Archive for Construção Poética

Todos os Ritmos Poéticos da MPB

Alguns lembretes básicos das regras para o entendimento do restante:
 
1 – A contagem das sílabas poéticas de um verso termina em sua última sílaba
tônica.
 
2 – Após a última sílaba poética tônica de um verso há uma Pausa Terminal,
que pode estar tanto em uma ou duas sílabas átonas, quanto em Tempos 
Rítmicos sem sílabas.
 
3 – O maior espaço entre as sílabas tônicas do verso deve conter dois tempos
rítmicos, com ou sem sílabas átonas. 
 
Algumas dicas:
 
1- Se um verso terminar em palavra oxítona, e a recitação do poema for
rápida, convém o verso seguinte iniciar numa sílaba átona. 
http://mpbsapiens.com/verso-agudo/
2- Caso um verso termine numa palavra paroxítona, o poeta pode optar por 
iniciar o verso seguinte tanto por sílaba tônica quanto por átona única, 
dependendo da sua intenção rítmica para o poema. 
http://mpbsapiens.com/verso-grave/
3- Se o poeta optar por terminar o verso numa palavra proparoxítona, é mais 
do que aconselhável iniciar o verso seguinte numa sílaba tônica, para não abrir 
mais de dois tempos entre duas sílabas tônicas, o que contraria à terceira regra
vista acima.
http://mpbsapiens.com/verso-dactilico/
4- Nos casos dos ritmos que apresentarem duas sílabas tônicas em seguida,
num recurso poético conhecido como Efeito Espondaico, do Pé Espondeu,
é prudente que se faça, na mesma estrofe, um outro verso com idêntica 
característica, independente da Métrica, para que o primeiro não fique isolado
e se torne um Verso Manco. 
http://mpbsapiens.com/espondeu/
http://mpbsapiens.com/metrica/
http://mpbsapiens.com/verso-manco/
5- Se o poeta optar por somente um verso, com tal característica na estrofe,
é sensato que o coloque como o último dela, o que serve também para
causar uma expectativa pelo texto que virá a seguir.
 
6- Não é aconselhável abusar dos espondeus num poema. Pode tornar-se
cansativo, tanto em declamação quanto em audição, pois vulgariza o que
deveria ser um elemento surpresa. 
 
7- Ainda não observei, na MPB, o uso de dois pés espondeus num mesmo
verso, pois embora seja possível, não posso dizer qual seria o resultado. Por
exemplo, um verso heptassílabo (sete sílabas) poderia ter esta configuração 
rítmica, caso o poeta optasse por construí-lo com dois pés espondeus::
 
Es / tou / cer / to-e // se / rei / bre / ve – 2-3-6-7
 
Se algum dos senhores leitores já tiver visto algo parecido na MPB, peço a
gentileza de informar, o que sugere até que os novos e velhos compositores
o tentem. Seria interessante ver algum tentando a suposta novidade.
 
Talvez, o caminho para a renovação poética da MPB esteja mais ou menos 
aí, na tentativa do que ainda não foi tentado por prudência ancestral.
 
A quantidade de possibilidades nos Ritmos Poéticos é imensa, no entanto
suspeito que muitas delas não foram trabalhados pelos poetas mais famosos.
Talvez, por um ou por outro menos citado nos anais da Literatura.
 
Para que esta postagem esteja terminada será necessário mais algum tempo
meu para exemplificar a todos os ritmos possíveis, portanto tenham paciência, 
que adiante ela estará pronta com os catorze comprimentos de versos 
devidamente analisados e exemplificados.
 
