Archive for espectro

Traduzir-se Em Cores

Voltar – > http://mpbsapiens.com/traduzir-se/

Este é um exemplo de análise das naturais cores e melodias dos versos de um poema por Espectrometria.

Como no meu estudo anterior do poema Traduzir-se, de Ferreira Gullar, usei os Pés de Verso, ou Metros, como fundamento analítico procurei agora mostrar as cores médias, com iguais notas musicais resultantes, de cada metro estudado anteriormente.

A célula vital do Organismo Poético não é a letra do Alfabeto, mas a Sílaba pronunciada, seja ela gramatical ou poética, como menor parte do Tecido chamado Pé de Verso.

Tudo o que escrevemos, quando falado ganha cor e melodia, logo, quando um poeta fala que sente a melodia do seu verso, se já estiver meio fora da realidade enquanto compõe, eu diria que Pré Sente à melodia e depois a  traduz em verso poético.

No exemplo abaixo, as sílabas em Negrito correspondem às Tônicas dos pés, bem como as respectivas notas musicais abaixo.

         
U
ma
Par
te
de
Mim
É
to
do
Mun
do
    La
 
  
    La# 
 
 
     
 
  sol# 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ou
tra
Par
te-é
nin
Guém
Fun
do
sem
Fun
do
   la
 
  
   Re# 
 
 
      
      la
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
U
ma
Par
te
de
Mim
É
mul
ti
Dão
 
   La
 
 
     La#
 
 
 
 si
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ou
tra
Par
te-es
tra
Nhe
Za-e
so
li
Dão
 
   la
 
  Mi 
 
 
    sol# 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
U
ma
Par
te
de
Mim
Pe
sa
pon
De
ra
   La
 
    La# 
 
 
 
    Re#
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ou
tra
Par
te
de
Li
ra
 
 
 
 
  la
 
     
     Mi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
U
ma
Par
te
de
Mim
al
Mo
ça-e
Jan
ta
   La
 
   La#  
 
 
 
la#
 
si
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ou
tra
Par
te
se-es
Pan
ta
 
 
 
 
la
 
 
Fa#
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
U
ma
Par
te
de
Mim
É
per
ma
Nen
te
     La
 
 La#
 
 
 
     Do
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ou
tra
Par
te
se
Sa
be
De
re
Pen
te
   la
 
     Si
 
 
 
sol#
 
 si
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
U
ma
Par
te
de
Mim
É
ver
Ti
gem
    La
 
   La#  
 
 
 
     Mi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ou
tra
Par
te
lin
Gua
gem
 
 
 
 
  la
 
 
    Fa
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
tra
du
zir
u
ma
Par
te
Na-ou
tra
Par
te
 
  Fa# 
 
Do# 
 
si
 
    Do#
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
que
é
U
ma
ques
Tão
de
Vi
da-ou
Mor
te
 
     Fa
   
 
si 
 
Do#
 
Mi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
se
Ar
te
 
 
 
 
 
 
 
 
 
   Do#
 
 
 
 
 
 
   

 

Para entender o registro que fiz das notas musicais basta imaginar um teclado de piano à sua frente. Temos no centro dele uma sequência de teclas brancas (bemóis) e pretas (sustenidos). Essa é a Oitava Média. Para as notas pertencentes a ela, uso a primeira letra Maiúscula seguida por minúsculas. – Sol – à esquerda dela haverá uma outra sequência de teclas que corresponde à minha Oitava Baixa, que uso registrar só com letras minúsculas – sol – e finalmente, à direita da Oitava Central vem a minha Oitava Alta, que uso registrar só com letras Maiúsculas – SOL .

Qualquer poema apresenta a sua melodia natural, que uma vez calculada pelos Pés de Verso dá ao poeta uma base para confeccionar à futura Melodia de uma composição musical, caso a queira.

O objetivo, nesse tipo de construção melódica programada, é fazer com que a média, entre as notas musicais naturais e imaginárias, sempre busque à faixa central do Espectro, que corresponde a uma frequência de cor situada entre o Amarelo-Limão e o Verde-Limão, próximo ao Mi#.

