Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores – Análise de Texto
http://www.vagalume.com.br/geraldo-vandre/pra-nao-dizer-que-nao-falei-das-flores.html
Ver Também - http://mpbsapiens.com/ditadura-mpb/
| Voltar – > http://mpbsapiens.com/admiravel-gado-novo-analise-de-texto/ |
| O ano de 1968 ficou marcado por muitos confrontos de opiniões, sendo a de |
| maior destaque a decretação do chamado AI-5 – Ato Institucional número 5 - |
| por parte do, ainda chamado, Regime Militar Provisório que nos governava, ou |
| melhor, tentava fazê-lo, posto que havia, por outro lado, uma Indústria do |
| Desgoverno fundamentada num pensamento já citado em postagens anteriores: |
| “Os Estados modernos possuem uma grande força criadora: a imprensa. O |
| papel da imprensa consiste em indicar as reclamações que se dizem |
| indispensáveis, dando a conhecer as reclamações do povo, criando |
| descontentes e sendo seu órgão. A imprensa encarna a liberdade da palavra. |
| Mas os Estados não souberam utilizar essa força e ela caiu em nossas mãos. |
| Por ela, obtivemos influência, ficando ocultos; graças a ela, ajuntamos o ouro |
| em nossas mãos…” |
| I |
| Caminhando e cantando |
| E seguindo a canção |
| Somos todos iguais |
| Braços dados ou não |
| Nas escolas, nas ruas |
| Campos, construções |
| Caminhando e cantando |
| E seguindo a canção… |
| Refrão Repetido |
| Vem, vamos embora |
| Que esperar não é saber |
| Quem sabe faz a hora |
| Não espera acontecer…(2x) |
| II |
| Pelos campos há fome |
| Em grandes plantações |
| Pelas ruas marchando |
| Indecisos cordões |
| Ainda fazem da flor |
| Seu mais forte refrão |
| E acreditam nas flores |
| Vencendo o canhão… |
| Refrão Repetido |
| III |
| Há soldados armados |
| Amados ou não |
| Quase todos perdidos |
| De armas na mão |
| Nos quartéis lhes ensinam |
| Uma antiga lição: |
| De morrer pela pátria |
| E viver sem razão… |
| Refrão Repetido |
| IV |
| Nas escolas, nas ruas |
| Campos, construções |
| Somos todos soldados |
| Armados ou não |
| Caminhando e cantando |
| E seguindo a canção |
| Somos todos iguais |
| Braços dados ou não… |
| V |
| Os amores na mente |
| As flores no chão |
| A certeza na frente |
| A história na mão |
| Caminhando e cantando |
| E seguindo a canção |
| Aprendendo e ensinando |
| Uma nova lição… |
| Refrão Repetido – 2x |
| Um pouco antes do festival da canção de 1968, promovido pela globo no Rio |
| de Janeiro, Chico já havia escrito a peça Roda Vida, na qual procurou mostrar |
| a forma como a Indústria do Desgoverno agia na produção de ídolos populares. |
| Nunca é demais lembrar do texto que finalizava à peça: |
| Para nós, no Universo |
| Só existe paz e amores |
| Nós só cantamos um verso |
| Que fala em flores, flores, flores |
| Há quem nos fale de guerra |
| Morte, miséria terrores |
| Quando nos falam de terra |
| Plantamos flores, flores, flores |
| Flores, flores |
| Quem não gostou desta peça |
| Saia daqui, diga horrores |
| Nos divertimos à beça |
| E tomem flores, flores, flores |
| http://mpbsapiens.com/roda-viva-a-peça-parte-4/ |
| Se, em Disparada, Vandré passara a Chico a idéia da peça Roda Viva, bem |
| como a do livro Fazenda Modelo; Chico, com esse texto final de Roda Viva, |
| praticamente devolvia a Vandré o favor anterior, mostrando estar a relação |
| entre os dois baseada no Diálogo Artístico, mas de cunho social semelhante. |
| Tratavam das mesmas preocupações sociais, com idênticas estratégias de ação, |
| mas com estilos musicais diferentes. Apenas isso. |
| O título da composição acima, Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores, que |
| causou toda a polêmica no festival, era apenas uma continuação do diálogo |
| artístico-social iniciado três anos antes em Sonho De Um Carnaval. |
| Nesse festival, fadado a se tornar uma repetição de 66, que registrou a um |
| empate entre os dois, mais uma vez mostrava cada um no estilo próprio de |
| contestação. Vandré externando o sentimento de forma mais próxima à do |
| desconforto popular, e Chico externando a posição do artista diante daquela |
| pressão das Forças Dominantes. |
| A exemplo de Disparada, Vandré trás na estrofe I os mesmos sonhos comuns, |
| dele e do Chico, em 1965 com Porta Estandarte e Sonho De Um Carnaval: |