Ritmos Monossílabos (1)
http://mpbsapiens.com/ritmos-monossilabos/
 
Ritmos Dissílabos (2)
http://mpbsapiens.com/ritmos-dissilabos/
 
Ritmos Trissílabos (3)
http://mpbsapiens.com/ritmos-trissilabos/
 
Ritmos Tetrassílabos (4)
http://mpbsapiens.com/ritmos-tetrassilabos/
 
Ritmos Pentassílabos (5)
http://mpbsapiens.com/ritmos-pentassilabos/
 
Ritmos Hexassílabos (6)
http://mpbsapiens.com/ritmos-hexassilabos/
 
Ritmos Heptassílabos (7)
http://mpbsapiens.com/ritmos-heptassilabos/
 
Ritmos Octossílabos (8)
 
 
Ritmos Eneassílabos (9)
 
 
Ritmos Decassílabos (10)
 
 
Ritmos Hendecassílabos (11)
 
 
Ritmos Dodecassílabos (12)
 
 
Ritmos Tridecassílabos (13)
 
 
Ritmos Tetradecassísabos (14)
 
 

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Construção – Uma Aula do Chico Buarque.

Anterior – > http://mpbsapiens.com/deus-lhe-pague-analise-de-texto/
 
À partir do visto na postagem anterior, Deus Lhe Pague, Construção foi um 
típico retrato de Pedro Pedreiro recontado por seu Cotidiano:
 
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento-e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão c´o arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se-ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
 
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão c´o arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
 
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico 
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro 
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
 
Encerra com parte da composição Deus Lhe Pague.
http://mpbsapiens.com/deus-lhe-pague-analise-de-texto/
 
Tenho por hábito iniciar a análise de uma composição olhando o momento
social, que cercava o poeta por ocasião da sua criação, para posteriormente
fazer uma outra análise, a da Construção Poética, bastante a explicar parte da
tradução do pensamento em versos.
 
Com Construção isso é mais difícil, porque muito já se escreveu sobre ela, o
que, de certa forma, deu-lhe certos rótulos históricos, padronizados pelo 
tempo de repetição via propaganda.
 
Embora Sonho de Um Carnaval tenha sido a composição que apresentou o
nome Chico Buarque de Hollanda ao cenário artístico nacional, o seu estilo
de contestação social veio com a música Pedro Pedreiro, que tratava de um
migrante norte-nordestino trabalhador de obras da construção civil em Sampa.
http://mpbsapiens.com/sonho-de-um-carnaval-analise-de-texto/
http://mpbsapiens.com/pedro-pedreiro-analise-de-texto/
Nada mais lógico do que imaginar que Construção fosse uma continuação do
que Chico escrevera anteriormente em Pedro Pedreiro, cujos anseios sociais
já eram presentes em Marcha Para Um Dia De Sol, que veio antes ainda. 
http://mpbsapiens.com/primeiros-versos/
Em termos filosóficos, devo salientar que Chico baseou o seu estilo num
poema de Vinícius de Moraes, amigo do seu pai, que certamente influenciou
na sua conduta quando ainda era criança: Operário Em Construção.
http://mpbsapiens.com/operario-vinicius/
Como esse poema do Vinícius abrangia a muito mais aspectos sociais do que
Chico conseguira abordar em Pedro Pedreiro, a despeito da imensa letra, 
faltava dizer algo mais, que suspeito ter sido dito em Deus Lhe Pague, que 
deve ter servido de mote para Construção, embora a mesma surja apenas
encerrando a ela.
 
Chico sempre adorou lidar com a Palavra, conforme já citei em As Vitrines.
Desta vez observou, na Literatura Brasileira, o que já fora escrito com todos
os versos terminados em palavras proparoxítonas, e não encontrando a nada
tão expressivo, colocou a cabeça pra funcionar.
http://mpbsapiens.com/as-vitrines-analise-de-texto/
Construiu os versos num texto repetitivo, quase em Anáfora, com sintaxes
repetitivas para as primeira e segunda metades dos versos e adjetivou a cada
um deles com uma proparoxítona que, como adjetivos, poderiam finalizar a
distintos pensamentos, o que acabou dando ao contexto poético um charme
todo especial, com a alternância dos adjetivos nos textos dos versos, num
divertido jogo de palavras. Quase um Anagrama múltiplo.
http://mpbsapiens.com/anafora/
Chico pode até ter, como foco central, a idéia da contestação filosófica numa
composição musical, mas se pode fazê-lo de forma divertida, não pensa duas
vezes em exercitar o seu passatempo predileto: Jogar com a Palavra.
 