Num Show Musical, vinte e uma luzes, com as devidas cores e bem distribuídas, quando acionadas por um Tecladista de Cores, que entenda a linguagem musical, levam o povão à loucura, ou à serenidade. Depende do que o conjunto queira, pois é Subliminar.

 

Boa sorte, e qualquer dúvida pergunta aí embaixo. Como está não pode ficar. Alguém precisa fazer alguma coisa, então acho que vou tomar um café.

             

Nenhum comentário »

O Espectro da Arte – exemplo

             

Pelo fato da plataforma do site ser mais apropriada ao registro de textos, as
análises Espectrográficas das composições, feitas em Gráfico Cartesiano de 
Linhas, ainda são impossíveis de serem traduzidas neste espaço.
 
Os gráficos resultam de cálculos matemáticos, tanto das sílabas poéticas quanto 
das notas musicais respectivas. São feitos no Excel e já me disseram para tentar
salvá-los como desenhos, que depois seriam transferidos para o Word, o que
permitiria à plataforma do site reconhecê-los e imprimí-los.
 
Tentei várias possibilidades e não tive sucesso em nenhuma, portanto, se algum
dos senhores souber como fazê-lo, e puder me ensinar, acatarei às sugestões
com o entusiasmo do aprendiz grato ao mestre.
 
Embora os desenhos formados pelas Linhas Suavizadas do gráfico permitam
melhor entendimento das coreografias de sílabas e notas musicais nos versos,
tentarei dar abaixo uma parcial idéia dessa dança com um simples registro das 
posições delas no eixo X, e as suas respectivas cores no eixo Y, ficando a linha
de ligação entre elas dependente da imaginação de cada um.
 
O primeiro gráfico trará apenas o sobe e desce das sílabas poéticas. O segundo
mostrará o comportamento das notas musicais. O terceiro trará as Médias
Geométricas entre as sílabas e as respectivas notas. O quarto juntará às três
observações anteriores.
 
Pelo fato da visão humana enxergar das baixas frequências do Vermelho às altas
do Violeta, temos um melhor reconhecimento nas frequências centrais do
Espectro, cuja cor está entre o Amarelo-Limão e o Verde-Limão.
 
Por exemplo, se uma sílaba poética está localizada na décima quinta, das vinte e 
uma possibilidades de cores, para que a média seja bem notada, a sua nota
musical respectiva deverá ser a Si Bemol Barítona.
 
As análises se baseiam nas três Oitavas Centrais do piano: Baixa, Média e Alta. 
Uso registrar o Bemol da nota pertencente à primeira com duas letras minúsculas
(do), outro pertencente à Média com uma Maiúscula seguida de minúscula (Do), 
e o da Alta com duas maiúsculas (DO); com os Sustenidos # acompanhando a
cor da nota sustenida.

 

Tem mais sam ba no-en con tro que na-es pe ra  
 Do  Do  Do Do   Do  Mi Do  Do   Do  si  si  

           

                      ra
                         
      sam
  Tem
                         
    mais
                que
        ba pe L
              tro
            con
                         
                         
                  na-es
                         
                         
          no-en              

                 

A letra L que finaliza à direita corresponde à cor média das sílabas poéticas.

                      

            N
                         
  N N N N N N N N M
                    N N  

              

As letras N correspondem às notas musicais da melodia, e a letra M à direita corresponde à cor média das notas que compõem o verso.   

                           

      3 11
  1 2
        4 6 8 Md.
              7 10
                         
                  9
                         
          5              

              

Cada número é o de ordem do conjunto sílaba poética – nota musical no verso, representando à média de cada conjunto, cuja média final deles se encontra à direita – Md. .

             

                      ra
                         
      sam
  Tem
                         
    mais
      3 que 11
  1 2 ba N pe L
        4 6 tro 8 Md.
  N N N N N con N – 7 N N 10 M
                    N N
                  9
                  na-es
          5
                         
          no-en              

 

 

 

 

Uma curiosidade ocorre na sétima sílaba poética, que por estar somente uma
tonalidade de cor, acima da nota, fez a média do conjunto coincidir com a cor
da melodia; e a curiosidade fica mais intrigante ainda quando se observa a 
palavra onde ocorreu o evento: Encontro; que apesar de ter a primeira sílaba lá 
embaixo, teve as duas outras, dentre as quais a sílaba tônica central do verso, 
próximas da melodia o bastante a causar os”encontros” vistos.
 