| http://mpbsapiens.com/disparada-analise-de-texto/ |
| http://mpbsapiens.com/porta-estandarte-o-sonho-de-vandre/ |
| http://mpbsapiens.com/sonho-de-um-carnaval-analise-de-texto/ |
| O Refrão já mostra um desconforto pela permanência do estado de sonho e |
| clama por mais Re Ação nossa, semelhante ao ocorrido na mesma Disparada: |
| E nos sonhos que fui sonhando |
| As visões se clareando |
| Até que um dia acordei |
| - Uma vez despertado de sono e sonho, reagir a que? |
| - Às atrocidades cometidas pelos militares nacionalistas contra os grupos que |
| se clamavam socialistas, ou ao texto que coloquei logo acima da letra da |
| composição e ele conhecia muito bem? |
| A estrofe III mostra bem a persistência dele na indecisão do protesto. Se por |
| um lado procura mostrar as nítidas diferenças sociais presentes, denunciando à |
| escravidão do povo em benefício das Forças Financeiras Dominantes, por outro |
| usa um figurativo ao confrontar as flores do povo com o canhão dos militares. |
| A fome em grandes plantações sempre foi óbvia, desde o tempo em que fomos |
| “premiados” pela dádiva do Raciocínio que nos difere. |
| Essa insegurança nas intenções de denúncia está latente nos versos: |
| Pelas ruas marchando |
| Indecisos cordões |
| Ele vê que o povo continua sonhando com o confronto Flores x Canhão, sabe |
| quem alimenta as ilusões e nada pode fazer. Mas continua tentando abrir os |
| nossos olhos, que o admiravam e aplaudiam, justicando à estrofe III. |
| Muito acima de qualquer ataque direto aos militares, essa estrofe III, a mais |
| famosa da composição, apenas colocava os militares nos mesmos indecisos |
| cordões em que marchávamos na estrofe II, pois embora armados, os soldados |
| não sabiam o que fazer com as armas, justamente pelo despreparo semelhante |
| ao nosso, com outros sonhos passados pelos superiores, mas também sonhos. |
| Com Povo e Militares adormecidos vem novamente o Refrão com o alerta: |
| - Acordem. Esperar não é saber. Façamos a própria hora, a própria História! |
| Na estrofe IV tenta novamente mostrar que estávamos todos num mesmo |
| barco, apesar das diferenças filosóficas alimentadas pela imprensa, mas já meio |
| desanimado. Um desânimo típico do poeta que escreveu, mas sente que faltou |
| alguma coisa, como que retraindo ao sentimento já exposto. |
| O Refrão é esquecido. |
| Na última estrofe procura resumir a tudo o que tentou dizer nas demais, onde |
| buscou mostrar o problema da insegurança social, mas apresentando uma |
| Solução muito menos sonhadora, com o seguinte recado do cidadão Vandré: |
| - Quem ama repara na flor que nasce, mas se o amor é ideológico confie na |
| própria História, sua única aliada, renascendo a cada dia com as soluções para |
| os problemas do dia anterior! |
| Aí o Refrão volta com todo o seu vigor. |
| Em meio àquela hostilidade toda que mostramos na final do festival de 68, havia |
| dois poetas que pouco necessitavam conversar para se entender. Imagino o que |
| a essência poética de um, ovacionado pela nossa burguesia cultural, não deva |
| ter sentido ao escutar do outro, vaiado pela nossa Ignorância Induzida, isto: |
| Vou voltar |
| Sei que ainda vou voltar |
| Não vai ser em vão |
| Que fiz tantos planos de me enganar |
| Como fiz enganos de te encontrar |
| Como fiz estradas de me perder |
| Fiz de tudo e nada de te esquecer. |
| http://mpbsapiens.com/sabia-analise-de-texto/ |
| Era a pura tradução do conflito Poeta x Cidadão, ambos Vandré, expostos na |
| sua composição, só que escritos na Sabiá concorrente pelo mesmo jovem |
| poeta que incentivara três anos antes. |
| - Quantos de nós sabia que a estrofe final de Sabiá, que jogou a imagem do |
| Chico pra turma do Eu Te Amo Meu Brasil, fora escrita pelo Jobim para |
| fugir da censura? Infelizmente, daquele festival, só nos restou uma certeza que |
| nem pertenceu a ele, mas pulsa até hoje na História da MPB: |
| O samba, a viola, a roseira |
| Um dia a fogueira queimou |
| Foi tudo ilusão passageira |
| Que a brisa primeira levou |
| No peito a saudade cativa |
| Faz força pro tempo parar |
| Mas eis que chega a Roda Viva |
| E carrega a saudade pra lá… |
| Próxima – > |
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Cíntia said,
abril 8, 2010 @ 4:11 pm
Extraordinário!