Embora eu suspeite que Deus Lhe Pague tenha sido o Mote Filosófico de 
Construção, creio que o Mote Poético tenha sido Rosa Dos Ventos, feita um
pouco antes, onde Chico já ensaiara findar versos em termos proparoxítonos 
e, também nela, tenha enxergado a uma das grandes dificuldades: O Ritmo.
http://mpbsapiens.com/rosa-dos-ventos-analise-de-texto/
E do amor gritou-se o escândalo
Do medo criou-se o trágico
No rosto pintou-se o pálido
 
Declamar esse trecho de Rosa Dos Ventos, com alguma dificuldade, até que 
dá, pois os Redondilhas Maiores são versos curtos, que submetidos a uma 
declamação veloz, conseguem ocultar aos três tempos rítmicos existentes
entre a última sílaba tônica do verso anterior e a primeira do seguinte.
http://mpbsapiens.com/redondilha-maior/
Mas, como colocar melodia nisso?
 
Aí a coisa pegou, pois Chico não conseguiu cantar sem acentuar às últimas
sílabas dos versos. Assim:
 
E / do-a / mor / gri / tou / -se-o-es / cân / da /
Do / me / do / cri / ou / -se-o / trá / gi /
No / ros / to / pin / tou / -se-o /  / li /
 
Mesmo tendo constatado a essa impossibilidade poética em Rosa Dos 
Ventos, Chico resolveu tentar a mesma coisa com os versos longos, que são
os de Construção, todos com idênticas Métricas e Cadências:
http://mpbsapiens.com/metrica/
http://mpbsapiens.com/cadencia/
A / mou / da / que / la / vez / co / / se / fos / se-a / úl / ti /
Bei / jou / su / á / mu / lher / co / / se / fos / se-a / úl / ti /
E / ca / da / fi / lho / seu / co / / se / fos / se-o / ú / ni /
E-a / trá / ves / sou / a / ru / a / com / seu / pas / so / / mi /
 
Percebam que esses versos têm todas as sílabas pares acentuadas, o que 
torna o Ritmo Poético átona-tônica extemamente repetitivo com as sílabas
2-4-6-8-10-12 acentuadas. Nem que o ouvinte queira interromper a essa
acentuação, após a décima segunda sílaba, a longa repetição rítmica anterior
não deixa. Consequentemente, a última sílaba do verso vira tônica também.
 
Se, poeticamente, não é prudente deixar-se mais de duas sílabas átonas entre
duas tônicas, o que dizer dos versos de Construção, qua apresenta três
sílabas átonas em seguida, sendo duas da proparoxítona que encerrou o verso 
anterior e mais uma que iniciou o verso seguinte? É muita pausa!
 
Um declamador experiente, com muito, mas com muito esforço mesmo,
conseguiria finalizar o poema nas proparoxítonas originais, desde que a sua
velocidade de ação fosse lenta.
 
A melodia de Construção tem um Andamento bem calmo, mas, mesmo assim,
Chico não conseguiu tirar o acento da décima quarta sílaba nem nela, pois
todas da composição apresentam um alongamento de tempo na partitura.
 
Suspeito até que Chico tenha, se tocando do problema,  tentado dar um outro 
texto à composição, de modo a conseguir acentuar à primeira sílaba de cada 
verso, o que diminuiria à quantidade de sílabas átonas entre as tônicas, mas,
se já tivesse construído o texto do primeiro verso, era óbvio que não o
conseguisse, já que ficara escravo do seu Ritmo.
 
