Archive for Dalton

Beatriz – Chico Buarque e o Paradoxo

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aa Música – Beatriz (Chico Buarque e Edu Lobo)

Intérprete – Milton Nascimento

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Nas últimas décadas perdemos nas escolas o interesse pelo tema Interpretação de Texto no estudo da Língua Portuguesa.

Essa gradativa perda tornou palavras como Paradoxo, Metalinguagem etc; bem frequentes no nosso cotidiano popular e jornalístico.

Para o estudo da obra do Chico Buarque essa carência na interpretação de textos só fez por distanciar-nos mais ainda da compreensão de suas letras nas músicas.

Em O Grande Circo Místico, Chico apenas enveredou para as posturas mais subjetivas sem ingressar no mundo insensato do Simbolismo. Ele não gosta de perder o controle das palavras nas essências, mas por estender-se ao uso dos significados outros de mesma palavra mantém-se afastado da melhor compreensão pelo simples despreparo cultural nosso. Algo não tão presente em nós no começo de carreira dele.

Como toda música começa por um título, que pode possuir um ou mais significados, quem poderia ser a tal Beatriz?

1- Dicionário – Também conhecido como Peixe Escorpião, sua ferroada pode levar a pessoa à morte. Em repouso, Beatriz é um Peixe de Fundo do mar que se assemelha a uma pedra, porém perde tal aspecto camuflado quando põe-se a nadar, pois sob as suas nadadeiras surgem vistosas cores que atraem os mais desavisados.

 

 

2- Enciclopédia – Beatrice Portinari, a musa de Dante Alighieri, responsável por levá-lo do inferno ao paraíso na obra Divina Comédia.

 

aaaaaaaaaaaaaaaSerá que é pintura o rosto da atriz?

 

3- A música Beatriz pertence a uma personagem da obra O Grande Circo Místico, de Edu Logo e Chico Buarque, inspirada no poema A Túnica Inconsútil (sem costuras), escrito por Jorge de Lima em 1938.

Com esses três dados já podemos ter uma idéia do texto desenvolvido pelo Chico para a melodia feita por Edu Lobo. Se quisermos adicionar algo mais pessoal a tal idéia básica, podemos imaginar como teria ocorrido o encontro do letrista com a melodia já pronta e com o enredo de outro poeta como referência.

Imaginemos o Edu Lobo mostrando ao Chico um bloco de melodias inéditas e deixando-lhe a partitura de Beatriz para fazer uma experiência.

Qual reação teria um letrista, com a bagagem artísica e cultural do Chico, diante da deliciosa partitura musical vinda de um outro consagrado músico da MPB? As duas primeiras seriam consultar dicionário e enciclopédia para cercar o título com uma letra coerente. Contava somente com um nome e uma partitura. Resolvendo conversar com um e com outra, usou peixe, musa e as alturas das notas musicais como reforço nos textos dos versos. Vejam no que deu:

 

Olha

Será que ela é moça?

Será que ela é triste?

Será que é o contrário?

Será que é pintura

O rosto da atriz?

 

Aqui o Chico está se perguntando sobre a incógnita Beatriz nas formas vistas acima. Um peixe ilusionista que pode levar à morte; a famosa musa da Divina Comédia que levou o cara do inferno ao paraíso; a bela estampa de uma partitura.

- Como é que faço para enfiar toda essa informação numa melodia que não fiz?

 

Se ela dança no sétimo céu?

Se ela acredita que é outro país?

E se ela só decora o seu papel?

E se eu pudesse entrar na sua vida…

 

Obs. No sétimo verso ele usou no texto um Sétimo Céu para tratar da Dança das Notas na partitura.

Se ela for a Beatrice, certamente conhecerá o Sétimo Céu italiano do Dante, mas o que estaria fazendo no Brasil? Como representar o papel original séculos após e em outras terras? – E se ela só decora o seu papel?

Embora improvável, não podemos descartar a hipótese do Chico ser um assíduo leitor das famosas fotonovelas da revista Sétimo Céu, ainda mais pelo fato da revista sempre trazer gente famosa na capa, como que justificando a absurda idéia de Dançar no Sétimo Céu.

 

 

Creio que as coisas ficariam mais claras se olhássemos para a partitura do Edu nessa parte da música, porque os dois primeiros versos dessa estrofe são os que possuem as notas mais altas da composição, em que o Chico, estrategicamente, colocou o termo “Céu” na mais alta, duma melodia incomum à realidade musical brasileira – Se ela acredita que é outro país.

