Construindo O Poema
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| Vida que passa… |
| Vida que é para ser vivida… |
| Ser sentida, absolvida. |
| Era para ser assim, porém!!! |
| Vida trabalhosa, prazerosa, |
| Aos olhos dos vizinhos. |
| Esse é um poema, passado a mim num comentário da Priscila, para que ganhe |
| moldes de Poema Regular ou Irregular, submetido às regras da Ciência |
| Poética. Analisemos os versos: |
| Vi / da / que / pas / sa |
| Este primeiro verso não tem qualquer outra possibilidade métrica. Tem quatro |
| sílabas e, pelo jeito, está acentuado nas sílabas 1 e 4. |
| No segundo verso temos duas possibilidades métricas: |
| Vi / da / que / é / pa / ra / ser / vi / vi / da – 9 sílabas |
| Vi / da / que-é / pa / ra / ser / vi / vi / da – 8 sílabas |
| No terceiro verso temos três possibilidades métricas por dois motivos: |
| 1- Há uma possibilidade de contrair, em Crase, a última sílaba do termo |
| Sentida, com a primeira do seguinte Absolvida; numa só Sílaba Poética. |
| 2 – O termo Absolvida pode ter duas possibilidades métricas: Ab/sol/vi/da e |
| A/bi/sol/vi/da; podendo apresentar 4 ou 5 sílabas, o que chama Diérese. |
| Ser / sen / ti / da / ab/ sol / vi / da. – 7 sílabas |
| Ser / sen / ti / da / a / bi/ sol / vi / da. – 8 sílabas – Diérese |
| Ser / sen / ti / da-ab/ sol / vi / da.- 6 sílabas – Crase a+a |
| Ser / sen / ti / da-a / bi / sol / vi / da.- 7 sílabas – Crase + Diérese |
| Nos demais versos não há qualquer possibilidade outra de métrica: |
| E / ra / pa / ra / ser / as / sim, / po / rém!!! – 9 sílabas |
| Vi / da / tra / ba / lho / sa, / pra / ze / ro / sa, – 9 sílabas |
| Aos / o / lhos / dos / vi / zi / nhos. – 6 sílabas |
| Fazendo alguns ajustes no texto, encontrei essa possibilidade em Versos |
| Regulares (mesmo comprimento). |
| Es / sa / vi / da-a / li / e / na / da |
| Que / se / vi / bra-e / a / lu / ci / na |
| É / só / a / vi / da / pas / sa / da |
| A / lim / po / pra / ser / vi / vi / da |
| Sen / ti / da-e / a / bi / sol / vi / da |
| Se / e / ra / pra / ser / as / sim |
| Tra /ba / lho / sa-e / pra / ze / ro / sa |
| Por / que / há / vi / zi / nho-em / pro / sa |
| Sem / se / quer / sa / ber / de / mim? |
| Ou, em Versos Irregulares, obtive uma outra possibilidade, que mesclou a |
| minha primeira estrofe regular, com uma segunda estrofe, irregular, mas que |
| apresentou coerência métrica e rítmica , ao combinar versos com 9 e 6 sílabas. |
| Perde-se um pouco nas Rimas, mas ganha-se em impacto textual: |
| Es / sa / vi / da-a / li / e / na / da |
| Que / se / vi / bra-e / a / lu / ci / na |
| É / só / a / vi / da / pas / sa / da |
| A / lim / po / pra / ser / vi / vi / da |
| Sen / ti / da-e / a / bi / sol / vi / da |
| E / ra / pa / ra / ser / as / sim, / po / rém!!! |
| Vi / da / tra / ba / lho / sa,/ pra / ze / ro / sa, |
| Aos / o / lhos / dos / vi /zi /nhos. |
| O segredo está em sempre Escandir o texto original, observar as chances de |
| se formar Sílabas Poéticas, pelas regras das fusões sonoras das sílabas |
| gramaticais, apresentar um modelo métrico coerente e, principalmente, ao |
| ler em voz alta, acentuar corretamente às sílabas tônicas que se escolheu para |
| determinar o Ritmo Poético, conhecido também por Cadência. |
| Sugiro a vocês um estudo das sílabas poéticas que utilizei na adaptação do |
| texto original, é sempre bom exercitar escansão e nomenclatura. |
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