O mesmo ocorre lá nas médias da ponta direita. Esse verso é o próprio
ponta-direita, tipo Garrincha, cheio dos dribles, mas sempre com a obediente
bola bem perto dos pés nas suas inesquecíveis coreografias futebolísticas.
 
Muitas conclusões podem ser tiradas dessas análises, ao se contemplar os 
acasalamentos das sílabas com as notas musicais, que muitas vezes coincidem
na cor, ou distam simetricamente da linha central do espectro, ou ponderam, 
caprichosamente nos valores, para fazer com que a média deles se aloje em
determinada cor…
 
Lembro que todo esse estudo da Espectrometria se presta à Tradução da Arte
embutida no seu Instrumento Artístico, no caso, o Poeta.
 
Quando nasce um poema, na maioria das vezes, ocorre de forma espontânea,
sem que o poeta domine cientificamente o Instante da Tradução. O instante da
transformação do imaginário quadro, também conhecido como Inspiração, em 
caracteres alfabéticos, por ser muito violento, deixa no poeta uma sensação de
constante busca pelo término mais adequado.
 
Ele não sabe disso. Apenas sente, o que incomoda o bastante a fazê-lo 
escrever sempre sobre os inacabados assuntos dos poemas anteriores. Os 
temas podem até mudar, sugerindo a novos assuntos, mas dentro do poeta fica
a incômoda sensação de continuidade do outro assunto interior inacabado, 
embora o texto objetivo já pertença a um novo tema.
 
Essa constante dependência é que torna o poeta um Instrumento da Arte, que o
escraviza pelo lado Emocional em eterno conflito com o Racional, pois, na 
maioria das vezes, não sabe que o seu Alfabeto Tradutor, inventado e mais 
usado pelo insensível Comércio, nasceu da Arte Plástica, descrita em rochas
pelos originais e anônimos artistas da Pictografia Rupestre.
 
De alguma forma a Arte persistiu embutida na grosseira forma que o comércio 
deu às originais Pictografias e Ideografias, e é essa presença oculta que a
Espectrometria ousa tentar desvendar.
 
Muito se fala sobre a Musicalidade Natural do Poema sem que, no entanto, se
consiga definí-la. Outros poetas dizem Sonhar as Cores do Poema. Eles não 
sabem o que é a Coisa, mas sentem que a coisa existe, embora indescritível.
 
Todo e qualquer texto possui melodia natural, basta que o interpretem pelas 
cores que resulta, logo, qualquer poema possui sim o seu som de fundo, basta
que o calculem e entreguem o resultado a um sensível instrumentista musical.
 
Certamente a Poesia original estará bem alojada na Melodia residencial que a
concebeu no inconsciente artístico do Poeta Escravo.

 

 

 

 

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
       
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
      
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : “Fui eu ?”
Deus sabe, porque o escreveu.
                                         (Fernando Pessoa)
 

 

 

 

Nenhum comentário »

O Espectro, a Física e a Arte.

 