Não conseguindo livrar-se do Ritmo do primeiro verso, resolveu então levar
os demais na mesma Cadência, já que a crítica da imprensa, que propagaria
à obra, era formada por acadêmicos, deslumbrados mais com o que liam do
que com o que declamassem, pois se o fizessem notariam a tudo isso que
estou escrevendo. Conclusão:
 
Construção ficou sendo a Obra-Prima poética em versos Alexandrinos (doze
sílabas) Dáctilos (findados em proparoxítonas). Completamente aceitável
para aqueles que somente lêem os textos sem recitá-los.
 
Chico sabia disso anteriormente, pois já houvera se referido à mesma
crítica literária com este pensamento:
 
Não
Foi tudo escrito em vão
Eu lhe peço perdão
Mas não vou lastimar
http://mpbsapiens.com/o-velho-texto/
 
E ficou na dele.
 
 - Você também não ficaria na sua, Malandro?
 
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Ritmos Heptassílabos

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Ritmos Heptassílabos. Os populares Redondilha Maior têm as suas sete 
sílabas distribuidas nestas dez formas rítmicas:
http://mpbsapiens.com/heptassilabo/
Ritmo 1-3-5-7
 
Levo o verso até o fim
Le / vo-o / ver / so-a / / o / fim – verso finalizado em palavra oxítona, com a 
pausa terminal colocada em tempo rítmico.
 
Faço verso até dormindo
Fa / ço / ver / so-a / / dor / min / do – verso finalizado em palavra 
paroxítona, com a pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
Durmo e sonho com a métrica
Dur / mo-e / so / nho / com / a / / tri / ca – verso finalizado em palavra
proparoxítona, com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Ritmo 1-4-7
 
Eu poderia rimar
Eu / po / de / ri / a / ri / mar – verso finalizado em palavra oxítona, com a 
pausa terminal colocada em tempo rítmico.
 
Mas se rimasse errado
Mas / se / ri / mas / se / er / ra /do – verso finalizado em palavra
paroxítona, com a pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
Me tornaria o meu crítico
Me / tor / na / ri / a-o / meu / crí / ti / co – verso finalizado em palavra
proparoxítona, com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Ritmo 2-5-7
 
Capaz de julgar de vez
Ca / paz / de / jul / gar / de / vez – verso finalizado em palavra oxítona, com a 
pausa terminal colocada em tempo rítmico.
 
Talvez o que só tivesse
Tal / vez / o / que /  / ti / ves / se – verso finalizado em palavra 
paroxítona, com a pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
A causa ou razão adúltera
A / cau / sa-ou / ra / zão / a / dúl / te / ra – verso finalizado em palavra
proparoxítona, com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Ritmo 2-3-5-7
 
Talvez vá julgar um ser
Tal / vez / vá / jul / gar / um / ser – verso finalizado em palavra oxítona, com 
a pausa terminal colocada em tempo rítmico.
 
Capaz, mas sem dó presente
Ca / paz / mas / sem / / pre / sen / te -  verso finalizado em palavra 
paroxítona, com a pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
Fugaz sem qualquer propósito
Fu / gaz / sem / qual / quer / pro / / si / to – verso finalizado em palavra
proparoxítona, com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Ritmo 1-4-5-7
 
Sempre se trai vã razão
Sem / pre / se / trai / / ra / zão – verso finalizado em palavra oxítona, com 
a pausa terminal colocada em tempo rítmico.
 
Única e sem causa nobre
Ú / ni / ca-e / sem / cau / sa / no / bre – verso finalizado em palavra 
paroxítona, com a pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
Sólida ação parca e sórdida
/ li / da-a / ção / par / ca-e / sór / di /da – verso finalizado em palavra
proparoxítona, com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Ritmo 2-4-5-7
 
Quem sabe alguém tosco e bom
Quem / sa / be-al / guém / tos / co-e / bom – verso finalizado em palavra 
oxítona, com a pausa terminal colocada em tempo rítmico.
 
