></address>
<address><span style="color: #008000;">E a outra triste namorada </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Coitada já deitou c’os seus          </span></address>
<address><span style="color: #008000;">O acaso faz com que essas duas            </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Que a sorte sempre separou        </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Se cruzem pela mesma rua          </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Olhando-se c´oa mesma dor      </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                           (<em>Umas e Outras</em>-1969)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Além de oficializar a disputa dos lados da consciência vista em Roda Viva, <em>Umas e Outras</em> contém <em>O Velho</em> na “praça vazia” do <em>Chorinho</em>. Basta observar o termo “coitada”, que ao longo da obra só surgirá em <em>Gení E O Zepelim</em> (1977) e <em>A Rosa</em> (1979).</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">É costume nosso associá-lo a alguém digno de dó, sem atentarmos que o mesmo dizia respeito a Coito em suas origens. “<em>Coitada já deitou c’os seus”; “Mas de fato logo ela / Tão coitada, tão singela…”</em>; “<em>E some nas altas da madrugada / Coitada, trabalha de plantonista…”</em>. Prostitutas profissionais ou amadoras. Levianas conceituais, cotidianas, normais; mas grandes freqüentadoras da obra, logo, da cabeça ou da consciência dupla dos respectivos criadores Chico e Francisco. </span></h4>
<address><span style="color: #008000;">Não sei se preguiçoso ou se covarde    </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Debaixo do meu cobertor de lã    </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Eu faço samba e amor até mais tarde    </span></address>
<address><span style="color: #008000;">E tenho muito sono de manhã”     </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                                      (<em>Samba e Amor</em>-1969)</span><span style="color: #008000;">        </span></h4>
<address><span style="color: #008000;">Quero perder de vez tua cabeça  </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Minha cabeça perder teu juízo      </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Quero cheirar fumaça de óleo diesel       </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Me embriagar até que alguém me esqueça     </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                                                              (C<em>álice-</em>1973)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;"><em>Samba e Amor</em> e <em>Cálice</em> foram típicas leis de Ação e Reação. Ações da consciência e reações do ego.</span></h4>
<address><span style="color: #008000;">Luz, quero luz          </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Sei que além das cortinas</span></address>
<address><span style="color: #008000;">São palcos azuis      </span></address>
<address><span style="color: #008000;">E infinitas cortinas</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Com palcos atrás   </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                                   (<em>Vida</em>-1980)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Treze anos após, olha aí <em>Um Chorinho</em> e <em>Roda Viva</em> revistos. As mesmas aflições no grande teatro de <em>Vida</em>. </span> </h4>
<address><span style="color: #008000;">A metade do seu olhar      </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Ta chamando pra luta aflita           </span></address>
<address><span style="color: #008000;">E metade quer madrugar   </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Na bodeguita         </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                         (<em>Tanto Amar</em>-1981)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Após doze anos <em>Umas e Outras</em> volta muito mais adulta, branda, sábia e conformista em <em>Tanto Amar</em>.</span></h4>
<address><span style="color: #008000;">Hora de ir embora</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Quando o corpo quer ficar  </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Toda alma de artista quer partir    </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Arte de deixar algum lugar  </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Quando não se tem pra onde ir    </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                                    (<em>Na Carreira</em>-1982)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;"><em>Na Carreira</em> trás as mesmas dúvidas abstratas, que ganham conceitos mais palpáveis, por ironia, numa parte de um <em>Grande Circo Místico.</em></span></h4>
<address><span style="color: #008000;">No bucho do analfabeto    </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Letras de macarrão </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Letras de macarrão </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Fazem poema concreto    </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">              (A<em> Bela e a Fera-</em>1982)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;"><em>A Bela e a Fera</em> foi um recado de ambos, à mídia, bem mais claro que o dado em 67 com <em>O Velho</em>. Na época os críticos da Folha de S.Paulo eram concretistas.                                    </span></h4>