Anterior - >  http://mpbsapiens.com/a-roda-viva-da-arte/
         
Partindo do já citado em A Roda Viva da Arte, onde busquei mostrar o momento em  que ela, a Arte, se separou do Alfabeto na História das Escritas, darei agora seqüência aos estudos da Espectrometria de Textos e Melodias nas composições musicais.
Como o próprio nome indica, Espectro + Metria, é a ciência que mede algo pela sua cor.  Como se mede uma cor?
A exemplo do som, uma cor apresenta ondas, com comprimentos próprios, que relacionados com as respectivas velocidades dos meios em que se propagam resultam em Frequência, algo estudado na Física como Ondulatória.
Assim sendo, tanto o Som quanto a Cor são medidos pelas frequências das respectivas ondas Mecânicas e Eletromagnéticas. O que os difere são as qualidades das ondas, bem como o meio em que se propagam, pois as velocidades de som e luz são bem diferentes.
Por muitos anos estivemos presos à chamada Propagação Corpuscular da Luz, resultante dos estudos de Isaac Newton, que dizia se propagar a luz em minúsculos corpos. No começo do século passado surgiu a Propagação Ondulatória da Luz, vinda a nós por Maxwell, que dizia se propagar a mesma por ondas.
Em 1919, estudando a movimentação dos elétrons, nas respectivas eletrosferas, Max Planck conseguiu uma constante matemática, a Constante de Planck (h), que nos permitiu quantificar o resultado energético oriundo da movimentação eletrônica nos átomos. Surgiam os primeiros conceitos de Energia Nuclear, com a unidade de medida Quantum, cujo plural é Quanta.
Logo em seguida, baseado nos estudos de Newton, Maxwell e Planck, Albert Einstein mostrou que o estudo de Planck justificava aos dois conceitos de Propagação da Luz,  Newton e Maxwell, pois o elétron é onda até adquirir energia bastante a se mover do seu Nível Quântico inferior a um superior, onde, durante a escalada energizada, se transforma em corpúsculo para, uma vez atingido o nível acima, despencar ao anterior em forma de luz. Esse estudo recebeu o nome de Salto Quântico.
Algum tempo depois surgiu Niels Bohr, que baseado no estudo de Einstein percebeu que a coloração da luz, emitida pelo elétron em queda, era proporcional ao Nível Quântico de onde o elétron despencava. Surgia o Espectro Atômico de Bohr.
Cerca de dez anos após tivemos Werner Heisemberg, com o seu Princípio da Indeterminação, que constatou serem as Precisões de Cálculo, da velocidade do elétron, e de seu posicionamento na eletrosfera, inversamente proporcionais, ou seja:
-Quanto mais se soubesse a velocidade do elétron, menos se saberia aonde ele estava.
Uma das constatações de Heisemberg, para as inesperadas movimentações dos elétrons, estava nos sons naturais dos eventos, que de alguma forma quantificavam o elétron isolado e observado. A partir de então começou a buscar o Silêncio Absoluto.
Na mesma época, mas correndo por fora das raias da Física, tínhamos o estudo do húngaro Zoltan Kodály, que interpretando aos Prelúdios de Liszt (1850), comparados às danças ciganas húngaras e búlgaras, constatou a presença de movimentos característicos das mãos, dos que dançavam, em sintonia com as notas musicais das melodias nos instantes coincidentes.
A continuidade dos estudos de Kodály mostrou que tais ”gestos musicais” ocorriam sempre com as mesmas cores de fundo, nas partes das multicoloridas vestimentas ciganas. Analisando danças de outros povos, reparou nas mesmas características naturais das danças ciganas.
Zoltan Kodály ficou mais conhecido pela criação dos Sinais da Linguagem Musical, utilizados até hoje com os deficientes auditivos.
Ainda nos anos 30 do século passado, o jornalista italiano Fosco Mairaini constatou, tanto entre os Vedas, na Índia, quanto nos Budistas do Tibete, que os túmulos apresentavam inscrições coloridas em Linguagem Silábica, tanto no Sânscrito hindú quanto nos Chortens tibetanos escritos em Linguagem Páli, que posteriormente deu origem ao silabismo Tântrico, que permitiu ao príncipe Gáutama escrever sobre as suas 4 Verdades antes de ser consagrado como Buda.
O que mais chamou a atenção de Mairaini foi a coincidência das cores e dos sons das sílabas nas distintas linguagens, que embora próximas, estavam em fases diferentes da natural evolução das escritas, já que o Sânscrito era alfabético e o Tântra silábico.
Ambas, derivadas da escrita Sumeriana, apresentavam as mesmas características sonoras do que posteriormente ficou mais conhecido entre nós pelo Candomblé, mais propriamente pelo Iorubá, derivada da Linguagem Nagô, levada pelos povos Daometanos do norte africano às costas ocidentais do continente.