Estou preparando uma síntese para um seminário onde vou falar sobre a música “Pra não dizer que não falei das flores”, e esta sua análise me deixou admirada. Consegui um retoque final hehe
admin said,
abril 8, 2010 @ 11:31 pm
Cíntia:
Fico feliz por ter gostado da minha análise. Muito se escreveu sobre a obra do Vandré ser um protesto contra o regime militar, pois essa era a ótica óbvia da imprensa, que infelizmente moldou o entendimento histórico das gerações posteriores à passagem dele pela MPB.
Suspeito até que ele tenha se afastado do cenário artístico por esse motivo: Cansou de ser usado.
Espero ter colaborado de forma proveitosa com sementes que brotarão nas gerações posteriores da cultura brasileira por mãos de pessoas como você.
Grato pelo comentário e volte sempre.
Dalton.
karol said,
abril 27, 2010 @ 11:11 am
adoOorei essa
admin said,
abril 27, 2010 @ 11:43 am
Então volte sempre Karol.
Grato pela visita.
Dalton.
Elton said,
julho 5, 2010 @ 3:10 pm
hum… Muito bom, confesso que não entendi bem a música: Pra não dizer que não falei das flores.
Vlw!
admin said,
julho 5, 2010 @ 6:59 pm
Elton:
Caso queira entender melhor a música, basta dizer. Estou aberto à solução de qualquer dúvida.
Grato pela visita.
Dalton
paloma said,
agosto 24, 2010 @ 2:59 pm
Adoreii..estou fazendo um seminarioo sobre a musica…
e foi muito proveitoso esse resumo sobre a musica..
Obrigadaa…
BeijOss..
admin said,
agosto 24, 2010 @ 4:20 pm
Paloma:
Fico feliz pelo conteúdo do site tê-la ajudado.
Grato peja visita, volte sempre e Bjs.
Dalton.
Ana Clara said,
outubro 23, 2010 @ 6:25 pm
eu nao entendi bem essa música “Pra não dizer que não falei das flores ” :/
admin said,
outubro 23, 2010 @ 8:59 pm
Ana Clara:
Diga-me qual aspecto que você quer entender e tentarei ajudá-la.
Dalton.
Ana Clara said,
outubro 24, 2010 @ 2:18 pm
Bom eu faço primeiro ano , e teria que explicar essa música para a professora de português , enfim , é isso , mas tudo bem estou tentando entendê-la melhor .
admin said,
outubro 25, 2010 @ 7:40 am
Ana Clara:
À sua professora de Português, a música poderia interessar por dois aspectos:
1- Literatura – Foi escrita no final dos anos 60, do século passado, quanto os compositores musicais da época buscavam protestar contra o regime militar, vigente no país desde 1964, ou contra a forma como a mídia usava as suas musicas para atingir a outros propósitos escusos. (ver Roda Viva-a peça).
2- A Construção Poética – Vandré usou, na maioria da letra, o verso hexassílabo conhecido pelo nome de Heróico Quebrado e, talvez aí, haja algo subliminar por parte do autor, um “Herói Quebrado”. Quebrado por quem?
Pela Censura dos militares ou pela adequação, dada pela imprensa, ao texto dele.
Acho que basta né?
Grato pela confiança e volte sempre.
Dalton.
Maisa said,
novembro 10, 2010 @ 11:04 pm
Gostei muito da análise, está bastante completa, sou estudante de Letras e me interesso muito por analises de musicas da MPB, é possivel fazer varias relações com o conteudo sociologico e filosófico de universidades.
admin said,
novembro 11, 2010 @ 6:05 am
Maisa:
Aqui você encontrará algumas análises da MPB em sua época áurea.
Grato pela visita e bons estudos.