<address><span style="color: #008000;">Nós aprendemos</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Palavras duras         </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Como dizer perdi, perdi      </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Palavras tontas</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Nossas palavras      </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Quem falou não está mais aqui”    </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                        (<em>Tantas Palavras</em>-1983)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Eles deram mais uma vez um recado não entendido pela crítica. Após um ano de espera se despediram dela com <em>Tantas Palavras</em>.</span></h4>
<address><span style="color: #008000;">E topa pela frente um contingente           </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Que ele já deixou pra trás  </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Os soluços dobram tão iguais      </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Seus rivais, seus irmãos    </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Seu navio carregado de ideais    </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Que foram escorrendo feito grãos           </span></address>
<address><span style="color: #008000;">As estrelas que não voltam nunca mais  </span></address>
<address><span style="color: #008000;">E um oceano pra lavar as mãos </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                                                (<em>Meia Noite</em>- 1985)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;"><em>Meia Noite</em> reforça a incompetência vista em <em>Roda Viva</em> e tenta dar adeus a <em>Pedro Pedreiro</em>, a Vandré e a qualquer preocupação sócio-idealística. Chico e Francisco assumem a separação.</span></h4>
<address><span style="color: #008000;">Rio do lado sem beira</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Cidadãos inteiramente loucos</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Com carradas de razão      </span></address>
<address><span style="color: #008000;">À sua maneira, de calção</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Com bandeiras sem explicação    </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Carreiras de paixão danada          </span></address>
<address><span style="color: #008000;">São Sebastião crivado</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Nublai minha visão   </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Na noite da grande fogueira desvairada           </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                                    (<em>Estação Derradeira</em>-1987)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Tentativa porque todo aquele contingente voltou a importunar Francisco, ao observar e traduzir um cotidiano da Mangueira, derradeira estação, onde até rezou para ficar cego, tamanho a força do renovado Pedro do Chico</span>.</h4>
<address><span style="color: #008000;">Prometo te querer  </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Até o amor cair doente, doente     </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Prefiro então partir a tempo de poder      </span></address>
<address><span style="color: #008000;">A gente se desvencilhar da gente </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Depois de te perder</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Te encontro com certeza    </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Talvez num tempo da delicadeza  </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Onde não diremos nada</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Nada aconteceu       </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Apenas seguirei</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Como encantado ao lado teu      </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                          (<em>Todo Sentimento</em>-1987)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Diante da impossibilidade de um adeus grotesco do tipo Pilatos dado em <em>Meia Noite</em>, uma espécie de pacto interior e brando é visto em <em>Todo Sentimento</em>, onde tentam se desvencilhar do que foram para, com calma, apenas Serem. Como diria Gilberto Gil “<em>Eu preciso aprender a só ser</em>”.</span></h4>
<address><span style="color: #008000;">Acho que fui deputado       </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Acho que tudo acabou       </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Quase que já não me lembro de nada    </span></address>
<address><span style="color: #008000;"><span style="color: #008000;">Vida veio e me levou</span>        </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                                   (<em>Velho Francisco</em>-1987)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Velho Francisco reforça a idéia mostrando a realidade do Chico, idoso e desmemoriado, incapaz de perceber que está em algum asilo, ou até num cemitério, pois “<em>todo domingo tem cheiro de flor”.</em></span></h4>
<address><span style="color: #008000;">Palavra prima          </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Uma palavra só, a crua palavra     </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Que quer dizer          </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Tudo   </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Anterior ao entendimento, palavra            </span></address>
<address><span style="color: #008000;">… Palavra boa          </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Não de fazer literatura, palavra      </span></address>