Essa linguagem africana, Silábica, só diferiu da egípcia pelo fato dos Hieróglifos terem evoluido até a última fase, a do Alfabeto, posteriormente traduzido por Champollion através da famosa Pedra de Roseta, que só se permitiu traduzir pela presença da Escrita Copta, usada pelos religiosos latinos.
Independente das cores, é interessante observar como alguns termos pertencentes a distintas regiões encontram lógicas traduções, quando analisados pelo silabismo Iorubano. Exemplos:
Budapeste possui como prefixo o nome de Buda, cujo significado iorubano indica algo encravado nas montanhas. Tanto Budapeste, na Hungria, quanto o Tibete o são.
Vejam o que o corre com o nome Maria, consagrado na Mesopotâmia entre os católicos, interpretado pelos significados das sílabas iorubanas da África Ocidental:
MA = Sempre, eterno.   RI = Ver, visão.      YÁ = Mãe.  “Eterna Visão de Mãe”
De fato, é uma das “Mamães” mais famosas da História Universal.
Ocorre que o primeiro representante do Racionalismo Ocidental a notar a presença das cores, nas escritas em fase de Silabismo, foi o navegador português Diogo Cão, em sua segunda aventura pelos, até então, inexplorados mares da África Ocidental, aonde encontrou um forte, construido pelos Daometanos, o qual batizou originalmente como Forte São Jorge D´Ajuda, que posteriormente se transformaria no maior mercado de Venda de Escravos.
Esse personagem não consta em nossos “Livros de História”, pelo fato das suas duas pioneiras Viagens Exploradoras, nas costas da África Ocidental, além de terem sido feitas sob outras bandeiras, a primeira francesa e a segunda dinamarquesa, terem se baseado numa proposta do cartógrafo italiano Toscanelli; mas pouco nos importa se o português Bartolomeu Dias foi mesmo o primeiro a cruzar o Cabo das Tormentas, posteriormente batizado como Cabo da Boa Esperança, posto que os Diários de Bordo de Diogo pertencem a outras nações, que não Portugal ou Espanha.
Essa junção das observações artísticas e científicas acerca das cores resultantes das freqüências ondulares acabaram por resultar em outra Constante de Interpretação, desenvolvida pelos alemães nos anos 30, bastante à associação dos conceitos de ondas Mecânicas e Eletromagnéticas.
A primeira tentativa histórica do uso da Espectrometria, como linguagem Subliminar de Texto, foi feita por Rudolph Hess, articulador político do carisma de Hitler, cujas cores de fundo nos discursos apresentavam sempre as básicas das Palavras de Ordem, como citou o neurologista, ou neuronazista, Joseph Mengele, no seu livro As Sete Colunas do Inferno.
Ainda nos anos vinte, do século passado, alguns antropólogos e arqueólogos se detiveram por um bom tempo analisando, sob o prisma Esotérico, os efeitos mediúnicos da, na época, recente descoberta conhecida com Crânio de Cristal, que submetidos à meditações de médiuns, emitiam mensagens proféticas e coloridas.
É óbvio, que todo cristal, quando submetido aos raios solares, se presta como prisma capaz de resultar, espontaneamente, as sete cores do espectro; mas isso nunca poderia ocorrer no escuro e, cá pra nós, como é que conseguiriam, em tal época, esculpir um crânio, em tamanho natural, num cristal bruto?
Será que, hoje, algum artista ou ferramenta o conseguiriam?
Foram descobertos 6 desses crânios, e todos eles profetizaram o sétimo e último, ainda a ser descoberto. Uma curiosidade:
-Todos são milenares!
Voltando à precariedade analítica do tema, dos nossos estudiosos contemporâneos, destaco o cineasta francês Truffaut, que junto com Spielberg, produziu e participou do filme Contatos Imediatos do Terceiro Grau.
Como trabalho pioneiro, e suspeito único acerca do tema, o filme tentou abranger à maioria dos assuntos vistos até aqui neste tópico, no entanto, ao buscar um confuso enredo comercial, perdeu nos esclarecimentos de ítens importantes, como por exemplo, um maior detalhamento do porque da inversão na frase melódica do Mântra da Comunicação Universal “Aum dá, aum da ê”.
A idéia de associá-lo ao trabalho de Zoltan Kodály foi magistral, mas pecou por pouco desenvolvimento nas 3 Oitavas centrais, da nossa escala musical ocidental, nas vinte e uma possibilidades de cor.
O filme apresentou algo a respeito do Paradoxo do Tempo de Einstein, com aquele povo todo da Segunda Guerra, voltando pra casa 50 anos depois, sem envelhecer, o que sugere ter a Nave Mãe viajado a uma velocidade bem próxima à da Luz.
Como não poderia deixar de ser, as emissoras de televisão do mundo inteiro começaram a buscar os efeitos subliminares, do Espectro, sugeridos pelo filme. Claro que por aqui a globo foi a primeira a tentar, inicialmente, nas chamadas de carnaval, posteriormente nos programas infantis e hoje em toda a sua programação.
Para a nossa sorte, a despeito de todas as tentativas de torná-la comercial, a Mãe Arte se mantém intacta e oculta nas Ideografias das filhas Sílabas.
         