Se fosse Beatrice teria que decorar ou memorizar um texto, por outro lado, pela beleza da sua escrita cifrada, uma partitura sempre fascina pela caligráfica forma de decoração num papel. Aqui há um confronto entre a atriz que memoriza o papel de uma peça e a partitura que o decora num papel propriamente dito como gravura.

Como a dúvida do letrista poderia ocorrer nas duas formas, restou a certeza de como seria se ele a conhecesse melhor – E se eu pudesse entrar na sua vida…

 

Olha

Será que é de louça?

Será que é de éter?

Será que é loucura?

Será que é cenário

A casa da atriz?

 

Aqui ele volta a confundir Beatrice e Partitura nos questionamentos interiores, quanto à fragilidade, sublimação e ilusória moradia. Também é nesta parte que ele começa a imaginar-se no enredo, ainda que como louco – Será que é loucura?

nota: A pessoa ferroada por um peixe Beatriz costuma começar a delirar pouco tempo após.

 

Se ela mora num arranha-céu?

E se as paredes são feitas de giz?

E se ela chora num quarto de hotel?

E se eu pudesse entrar na sua vida…

 

Ao ingressar no mundo ilusório que criara, o letrista é tomado pela fragilidade da incerteza própria e infantil, imaginando até um arranha-céu construído com paredes de giz. Mas essas dúvidas retornam à Beatrice, desta vez, solitária, que o leva à mesma certeza anterior de que se a conhecesse melhor…

 

Sim, me leva para sempre, Beatriz

Me ensina a não andar c´os pés no chão

Para sempre é sempre por um triz

Ai, diz quantos desastres tem na minha mão

Diz se é perigoso a gente ser feliz

 

Certo da sua submissão à incerteza, o letrista se entrega à musa incógnita, tanto na forma de Beatriz Peixe (morte), quanto na de Beatrice Dante (do inferno ao paraíso), e, principalmente, à de Partitura, porque por estar na antepenúltima nota mais alta da composição, o verso ficou “por um triz” da mais alta, que é a do “Céu“, ao mesmo tempo em que, nova e estrategicamente, Chico colocou a nota mais baixa da melodia na palavra “Chão“, duas oitavas abaixo.

Certo de estar tratando diretamente com a Musa Inatingível, o poeta pergunta-lhe sobre os possíveis erros já cometidos, tanto nos poemas anteriormente escritos quanto naquele mesmo em que estava trabalhando – Diz quantos desastres tem na minha mão. Pergunta ainda se ele poderá ser feliz sem que isso lhe cause problemas.

É sabido que quando as pessoas mais sensíveis se sentem felizes, o fazem com a cobrança da infelicidade alheia, porque a primeira costuma ofender a segunda – Diz se é perigoso a gente ser feliz.

 

Olha

Será que é uma estrela?

Será que é mentira?

Será que é comédia?

Será que é divina

A vida da atriz?

 

Após o breve encontro com a musa ocorrido na estrofe anterior, o letrista volta à sua posição de terrestre com dúvidas sobre a natureza da inatingível musa, tanto da Beatrice da Divina Comédia, quanto da sublime e inexplicável Melodia surgida do Nada.

 

Se ela um dia despencar do céu?

E se os pagantes exigirem bis?

E se um arcanjo passar o chapéu?

E se eu pudesse entrar na sua vida…

 

E encerra com uma soma de dúvidas, com o mesmo “Céu” lá no alto da melodia e a mesma certeza de que tudo seria mais fácil se ele a conhecesse melhor.

Convém também registrar que a gravação original de Beatriz, feita pela voz do Milton Nascimento, muitas vezes diferiu tanto da original partitura do Edu Lobo, quanto das sílabas poéticas dos versos do Chico. Por exemplo, o “Chão” do Milton ficou mais abaixo do que o do Edu.

Como na composição musical toda sílaba poética do verso equivale a uma e somente uma nota musical da melodia, cada vez que o cantor resolve alongar o tempo de duração da sílaba na nota, acaba transformando a sílaba poética em duas, principalmente se envolver ditongos. Foi o que aconteceu com o Milton em relação à composição do Chico e do Edu. Na interpretação musical pode-se reparar versos bem parecidos cantados de maneiras diferentes. Por exemplo:

Se-e/la/ dan/ça/no/sé/ti/mo/céu – aqui o Milton cantou de acordo com partitura e poema

Se/ e/la-um/di/a/des/pen/car/do/ céu – Aqui ele já separou a primeira sílaba poética em duas, e com isso meteu mais uma sílaba no verso do Chico e mais uma nota musical na melodia do Edu.