<address><span style="color: #008000;">Mas de habitar</span></address>
<address><span style="color: #008000;">Fundo </span></address>
<address><span style="color: #008000;">O coração do pensamento, palavra        </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                                      (Uma Palavra-1989)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Por fim, em <em>Uma Palavra</em> a tentativa de se despedir do <em>Velho</em>, de si mesmo e da incômoda tendência de transpor os limites da poesia paradoxal vigente, rumo ao inevitável e futuro solipsismo de <em>A Ostra e o Vento.</em></span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">          </span></h4>
<h5><span style="color: #008000;"></span></h5>
<p></span></p>
<table style="width: 314pt; border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="419">
<colgroup span="1"><span style="color: #008000;"><br />
<col style="width: 48pt;" span="1" width="64"></col>
<col style="width: 266pt; mso-width-source: userset; mso-width-alt: 12982;" span="1" width="355"></col>
<p></span></colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 12.75pt;" height="17">
<td class="xl24" style="background-color: transparent; width: 48pt; height: 12.75pt; border: #ece9d8;" width="64" height="17"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;"><span style="color: #008000;">Próxima &#8211; &gt;</span></span></td>
<td class="xl25" style="background-color: transparent; width: 266pt; border: #ece9d8;" width="355"><a href="http://mpbsapiens.com/comecando-a-estudar/"><span style="font-size: 8pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; mso-font-charset: 0;"><span style="color: #99cc00;">http://mpbsapiens.com/comecando-a-estudar/</span></span></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Breve História</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Mar 2008 18:06:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Introdução]]></category>

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O cidadão Francisco Buarque de Hollanda nasceu, teve família anterior, gerou o compositor e teve família posterior. O compositor somou todo o cotidiano observado pelo cidadão, que traduzido em composições musicais, formou uma outra família de personagens chamada Obra. Ela é o que mais interessa, embora apresente algumas passagens em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6>
<table style="width: 266pt; border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="355">
<colgroup span="1">
<col style="width: 266pt; mso-width-source: userset; mso-width-alt: 12982;" span="1" width="355"></col>
</colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 12.75pt;" height="17">
<td class="xl24" style="background-color: transparent; width: 266pt; height: 12.75pt; border: #ece9d8;" width="355" height="17">
<h4><span style="color: #99cc00;"><span style="color: #008000;">Anterior &#8211; &gt;</span>  </span><a href="http://mpbsapiens.com/prologo/"><span style="font-size: 8pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; mso-font-charset: 0;"><span style="color: #99cc00;">http://mpbsapiens.com/prologo/</span></span></a></h4>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</h6>
<h5>                  </h5>
<h4><span style="color: #008000;">O cidadão Francisco Buarque de Hollanda nasceu, teve família anterior, gerou o compositor e teve família posterior. O compositor somou todo o cotidiano observado pelo cidadão, que traduzido em composições musicais, formou uma outra família de personagens chamada Obra. Ela é o que mais interessa, embora apresente algumas passagens em que terei de tratar da sua ancestralidade para justificar as suas reações.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Tanto Francisco como Chico é gozador mordaz. Driblam até na área do campo de defesa.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Numa das suas crônicas, Mario Prata conta que num certo show dos anos 70, a multidão pedia a Chico que cantasse Apesar de Você, uma espécie de samba-resposta à repressão. Ele se negava até que dona Maria Amélia, sua mãe, bradou: &#8211; Seja mais corajoso filho. Cante!</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Ele não cantou, mas mesmo assim, após o show, foi preso e levado para interrogatório, onde se fingiu oprimido pela mãe desde criança, o que gerava nele tal comportamento polêmico, que jurava estar tentando se livrar, mas não conseguia, pois ela o perseguia até nas apresentações. </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Noutra crônica, Prata conta que tentavam compor um musical. Precisavam de tranqüilidade e acharam um pequeno bar quase vazio. Depois de um tempo conversando, Francisco comentou alguma coisa muito óbvia e Mario retrucou cantando uns parabéns a você. O humilde dono da birosca, que fingira não conhecê-los até aquela hora, não se contendo gritou: </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">- Uma rodada de cerveja para todos, pois Chico Buarque, nosso velho cliente, faz anos!</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Embora estivessem em Fevereiro e Francisco só fizesse anos em Junho, ele, “comovido”, pediu licença para usar o telefone e chamou Marieta Severo, então sua esposa, para a festa.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">- Esse é Francisco! Ou será o Chico?                          </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Tão sério quanto Gregório Matos Guerra (séc.17) compondo poemas para uma cozinheira, ou um Nelson Rodrigues dissertando sobre os tipos de surra preferidos pelas mulheres nas classes sociais, ou mesmo o sério Voltaire postulando: &#8211; Só os charlatões afirmam as coisas, com certeza!</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Se a biografia da obra me exigiu até agora 30 anos de prudência, a do cidadão exigiria só umas semanas, talvez um mês, e ele seriamente sugeriria um prêmio Nobel para o meu trabalho.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Um dos sinônimos do acervo que constitui a obra de um artista é Lira, logo, a obra de Chico é também sua Lira.                       </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Na mitologia grega, as composições de Apolo sempre tratavam dos próprios feitos. Apolo tinha um rebanho de imaculadas reses brancas e, num dia chuvoso, uma delas acabou presa numa caverna que já abrigava a uma criança chamada Hermes. Como a chuva persistiu por dias, Hermes usou da Biodiversidade local e fez churrasco.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Achando muito interessantes as tripas da rês, que sonorizavam quando estendidas e vibradas, pegou um galho úmido, secou e amarrando-as nele construiu um brinquedo sonoro chamado Lira. </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Quando a chuva finalmente passou, Apolo saiu em busca da rês perdida. Ao vê-la morta na caverna, junto a Hermes, preparou a bordoada, mas o moleque mostrou o brinquedinho. Ele tomou o brinquedo do moleque e nunca mais devolveu, pois passou a ser seu inseparável parceiro nos recitais em que desenvolvia a auto-estima.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Como Apolo era um poeta que só falava de si e sempre usava a Lira do Hermes, foi o precursor dos Poetas Líricos, portanto algo lírico é, acima de tudo, pessoal. Embora seja um autor lírico, Chico raramente usa autobiografar o Francisco. </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Apolo continuou com as suas apresentações até o dia em que os ouvintes começaram a marcar o ritmo com os pés. Ele gostou do lance, que dava um balanço poético às sílabas tônicas e átonas, e baixou o decreto: &#8211; Tônicas em batidas fortes. Átonas em fracas!     </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Nascia a relação Poesia / Melodia das composições musicais, com os primeiros conceitos de Ciência Poética e coreografia tribal num pré-Classicismo. Se a história grega nunca disse isso é porque se esqueceu.</span><span style="color: #008000;">                                                                                </span></h4>
<address><span style="color: #008000;">               Mesmo porque as notas eram surdas                         </span></address>
<address><span style="color: #008000;">               Quando um deus sonso e ladrão                     </span></address>
<address><span style="color: #008000;">               Fez das tripas a primeira Lira                          </span></address>
<address><span style="color: #008000;">               Que animou todos os sons                     </span></address>
<address><span style="color: #008000;">               E dai nasceram as baladas                      </span></address>
<address><span style="color: #008000;">               E os arroubos de bandidos como eu                        </span></address>
<address><span style="color: #008000;">               Cantando assim:…                         </span></address>
<address><span style="color: #008000;">             …Mesmo porque-estou falando grego                      </span></address>
<address><span style="color: #008000;">               Com sua imaginação…  </span></address>
<h4><span style="color: #008000;">                                        (<em>Choro Bandido</em>-1985)</span></h4>
<h5><span style="color: #008000;">                                       </span></h5>
<h6>
<table style="width: 266pt; border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="355">
<colgroup span="1"></colgroup>
<colgroup span="1"><span style="color: #008000;"><br />
<col style="width: 266pt; mso-width-source: userset; mso-width-alt: 12982;" span="1" width="355"></col>
<p></span></colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 12.75pt;" height="17">
<td class="xl24" style="background-color: transparent; width: 266pt; height: 12.75pt; border: #ece9d8;" width="355" height="17"><a href="http://mpbsapiens.com/o-pensamento-e-o-tempo/"><span style="font-size: 8pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; mso-font-charset: 0;"><span style="color: #99cc00;"><span style="color: #008000;">Próxima &#8211; &gt;</span><span style="mso-spacerun: yes;">  </span>http://mpbsapiens.com/o-pensamento-e-o-tempo/ </span></span></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</h6>
<h5> <span style="color: #008000;">               </span></h5>
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		<title>Prólogo</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Mar 2008 17:57:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Introdução]]></category>

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		<description><![CDATA[Anterior - &#62;  http://mpbsapiens.com/o-espectro-a-fisica-e-a-arte/        
        
 Nestes meus trinta anos de estudo da Música Popular Brasileira, me deparei com poetas de várias escolas e épocas. Aprendi a diferir os significados dos termos Poeta e Compositor Musical observando a obra de Chico Buarque de Hollanda, que considero o nosso maior compositor musical de todas as épocas.