Dalton.
rany said,
novembro 22, 2010 @ 1:59 pm
eu preciso de um comentário menos culto para um trabalho!!!Mas esse comentário ta mto bom!!!
admin said,
novembro 22, 2010 @ 5:17 pm
Rany:
Sugiro que você copie a postagem daqui num arquivo de texto seu, classifique os assuntos que considere menos cultos e reescrêva-os com as próprias palavras.
Dessa forma você fixa mais a interpretação do texto original, ao mesmo tempo em que dá a ele uma essência descritiva mais apropriada à escola.
Não conte a ninguém e colha os bons resultados. Juro que esse papo morre por aqui.
Vai firme! Grato pela visita e volte sempre.
Dalton.
sarinha said,
março 26, 2011 @ 2:41 pm
adorei a interpretação dessa musica ela é simbolo de uma epoca, sinal de resistencia e se for trazida pra um contexto atual ainda faz muito sentido. Gostaria de ler a interpretação de A dança das borboletas de Alceu Valença
admin said,
março 26, 2011 @ 10:32 pm
Sarinha:
Aprecio que tenha gostado da análise, pois me dá a certeza de ter conseguido mostrar que a dita “resistência” do Vandré não se resumia à limitada idéia da ditadura militar, mas além dela.
Infelizmente, os motivos que levaram Vandré a escrevê-la persistem com maior força do que antes, só que agora não a imprensa não pode mais transferir a culpa dela para os militares.
Confesso estar meio em dívida com o Valença neste espaço, mas nada que não possa ser sanado, espero que brevemente.
Grato pela visita, pelo elogio e volte sempre.
Dalton.
Ribamar Lima said,
abril 9, 2011 @ 7:25 pm
Olá prezado,
Gostei muito do que vi aqui. Você ministra palestras?
Gostaría de participar de alguma; assistir ao vivo. MUITO LEGAL!!
PARABÉNS!
Abs e PAZ!!
Ribamar Lima
admin said,
abril 10, 2011 @ 6:20 am
Caro Ribamar Lima:
Já dei algumas palestras sobre MPB em outras ocasiões, mas num tempo em que tinha o trabalho mais voltado especificamente para a obra do Chico Buarque, porém não as organizava.
No momento ando em falta até para com os leitores aqui do Sapiens, já que tenho me dedicado a um dicionário de rimas, que brevemente começará a ser postado por aqui.
Grato pela visita, pela elegância e sinta-se em casa. Abraços.
Dalton.
Sheila Rodrigues said,
abril 10, 2011 @ 1:03 pm
Amei sua explanação quanto a música.
Estou analisando a mesma,para uma atividade de cultura brasileira
Quando si diz “indecisos cordões” fala-se do povo ou dos militares?
admin said,
abril 11, 2011 @ 6:52 am
Sheila Rodrigues:
Até o princípio dos anos 50 os brasileiros, por acreditarem no Brasil, eram mais seguros de si e formavam “Cordões Decisivos”, pois acabáramos de pagar a dívida externa contraída por Pedro I para o reconhecimeto da nossa independência de Portugal.
Essa Independência Financeira durou pouco tempo, porque logo após o Getúlio saldar a dívida, o JK assumiu o poder e pediu novos e vultuosos empréstimos aos credores americanos, que entraram fortemente na cultura do país, e com o poder de destruição cultural da sua imprensa fez com que, à partir de então, formássemos Cordões cada vez mais indecisos nas bases racionais, já que todos eram promovidos pela propaganda da imprensa.
Essa situação não abrangia somente os militares, puros marionetes, mas também o povo. Artistas como Vandré e Chico enxergaram o problema e tentaram alertar-nos com as suas músicas, com Chico chegando a escrever até a peça Roda-Viva.
Sugiro a você uma outra consulta, sobre a análise que fiz das músicas Vai Passar, Porta-Estandarte, Disparada e Admirável Gado Novo; para ter melhor idéia do porquê dos Cordões Indecisos.
Grato pelo elogio, pela visita e volte sempre. Boa sorte com o trabalho!
Dalton.
talison said,
abril 16, 2011 @ 11:04 pm
nao entendi nada na verdade eu queria saber o que a musica representa o que ela diz…. hoje e dia 16 de abril se possivel poe ae no seu site o que representa oque a musica representa diz eu precimo muito disso se posivel faça isso hoje pois preciso disso para dia 18
brighado!!!
admin said,
abril 16, 2011 @ 11:54 pm
Talison:
Representa exatamente o que a letra diz, sobre uma canção que trata da igualdade entre irmãos, cada qual com a sua idéia, ou ignorância, própria, tanto na vida quanto na profissão.