Não possa ser belo e simples
Não / pos / sa / ser / be / lo-e / sim / ples – verso finalizado em palavra 
paroxítona, com a pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
Sem nunca ter sido prático
Sem / nun / ca / ter / si / do / prá / ti / co – verso finalizado em palavra
proparoxítona, com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Ritmo 3-4-7
 
Posso até ser infeliz
Pos / so-a / / ser / in / fe / liz – verso finalizado em palavra oxítona, com 
a pausa terminal colocada em tempo rítmico.
 
Ou quiçá um derrotista
Ou / qui / çá / um / der / ro / tis / ta – verso finalizado em palavra paroxítona,
com a pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
Só não sou cobra sarcástica
Só / não / sou / co / bra / sar / cás / ti / ca – verso finalizado em palavra
proparoxítona, com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Ritmo 1-3-6-7
 
Posso ter um porquê são
Pos / so / ter / um / por / quê / são – verso finalizado em palavra oxítona, com 
a pausa terminal colocada só em tempo rítmico.
 
De cor branca assim sempre
De / cor / bran /ca / as / sim / sem / pre – verso finalizado em palavra
paroxítona, com a pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
Mas num jeito que é da África
Mas / num / jei / to / que / é da-Á / fri / ca – verso finalizado em palavra
proparoxítona, com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Ritmo 1-4-6-7
 
Sendo assim branco ou sem cor
Sen / do-as / sim / bran / co-ou / sem / cor – verso finalizado em palavra 
oxítona, com a pausa terminal colocada em tempo rítmico.
 
Meu coração bateu negro
Meu / co / ra / ção / ba / teu / ne / gro – verso finalizado em palavra
paroxítona, com a pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
Quando encontrei raiz rígida
Quan / do-en / con / trei / ra / iz / / gi / da – verso finalizado em palavra
proparoxítona, com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.          
 
Ritmo 2-4-6-7 
 
Por conta desse axé céu
Por / con / ta / des / se-a / / céu – verso finalizado em palavra oxítona,
com a pausa terminal colocada em tempo rítmico.
 
Se encontra um candomblé Jêje
Se-en / con / tra-um / can / dom / blé / je – verso finalizado em palavra
paroxítona, com a pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
Com seu axé de fé ébano
Com / seu / a / / de / / é / ba / no – verso finalizado em palavra
proparoxítona, com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
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Ritmos Hexassílabos

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Ritmos Hexassílabos – Os chamados Heróicos Quebrados têm sete
possibilidades de ritmo para as suas seis sílabas:
http://mpbsapiens.com/hexassilabo/
Ritmo 3-6
 
Um amante da paz
Um / a / man / te / da / paz – verso finalizado em palavra oxítona, com a pausa
terminal colocada em tempo rítmico.
 
Que só traz a poesia
Que / só / traz / a / poe / si / a -  verso finalizado em palavra paroxítona, com
a pausa terminal em sílaba átona.
 
Embutida na música
Em / bu / ti / da / na / / si / ca – verso finalizado em palavra proparoxítona
com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Ritmo 2-4-6
 
Um dia eu fui herói
Um / di / a-eu / fui / he / rói – verso finalizado em palavra oxítona, com a 
pausa terminal colocada em tempo rítmico.
 
Agora eu sou heróico
A / go / ra-eu / sou / he / rói / co – verso finalizado em palavra paroxítona, 
com a pausa terminal em sílaba átona.
 
Do verso mais poético
Do / ver / so / mais / po / é / ti / co – verso finalizado em palavra proparoxítona
com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Ritmo 1-3-6
 
Fico até terminar
Fi / co-a / / ter / mi / nar – verso finalizado em palavra oxítona, com a 
pausa terminal colocada em tempo rítmico.
 
O que foi combinado
O / que / foi / com / bi / na / do – verso finalizado em palavra paroxítona, 
com a pausa terminal em sílaba átona.
 
Para ver o seu término
Pa / ra / ver / o / seu / tér / mi / no – verso finalizado em palavra 
proparoxítona com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Ritmo 1-4-6
 
Eu poderia vir
Eu / po / de / ri / a / vir – verso finalizado em palavra oxítona, com a pausa
terminal colocada só em tempo rítmico.
 