Fato semelhante ocorre com maior nitidez num verso de mesmo texto nas três estrofes:

Nas duas primeiras, Milton cantou certo, mas na última separou a sílaba nitidamente:

E/ se-eu/ pu/des/se-en/trar/ na/ su/a vi/da

E/ se-eu/ pu/des/se//en/trar/ na/ su/a vi/da

Longe de insinuar qualquer erro nisso, apenas valorizo a interpretação dele como somatória na beleza da Arte Final que nos premiou.

Como a sagrada Liberdade de Expressão permite que escrevamos o que bem entendermos sobre a arte - alguns articulistas literários chegaram até a comparar a Beatriz com a Geni em seus jornais - talvez nada do que tratei aqui seja muito sensato, já que a tal Beatriz pode bem ter sido alguma mulher que o Chico ou o Edu tenham conhecido em tempos idos.

- Mas que parece, parece!

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Muricy e o Cigarro

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Dizem que anda correndo na justiça um processo do Muricy contra o Ministério da Saúde por uso indevido da imagem do seu irmão gêmeo.

Quem fuma já reparou no sumiço da foto nos maços duns anos pra cá.

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O Malandro 2 – Em Quadrinhos

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aaaaaMúsica – O Malandro 2

Intérprete(s) – João Nogueira

aaaaaa a

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aaaaaaaaaaaaaO malandroaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaTá na greta

a

aaaaaaaaaaaaaaNa sarjetaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaDo país

 

a

aaaaaaaaaaaaaaaE quem passaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaAcha graça

300 páus o ingressoaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaÉ Gente Humilde…

a

aaaaaaaaaaaaaaNa desgraçaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaDo infeliz

 

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aaaaaaaaaaaaaaaaaO malandroaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaTá de coma

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaacoma induzido

aaaaaaaaaaaaaaaaEmaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaToma no nariz

a

aaaaaaaaaaaaE rasgandoaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaSua banda

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aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaUma fundaaaaaaaaCicatriz

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aaaaaaaaaaaaaaO seu rostoaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaTem mais mosca

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aaaaaaaaaaaaaaQue a biroscaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaDo Mané

a

aaaaaaaaaaaaaO malandroaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaÉ um presunto

a

aaaaaaaaaaaaDe pé juntoaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaE com chulé

a

aaaaaaaaaaaaO coitadoaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaFoi encontrado

a

aaaaaaaaaaaaaaaaaMais furadoaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaQue Jesus

a

aaaaaaaaaaaaaE do estranhoaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaAbdômen

 

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aaaaaaaaaaaaDesse homemaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaJorra pus

a

aaaaaaaaaaaaaO seu peitoaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaPutrefeito

 

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aaaaaaaaaaaaaTá com jeitoaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaDe pirão

a

aaaaaaaaaaaaaaO seu sangueaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaForma lagos

a

aaaaaaaaaaaaaE os seus bagosaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaEstão no chão

a

aaaaaaaaaaaaaaaaO cadáveraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaDo indigente

a

aaaaaaaaaaaaaaaaÉ evidenteaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaQue morreu

a

aaaaaaaaaaaaE no entantoaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaEle se move

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aaaaaaaaaaaaaComo provaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaO Galileu

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O Malandro 2 – Chico Buarque (letra e música)

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aaaaaMúsica – O Malandro 2

Intérprete(s) – João Nogueira

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EPÍLOGO DO EPÍLOGO

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Foco de luz sobre João Alegre que vem aos proscênio, batucando na caixa de fósforos; a orquestra vai parando aos poucos

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aaaaaaaaaaaJoão Alegre canta “O Malandro Nº 2″

 

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O malandro/Tá na greta
Na sarjeta/Do país
E quem passa/Acha graça
Na desgraça/Do infeliz
 a
O malandro/Tá de coma
Hematoma/No nariz
E rasgando/Sua banda
Um funda/Cicatriz
 a
O seu rosto/Tem mais mosca
Que a birosca/Do Mané
O malandro/É um presunto
De pé junto/E com chulé
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O coitado/Foi encontrado
Mais furado/Que Jesus
E do estranho/Abdômen
Desse homem/Jorra pus
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O seu peito/Putrefeito
Tá com jeito/De pirão
O seu sangue/Forma lagos
E os seus bagos/Estão no chão
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O cadáver/Do indigente
É evidente/Que morreu
E no entanto/Ele se move
Como prova/O Galileu

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aaaaaaaaaaaaJoão Alegre vai saindo, assobiando e batendo na caixa de fósforos

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aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaAAaaaaaaaaaaaaaEND

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Ópera – Quadrinhos I

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Música - Ópera

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Nota: A extensão da música exigiu que fosse colocada em duas postagens ligadas pelo endereço “CONTINUAÇÃO” ao final desta. Os dizeres em azul, embora para muitos desnecessários, se prestam à informação das faixas etárias inferiores, já que muitas crianças costumam acompanhar as postagens.