Fala da persistência da igualdade mesmo diante das dificuldades como fome, ainda que em grandes plantações, que sugerem o contrário. Mostra que o povo, embora perdido, tem o seu senso comum de igualdade, ainda que com opiniões distintas.
Por fim, sugere que observemos a vida, façamos disso uma história e consigamos, à partir da experiência vivida, construir uma nova realidade:
Aprendendo e ensinando
Uma Nova Lição (juntos e iguais).
Grato pela visita e boa sorte.
Dalton.
admin said,
abril 16, 2011 @ 11:55 pm
Talison:
Representa exatamente o que a letra diz, sobre uma canção que trata da igualdade entre irmãos, cada qual com a sua idéia, ou ignorância, própria, tanto na vida quanto na profissão.
Fala da persistência da igualdade mesmo diante das dificuldades como fome, ainda que em grandes plantações, que sugerem o contrário. Mostra que o povo, embora perdido, tem o seu senso comum de igualdade, ainda que com opiniões distintas.
Por fim, sugere que observemos a vida, façamos disso uma história e consigamos, à partir da experiência vivida, construir uma nova realidade:
Aprendendo e ensinando
Uma Nova Lição – juntos e iguais.
Grato pela visita e boa sorte.
Dalton.
José Diogo said,
abril 26, 2011 @ 12:02 pm
Sairia totalmente fora do contexto se essa musica foce cantada para narrar a Guerra Fria ?
diogo.jdm@gmail.com
José Diogo said,
abril 26, 2011 @ 12:04 pm
Ha, Ótima análise sobre a Música, clara e explicativa…
admin said,
abril 26, 2011 @ 2:28 pm
José Diogo:
Creio que a música se preste bem a tal propósito, pois trata do reerguimento social pela ação comunitária diante da História, conforme encerra o pensamento da última estrofe, algo filosoficamente análogo ao confronto do Capitalismo Divisor americano e o Comunismo Igualitário soviético.
Grato pela visita, pela elegância e volte sempre.
Dalton.
José Diogo said,
abril 26, 2011 @ 3:20 pm
Obrigado pela Observação
Parabens pela Administração…
admin said,
abril 26, 2011 @ 7:15 pm
José Diogo:
Grato pela confiança e volte sempre.
Dalton.
Vinicius said,
maio 3, 2011 @ 7:06 pm
preciso do resumo da musica ” pra não dizer que não falei das flores ” porém não entendi nada dela .. pode me ajudar? abraço
admin said,
maio 3, 2011 @ 10:43 pm
Caro Vinicius:
Interpretemos o texto:
Na primeira estrofe o autor mostra que somos todos iguais, independente dos pensamentos individuais.
No Refrão, que é a segunda estrofe, ele sugere que façamos as coisas ao invés de perdermos tempo comentando-as.
Na terceira, embora com fome para alguns e fartura para outros, continuamos iguais nas indecisões comuns.
Na quarta, mostra que a mesma indecisão ocorre até com quem tem o poder nas mãos, na ocasião os militares.
Na quinta, quando nos compara aos militares, confirma que a indecisão é comum a qualquer um de nós, independente das preferências individuais.
Na última, apenas confirma que se o que disse no Refrão for levado a sério, baseados nas experiências bem e mal sucedidas, construiremos uma nova realidade para as desigualdades.
Pô cara! Presta atenção nos significados das palavras do texto. Aprenda e Ensine uma Nova Lição, a da Interpretação de Texto, que o Vandré tentou inutilmente na época, já que pouco mudamos ao ficarmos apenas cantando a canção como papagagaios engajados sem analisarmos o conteúdo e fazermos a nossa hora.
Grato pela confiança e volte sempre.
Dalton.
José Diogo said,
maio 5, 2011 @ 10:33 am
Bom, o resumo geral, pelo meu entendimento
A Música em si, fala que todos nós, nos dias de hoje, nos deixamos influênciar pelas imagens, apesar de cada um ter à sua ideologia, todos são influênciados por moda, todos queremos seguir algo, ou alguém, ser como algo ou alguém, principalmente os jovens, pensamos e agimos conforme nos ensinam, como dis a frase “Caminhando e Cantando e Seguindo a Canção”, todos seguimos um padrão pré-estabelecido pela sociedade, sem ter poder para mudar, sendo influênciado pela própria sociedade…
admin said,
maio 5, 2011 @ 11:08 am
José Diogo:
Em suma, a sua explicação foi perfeita ao associar a nossa Natural Individualidade como refém da Normal Sociedade.