Imaginando vê-la
I / ma / gi / nan / do / - / la – verso finalizado em palavra paroxítona, com a 
pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
Cá com seu jeito tímido
/ com / seu / jei / to / / mi / do – verso finalizado em palavra 
proparoxítona com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Ritmo 2-3-6
 
Serei só um rapaz
Se / rei / / um / ra / paz – verso finalizado em palavra oxítona, com a pausa
terminal colocada em tempo rítmico.
 
Rapaz só e amante
Ra / paz / / e / a / man / te – verso finalizado em palavra paroxítona, com a 
pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
Que só ama no íntimo
Que / / a / ma / no / ín / ti / mo – verso finalizado em palavra proparoxítona
com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Ritmo 3-4-6 
 
Terminou meu amor
Ter / mi / nou / meu / a / mor – verso finalizado em palavra oxítona, com a 
pausa terminal colocada em tempo rítmico.
 
Um amor livre e breve
Um / a / mor / li / vre-e / bre / ve – verso finalizado em palavra paroxítona, com
a pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
Um amor breve e ávido
Um / a / morbre / ve-e / á / vi / do – verso finalizado em palavra 
proparoxítona com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Ritmo 2-5-6
 
Eu sei que serei seu
Eu / sei / que / se / rei / seu – verso finalizado em palavra oxítona, com a pausa
terminal colocada em tempo rítmico.
 
E seu eu serei mesmo
E / seu / eu / se / rei / mes / mo – verso finalizado em palavra paroxítona, 
com a pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
Porém estarei trêmulo
Po / rém /es / ta / rei / trê / mu / lo – verso finalizado em proparoxítona, com
a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
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Ritmos Pentassílabos

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Ritmos Pentassílabos – Os chamados Redondilha Menor aceitam quatro
possibilidades rítmicas para as suas cinco sílabas:
http://mpbsapiens.com/pentassilabo/
Ritmo 1-3-5
 
Erros do amor
Er / ros / do / a / mor  – verso finalizado em palavra oxítona, com a pausa 
terminal colocada em tempo rítmico.
 
Era só a vida
E / ra / / a / vi / da – verso finalizado em palavra paroxítona, com a pausa  
terminal colocada em sílaba átona.
 
Uma vida lírica
U / ma / vi / da / / ri / ca – verso finalizado em palavra proparoxítona, com a 
pausa terminal colocada em sílabas átonas
 
Ritmo 2-5
 
Eu sou o amor
Eu / sou / o / a / mor – verso finalizado em palavra oxítona, com a pausa
terminal colocada em tempo rítmico.
 
O amor infinito
O-a / mor / in / fi / ni / to – verso finalizado em palavra paroxítona, com a 
pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
O amor mais esdrúxulo
O-a / mor / mais / es / drú / xu / lo – verso finalizado em palavra proparoxítona, 
com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Ritmo 2-3-5
 
O amor calmo enfim
O-a / mor / cal / mo-en / fim – verso finalizado em palavra oxítona, com a 
pausa terminal colocada em tempo rítmico.
 
O amor claro e pronto
O-a / mor / cla / ro-e / pron / to – verso finalizado em palavra paroxítona, 
com a pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
O amor puro e súbito
O-a / morpu / ro-e / / bi / to – verso finalizado em palavra proparoxítona
com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Ritmo 1-4-5
 
Ser ou não ser só?
Ser / ou / não / ser / ? – verso finalizado em palavra oxítona, com a pausa
terminal colocada em tempo rítmico.
 
Só ou não só solto?
/ ou / não / / sol / to? – verso finalizado em palavra paroxítona, com
a pausa terminal colocada em sílaba átona.
 
Sou ou não sou cômico?
Sou / ou / não / sou / / mi / co? – verso finalizado em palavra proparoxítona
com a pausa terminal colocada em sílabas átonas.
 
Próxima – > http://mpbsapiens.com/ritmos-hexassilabos/     .

 

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