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aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaJOÃO ALEGRE

aaTelegrama do Alabama

aaPro senhor Max OverseasaaaaaAi, meu Deus do céuaaaaaaaaMe sinto tão feliz

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaapresidente americano

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaTERESINHA

aaaaaaaaaaChegou a confirmaçãoaaaaaaaaaaDa United coisa e tal

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aaaaaaQue nos passa a concessãoaaaaaaaaaaaaaaPara o náilon tropical

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aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaMAX

aaaaaaaEntão nós vamos montaraaaaaaaaaaaaEm São Paulo um fabricão

 um porão

aAAAAAAAAAAAAAAAAaaaAAAaAATERESINHA

aaaaaaaaDepois vamos exportaraaaaaaaaaaaaaaaFio de náilon pro Japão

Rua Boa Vista – SP

aAAAAAAAAAAAAAAAaaaAAaaAAAMAX

aaaaaaSei que o náilon tem valoraaaaaaaaaaaaaaMas começa a me enjoar

a

aaaaaaaaaaaaTive idéia bem melhoraaaaaaaaaaaaaaaaNós vamos ramificar

a

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaTERESINHA

aaaaaaaaaaJá ramifiquei, ha haaaaaaaaaaaaaaaaaaFiz acordo com a Shell

a

aaaaaaCoca-ColaaaaaaaaaaaaaaaaRCAaaaaaaaaaaaaaaaaE vai ser sopa no mel

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aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaCORO

aaaaaaaaQue belezaaaaaaaaaaaaaQue riquezaaaaaaaaaaaaaTá chovendo da matriz

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaGeneral Electric

aaaaaaaaaAi, meu Deus do céuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaMe sinto tão feliz

multinacionaisado automóvelaa=aaaquebra dos transportes hidroviário e ferroviário

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaMAX

aaaaaQue tal juntarmos esses capitaisaaaaaaAbrindo um banco em Minas Gerais

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aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaTERESINHA

aaaaQue brilhante idéia, meu amoraaaaaaaaaaaaaaaaQue plano original

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaInconfidência Mineira

aaaaCom fundos do exterioraaaaaaaaaaaaVocê fundar um banco nacional

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aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaCAPANGAS DO MAX

aaaE eu que já fui um pobre marginalaaaaaaaaaSem documento e sem moral

a

aaaHei de ser um bom profissionalaaaaaaaaaaaaaaVou ser quase um doutor

a

aaaaaContínuo da senhoraaaaaaaaaaaaaaE do senhoraaaaaaaaBancário ou contador

a

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaCORO

aaaaaaaQue sucessoaaaaaaaaaaO progressoaaaaaaaaaaaaaCorta o mal pela raiz

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaafamosos gatunos

aaaaaaaaaaAi, meu Deus do céuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaMe sinto tão feliz

a

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaCHAVES

aaIrmãoaaNem começar eu seiaaaaaaaaaaaaaaaReceio te inibir

a

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaMAX

aaTua vontade é leiaaaaaaaaaÉ falaraaaaaaaaaaaÉ mandaraaaaaaaaaaÉ exigir

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaarádioa

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaCHAVES

aaaaÉ que num mundo tão cruelaaaaaaaaaaaaaaaCheio de inveja e fel

a

aaaaaaaaaNão lhe fará malaaaaaaaaaaaaaaaaaTer à mão proteção policial

Gandhi (pacifista)

aaaaaaaaaaaaaaaaaCHAVESaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaMAX

aaaaaaaaaaQuer os meus préstimos?aaaaaaaaaaaaaaaaaaaEu acho ótimo!

antiga máquina de escrevera

aaaaaaaBARRABÁSaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaMAX

aaaaaServe um acólito? (auxiliar religioso)aaaTambém vou te empregar!

a

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaLÚCIA

aaaaaaaEu não tenho com quem deixaraaaaaaaaaaaaaMeu filho que já vem

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaafamoso heroi sem carátera

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaMAXaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa  BARRABÁS

aBarrabás é um par exemplaraaaaaaaQuer casaraaaaaaaaaaaaaaE adoro neném

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaSta. Lúciaa

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaCORO

aaaaMaravilhaaaQue famíliaaaaaaaaDois pombinhosaaaaaaaaaaaaE um petiz

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aaaaaaaaaaaAi, meu Deus do céuaaaaaaaaaaaaaaaaaMe sinto tão feliz

a

a

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaCONTINUAÇÃO

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a

 

 

 

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