As “Normas” sociais fazem com que as individualidades reajam em seu natural estado Anárquico e apenas se acomodem à presença dos demais integrantes do grupo social determinado pelas regras comportamentais.
O que suponho ter Vandré proposto foi uma espécie de Anarquia menos Individualizada, que, num futuro qualquer, nos daria uma realidade mais amigável do que a presente, quando apenas nos suportamos, nacional ou socialmente, com o apelido de Democracia.
Várias são as causas dessa dispersão popular, mas que se resumem à Educação da Massa, anteriormente nas mãos de Educadores, trocados pelos Formadores de Opinião que não se reconhecem como educadores.
Sugiro ver também Admirável Gado Novo.
Grato pela observação e bom estudo.
Dalton.
José Diogo said,
maio 5, 2011 @ 11:36 am
Magnífica Colocação
Grato pelo Comentário
Novamente Parabens pela Administração
admin said,
maio 5, 2011 @ 11:45 am
Valeu, José Diogo!
Volte sempre.
Dalton
Rodrigo said,
junho 6, 2011 @ 7:02 pm
Nossa eu me imagino nesse contexto nos dias de hoje pq nós, os jovens precisamos olhar para tráz para continuar CAMINHANDO para frente!
Adorei sua reflecção! PARABÉNS.
admin said,
junho 6, 2011 @ 7:56 pm
Rodrigo:
Na última estrofe, o Vandré apostou nisto que está acontecendo agora:
Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A História na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição
Faço apenas a minha parte semeando. Você é que nascerá e ensinará a nova lição.
Veja também a postagem, O Último Samurai e o Geraldo Vandré, que foi o meu último texto escrito, e entenderá o porque da Nova Lição.
Grato pela visita, pela elegância e volte sempre.
Dalton.
larissa said,
agosto 12, 2011 @ 1:26 am
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer…(2x)
O que significa?
admin said,
agosto 12, 2011 @ 9:06 am
Larissa:
É uma denúncia contra a acomodação do povo com seus ditos populares. Por exemplo:
“Quem espera sempre alcança”
“Devagar se vai ao longe”
1- Fique apenas sentada numa cadeira e veja se consegue atingir algum objetivo outro com isso.
2- Se você não ficar sentada na cadeira, e resolver se movimentar em busca de um objetivo, convém lembrar, que quanto maior é a velocidade, tanto maior é o espaço percorrido, ou menor é o tempo gasto para se percorrer um espaço.
Conclusão:
Não se aprende nada apenas esperando, nem se vai muito longe andando devagar. Mexa-se!
Acho que foi mais ou menos isso o que o Vandré quis dizer.
Grato pela confiança e volte sempre.
Dalton.
Ana Beatriz said,
setembro 3, 2011 @ 2:13 pm
Olá, adorei as análises feitas das músicas, e o contexto histórico a que estão inseridas.Parabééns pelo trabalho!
Sou aluna do 2° ano do ensino médio e estou muito interessada em analisar músicas como essas com mensagens mais subtendidas e em contextos históricos interessantes, como a ditadura por exemplo. se puder publicar outras com análise de importante valor cultural agradeço, esse assunto muito me interessa. Parabéns novamente, beijos.
admin said,
setembro 4, 2011 @ 9:02 am
Ana Beatriz:
Essa música que você comentou é apenas parte de um diálogo musical entre Chico e Vandré nos anos sessenta. Sugiro que veja também as músicas Porta-Estandarte, Disparada, Sabiá e, como complemento, Admirável Gado Novo, de Zé Ramalho.
Ainda abordando a tais assuntos que lhe interessam, há todo o enredo da peça Roda-Viva, do livro Fazenda Modelo, da música Apesar de Você; e dos posteriores reflexos nas músicas Pelas Tabelas e Vai Passar.
Use o Indice Geral do cabeçalho da página do site para encontrá-los.
Grato pela visita, pela elegância e bom estudo.