 Um poeta é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5><span style="color: #008000;">Anterior - &gt;  <a href="http://mpbsapiens.com/o-espectro-a-fisica-e-a-arte/"><span style="color: #99cc00;">http://mpbsapiens.com/o-espectro-a-fisica-e-a-arte/</span></a><span style="color: #99cc00;"> </span>       </span></h5>
<h4><span style="color: #008000;">        </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;"> Nestes meus trinta anos de estudo da Música Popular Brasileira, me deparei com poetas de várias escolas e épocas. Aprendi a diferir os significados dos termos Poeta e Compositor Musical observando a obra de Chico Buarque de Hollanda, que considero o nosso maior compositor musical de todas as épocas.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;"> Um poeta é aquele que exprime as suas emoções na forma de poemas. Um compositor musical vai bem adiante, pois além de construir o simples poema, tem de fazê-lo sobre um outro tipo de poema conhecido pelo nome de Melodia.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;"> Usando a sua obra como referência fixa, coloquei as dos demais compositores, contemporâneos ou não, em sua órbita, qual constelação dotada de estrela e seus respectivos planetas.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Isso acabou resultando numa espécie de Planetário Artístico Celestial próprio, que só fez por enriquecer ainda mais o quadro artístico musical brasileiro, tão bem abordado pelo Mestre Zuza Homem de Mello, em sua documentação histórica, fundamental a qualquer estudioso da cultura musical brasileira.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Inicialmente me detive nas letras das composições, os ditos poemas, fundamentadas numa Ciência Poética, sedimentadas ao longo dos milênios nas civilizações e que encontrou suas bases científicas fundamentais na Grécia Clássica para, a partir de então, se desenvolver entre os povos dotada dos parâmetros próprios a cada um deles. Tal ciência deve ser encarada apenas como base analítica das construções poéticas.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Como toda ciência ela apresenta regras, que podem ser seguidas ou desprezadas pelos poetas, de acordo com as suas Reações, posto que um poema nada mais é do que uma reação do poeta aos estímulos momentâneos que o cercam na forma de ações, logo, a composição musical também obedece á consagrada Lei de Ação e Reação.           </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Dentro da Poesia Latina, a MPB colaborou fortemente na renovação das bases científicas, e dentro da MPB, Chico foi o que mais elemento somou ás regras.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Ao longo do estudo os senhores se depararão com uma série de duelos nas conjugações, como um que ocorrerá entre Vinícius e Chico, disputando na Segunda Pessoa do Singular, ou diálogos entre os versos de Vinícius e a figura do parceiro Tom Jobim, ou mesmo outros de Chico com Fernando Pessoa, Gibran Kalil Gibran, Malba Tahan, os bíblicos Isaías e Enock.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Também encontrarão truques com as métricas dos versos, utilizadas por Geraldo Vandré e imitadas por Chico, para reforçar ou negar o sentido expresso em algum texto de verso. Os versos longos de Taiguara desafiando a construção poética dele a se manifestar igualmente; enfim, toda uma trama musical que resultou num Tecido Poético nacional dominante de décadas atrás.</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Por outro lado, é fundamental ressaltar, observei vários textos, de composições ou livros, que apresentaram bases filosóficas semelhantes às vistas em diversos trabalhos de outros autores, cujas interpretações caberão somente à minha lógica de correlação, como bases de novos estudos que se proponham às concordâncias e discordâncias de idéias, buscando devolver à Educação Brasileira o debate franco, e mais verdadeiro possível; desprovido de qualquer ranço dos ditos veículos que se auto denominam &#8220;Formadores de Opinião&#8221;, pois Filosofia não se implanta num povo, apenas resulta dele.    </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">           </span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">Bem-vindos ao indirigível Carro da Arte, no qual, sem exceção, somos meros passageiros.</span></h4>
<h4>    </h4>
<h4><span style="color: #008000;">&#8220;<em>Só os charlatões afirmam as coisas com certeza! O estado de dúvida já é pouco agradável, mas o da certeza é ridículo</em>!&#8221;.   (Voltaire)</span></h4>
<h4><span style="color: #008000;">          </span></h4>
<h5><span style="color: #008000;"><span style="color: #008000;">Próxima - &gt;  <a href="http://mpbsapiens.com/breve-historia/"><span style="color: #99cc00;">http://mpbsapiens.com/breve-historia/</span></a></span></span></h5>
<h4><span style="color: #008000;">          </span></h4>
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