 

Próxima – >  http://mpbsapiens.com/prologo/
          
          

 

 

 

Nenhum comentário »

Tem Mais Samba-e

Post em Construção 

primeira linha> cores das sílabas. Segunda linha> cores das notas musicais referentes às sílabas. Terceira linha> Média das duas. M no final> cor média da linha. Notas musicais: DO > Oitava Alta do Piano. Do > Oitava Média. do > Baixa.

Tem  mais  sam ba  no-en con tro  que  na-es pe   ra   M
Do     Do     Do   Do   Do     Mi   Do   Do     Do   si    si   M  
**     **    **      **  **      **   **   **     **   **  **  M
  
Tem  mais  sam  ba-a  mal  da  de  que-a  fe  ri  da   M
si       si      si      si      si     Re  si     Do     si  la  la    M 
**     **    **     **     **    **  **    **     ** ** **   M 
   
Tem  mais  sam  ba  no  por  to  que  na  ve  la  M
Do     Do     Do    Do  Do  Mi   Do  Do   Do  si   si  M
**     **     **    **   **  **  **   **   **  **  ** M
    
Tem mais sam ba-o per dão que-a des pe di da  M     
si      si      si     si     si   Re    si      Do  si  la  la  M 
**    **    **    **    **   **   **      ** ** ** ** M 
    
Tem  mais  sam ba  na  mão  do  que  nos  o  lhos  M      
      
Tem  mais  sam  ba  no  chão  do  que  na  lu  a  M       
      
Tem  mais  sam  ba  no  ho  mem  que  tra  ba  lha  M   
     
Tem  mais  sam  ba  no  som  que  vem  da  ru  a  M  
     
Tem  mais  sam  ba  no  pei  to  de  quem  cho  ra  M  
     
Tem  mais  sam  ba  no  pran  to  de  quem    M     
     
Que-o  bom  sam  ba  não  tem  lu  gar  nem  ho  ra-O  M   
     
co  ra  ção  de  fo  ra  M      
     
Sam  ba  sem  que  rer  M   
     
       
Vem  que  pas  sa  M     
     
Teu  so  frer  M     
     
Se  to  do  mun  do  sam  bas  se  M   
      
Se  ri  a  tão    cil  vi  ver  M
Esta análise se baseou na partitura tirada diretamente do Manuscrito A Banda, mas infelizmente, a partir do verso “Tem mais samba na mão do que nos olhos” houve um possível erro dele nos registros das notas musicais, pois ao invés de subir o tom das demais após a sílaba Mão, inexplicavelmente os registros abaixam o tom, ao invés de  manterem-se altos e subirem mais um pouco em “olhos”. Chico fez bem o inverso: Ao invés de registrar subida de tom, registrou baixa nele.
Reparem nos dois últimos versos às distintas cores do termo “Se”. Isso ocorreu devido ao fato de um estar num tempo tônico e outro num átono do ritmo poético nos versos. Perceberão tonalidades de cores diferentes em termos idênticos. Quando isso ocorrer, prestem atenção que um estará em negrito e o outro não, pois os cálculos diferem de acordo com as tonicidades das sílabas.
Poderia até imaginar as mesmas notas num tom mais alto, mas aí já seria chute e não gosto de chutar nas análises.

Nenhum comentário »