Dalton.
julia said,
novembro 7, 2011 @ 4:04 pm
oláh queria q voce dalton fizesse um breve resumo sobre a analise da letra da musica pois estou tendo algumas dificuldades…
me ajude !
atéh +
julia said,
novembro 7, 2011 @ 4:07 pm
ah e por favor me diiga de que autoria: e interpretaçao: por favor obrigado
agradeço desde ja
julia said,
novembro 7, 2011 @ 4:13 pm
OBRIGADA ME AJUDOU PRA CARAMBA POR TER ME AJUDADO
E TER RESPONDIDO> ALIÀS QUERO CHUPAR SEU pinto
admin said,
novembro 7, 2011 @ 4:29 pm
Julia:
Eu não fico aqui o tempo inteiro. Assim como você, tenho outras coisas para fazer. E quanto ao seu desejo primeiro, ainda está interessada?
Aguardo.
Bárbara said,
novembro 9, 2011 @ 5:19 pm
Olá, adorei sua análise, gostaria de saber se você poderia ajudar-me em um trabalho de história. Tenho que montar uma explicação desta música relacionando-a com todo o contexto sócio cultural da época da ditadura. Principalmente, o significado de algumas palavras que Vandré utilizou para camuflar sua crítica ao período, por exemplo, qual o significado da palavra flores neste contexto?
Como posso explicar o verdadeiro significado dos versos explicando o que foi a ditadura?
Isso é possível?
Gostaria que a resposta fosse o mais breve possível, se preferir responder no meu e-mail tudo bem, desculpe apressar-te, mas é que realmente preciso disso urgente.
Desde já obrigada!!
Parabéns pelo trabalho!!!
Bárbara said,
novembro 9, 2011 @ 5:52 pm
….se possível hoje
obrigada!
admin said,
novembro 9, 2011 @ 6:12 pm
Bárbara:
Caso não possa esperar até amanhã às 8 horas, farei hoje, mas se puder esperar facilita.
Fico aguardando.
Bárbara said,
novembro 9, 2011 @ 6:16 pm
Da para esperar sim
O trabalho é para a semana que vem, porém, ainda há muitos outros, obrigada pela atenção!!!
Se você puder responder em meu e-mail??
ele aparece para você?
admin said,
novembro 9, 2011 @ 8:40 pm
Sim, Bárbara. Amanhã respondo por ele. Até lá.
Bárbara said,
novembro 11, 2011 @ 1:38 pm
Obrigada!
Tenho certeza que o conteúdo será de muita utilidade em meu trabalho.
Bom fim de semana e bom feriado!
admin said,
novembro 11, 2011 @ 8:02 pm
Fico feliz pela possibilidade de tê-la ajudado. Igualmente para você.
Prestashop Templates said,
novembro 11, 2011 @ 8:38 pm
Sources…
[...]here are some links to sites that we link to because we think they are worth visiting[...]…
Fatima said,
novembro 15, 2011 @ 5:44 pm
Antes de mais nada quero dizer que te acho brilhante, e adoro ler o que escreve, inclusive nme ajudou muito em vários trabalhos, agora tenho que fazer um trabalho de história, da epoca da ditadura militar sobre varias musicas, não consegui achar nada sobre vaca profana e alegria, alegria, pode me ajudar?se puder mandar no meu e-mail agradeço,Obrigada, bjos
admin said,
novembro 16, 2011 @ 12:51 am
Fátima:
Como a resposta ficará longa, vou colocá-la como postagem oficial do Sapiens amanhã, mas tomarei o cuidado de mandá-la também por e-mail. Peço apenas um pouco de paciência.
Dalton.
Fatima said,
novembro 16, 2011 @ 10:09 pm
Obrigada
bjos
admin said,
novembro 16, 2011 @ 10:20 pm
Fatima:
Acabei de postar e amanhã mandarei por e-mail. Agora preciso descansar. Grato pela sua parte nisso tudo.
http://mpbsapiens.com/ditadura-mpb/
Dalton.
Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores, « Palavras jogadas ao ar , até que se possa interpretar … said,
novembro 17, 2011 @ 5:54 pm
[...] http://mpbsapiens.com/caminhando-analise-de-texto/ [...]
admin said,
novembro 17, 2011 @ 7:55 pm
Grato pela elegância, Thatiany.
Fatima said,
novembro 18, 2011 @ 12:34 am
Obrigada mais uma vez, voce nem imagina como me ajudou. É muito bom saber que podemos contar com você, bjos
admin said,
novembro 18, 2011 @ 8:19 am
Fatima:
Embora faça apenas faço a minha parte para poder dormir sossegado, é sempre bom ter o trabalho reconhecido como útil.
Grato pela gentileza e volte sempre. Bjos.
Dalton.
wartrol reviews said,
dezembro 1, 2011 @ 3:16 pm
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Kim Stroer said,
dezembro 1, 2011 @ 8:03 pm
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Laurence Morda said,
dezembro 2, 2011 @ 11:18 pm
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Rafael Bosak said,
dezembro 12, 2011 @ 12:01 am
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bowtrol reviews said,
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dezembro 15, 2011 @ 4:58 pm
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Marília Andrade said,
fevereiro 17, 2012 @ 11:36 am
Olá, eu curso o 3º ano do ensino médio e meu professor de Literatura iniciou um projeto com a nossa turma, chama-se Momento Cultural, no qual cada semana um aluno(sorteado) faz uma pequena apresentação interpretando e anlisando algo que gosta, algum filme, livro, texto, música…
Gosto muito de interpretação de músicas e queria fazer a minha apresentação voltada para esse aspecto.
Estou pensando em fazer uma análise da música roda-viva, relacionando-a com a peça(de mesmo nome) e a situação da época, a ditadura militar.
Gostei muito da análise que você fez sobre a música “pra não dizer que não falei das flores” e sobre a relação que ela tem com a peça Roda-viva. Você pode me dar uma ajudinha????
Mesmo que não possa. Ainda assim agradeço desde já, pois você ja ajudou bastante. Obrigada.
Marília Andrade said,
fevereiro 17, 2012 @ 12:20 pm
Se puder me ajudar, seria bom que respondesse para o meu email. Obrigada.
Giselle said,
março 7, 2012 @ 8:53 pm
Dalton,
excelente sua análise, me esclareceu várias dúvidas sobre a música, o significado do título, a relação entre Vandré e Chico etc. Ministro um módulo para alunos do ensino médio que se chama “as questões sociais na música”. Iniciei com essa música e sua análise vai enriquecer muito o debate. Obrigada!
admin said,
março 7, 2012 @ 9:17 pm
Giselle:
Fico feliz por ter-lhe sido útil, principalmente, pelo fato de você levar as suas observações para os jovens. Se você pesquisar o Índice Geral, no cabeçalho do Sapiens, encontrará um bom material sobre o assunto. Da Disparada até o Admirável Gado Novo. Da Roda-Viva a Calabar etc.
Grato pela visita, pela elegância e volte sempre.
Dalton
sthefani santos said,
março 18, 2012 @ 4:09 pm
Meus parabens!!!
queria muito que vc analizasse as musicas ‘construção e cálice’ do chico buarque,se possivel é claro!
pesquiso muito sobre isso mas não achei nenhuma analise tão sintética quanto a sua!
Se for possivel me mande por email a confirmação dessa analise ou pode ser algo nao tao grandioso quanto essa do Vandré!
Muito grata!
Sthefani
admin said,
março 18, 2012 @ 4:41 pm
Sthefani:
Fico devendo o Cálice, mas Construção eu já postei neste endereço:
Construção
http://mpbsapiens.com/construcao-poetica-e-texto/
Grato pela visita, pela elegância e volte sempre.
Dalton.
junilce said,
junho 2, 2012 @ 5:10 pm
eu quero saber o significado por que o título da música Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores todas palavras inicia com letra maiúscula. Adorei as análises, aprendi muito.
admin said,
junho 2, 2012 @ 7:29 pm
Junilce:
Normalmente usa-se maiúsculas nos títulos das obras. Quado ele apresenta palavras longas e poucas curtas, costuma-se iniciar somente as longas com maiúsculas. Como esse título tem um monte de palavras curtas, às vezes opto por colocar todas iniciando dessa maneira, mas creio que não haja uma regra para isso. Se houver uma, volte aqui e explique-nos para que possamos aprendê-la.
Grato pelo comentário e volte sempre.
Dalton.
Toni said,
setembro 1, 2012 @ 7:04 pm
Danço em um CTG no Rio Grande do Sul e usamos “Pra não dizer que não falei das flores” como coreografia este ano em um concurso, a coreografia foi desclassificada, pois eles alegaram ser um protesto. O que vocês acham ? Penso que é errado, pois estamos em pleno século XXI e fazem alguns anos já que a ditadura acabaou. Aqui está o link do vídeo se quiserem dar uma olhada, vale a pena. http://www.youtube.com/watch?v=7F2sj4rhxAE