fevereiro 16, 2008
· Arquivado na categoria Versificação
Longe de qualquer pretensão em ousar chamá-lo de Dicionário, a postagem deste Breve Glossário se presta mais à busca rápida e parcial dos significados dos termos técnicos presentes na Versificação.
Qualquer maior entendimento de cada termo técnico requer uma consulta aos ítens presentes na página Ciência Poética, que podem informar melhor com maiores detalhes e exemplos.
Qualquer contribuição dos senhores leitores será muito bem vinda, e devidamente registrada a colaboração de quem assim o faça.
Bom Estudo!
Aférese – É um recurso usado na formação da Sílaba Poética, ocorrendo a supressão de som no início do vocábulo. Ex: es ta va – ´s ta va.
Alexandrino Anapéstico – É o dodecassílabo cujas doze sílabas estão distribuídas em quatro Anapestos.
Alexandrino Clássico – É um verso com doze sílabas, conhecido também como Dodecassílabo, cuja fortíssima cadência 3-6-9-12 dá também o nome de Alexandrino Tetrâmetro (4 metros), ou mesmo Alexandrino Anapéstico, pelos quatro metros Anapestos. Tal verso exige a Cesura imediata após a sexta sílaba, posicionada preferencialmente em vocábulo oxítono. Caso esteja situada num paroxítono, exige-se que termine em vogal, seguida por outra sílaba átona começada por vogal ou h. Este Alexandrino não admite Cesura em vocábulo proparoxítono.
Alexandrino Espanhol – É uma versão espanhola, com treze sílabas, do original Alexandrino Francês, com única exigência de cadência interna na sexta ou sétima sílaba. Dos nossos poetas, Castro Alves foi quem mais o utilizou.
Alexandrino Francês – É um verso com doze sílabas, cujo auge ocorreu na Poesia Francesa.
Alexandrino Romântico – É um verso dodecassílabo que exige a cadência nas sílabas 4-8-12. É conhecido também pelo nome de Alexandrino Trímetro (3 Metros Bijâmbicos). Tais Alexandrinos são os preferidos dos poetas da MPB, mas antes ficou consagrado pelo poeta brasileiro Olavo Bilac, que até mudou nome e sobrenome para obtê-lo:
o LA vo BRÁS mar TINS dos GUI ma RÃES bi LA c
Alexandrino Tetrâmetro – É o dodecassílabo cujas sílabas estão distribuídas em quatro Metros.
Alexandrino Trímetro – É o dodecassílabo cujas sílabas estão distribuídas em três Metros.
Alexandrino Vitor Hugo – É um verso dodecassílabo, que apresenta a Cadência 2-6-8-12, e foi desenvolvido por tal poeta francês.
Aliteração - É um Recurso Sonoro onde se busca a repetição de uma consoante ao longo do verso.
Anáclase – É a construção de uma sílaba poética a partir da fusão de vogais, uma que finaliza à última sílaba do verso anterior, com outra que inicia à primeira sílaba do verso posterior. Ocorre normalmente com sílabas átonas dos dois versos.
Anáfora – É um Recurso Sonoro que se usa da repetição do mesmo vocábulo numa mesma posição em distintos versos.
Anapesto – É um Pé de Verso, ou Metro, com três tempos (ternário), que apresenta os dois primeiros deles fracos e o último forte – duas sílabas átonas seguidas de uma Tônica.
Apócope – É um recurso usado na formação da Sílaba Poética onde ocorre a supressão de som no fim do vocábulo. Ex: már mo re – mar mor´.
Arte Maior – Embora tal nome sirva também para caracterizar os versos que tenham mais de sete sílabas, já que os com menos de sete são conhecidos por Arte Menor, é um decassílabo que apresenta cadência interna nas sílabas 2-5-8.
Assonância – É um Recurso Sonoro onde se busca a repetição de uma vogal ao longo do verso.
Balada – É uma Construção Poética de Forma Fixa formada por três estrofes longas e uma outra, que é a exata metade delas, na quantidade de versos, que se presta como Refrão repetitivo.
Bijâmbico – É um Pé de Verso, ou Metro, com quatro tempos (quaternário), que representa à soma de dois Jambos, com o primeiro tempo forte levemente mais fraco que o segundo.
Cadência Poética – É o estudo do posicionamento das sílabas tônicas e átonas no verso. Também conhecido como Ritmo Poético.
Cavalgamento – É um recurso poético, surgido na poesia francesa com o nome Enjambement, que consiste em se transferir para um verso, posterior ou anterior, parte do conteúdo sintático de outro com a contagem silábica iniciando na parte transferida para o anterior, ou terminando na transferida para o posterior.
Cesura – É o ponto de separação entre os Hemistíquios (metades) de um verso longo.
Ciência Poética – É o conjunto de regras comuns às Construções Poéticas. É também conhecida por Versificação.
Coreu – É um Pé de Verso, ou Metro, com dois tempos (binário), que apresenta o primeiro deles Forte e o segundo fraco – uma sílaba Tônica seguida de outra átona. Também conhecido pelo nome de Troqueu.
Coriambo – É um Pé de Verso, ou Metro, com quatro tempos (quaternário) resultante da junção de um Coreu com um Iambo, como o próprio nome indica. Apresenta o primeiro tempo Forte, seguido de dois fracos, seguidos de outro Forte – uma sílaba Tônica, seguida de duas átonas, seguidas de outra Tônica.
Crase – É um recurso usado na formação da Sílaba Poética que consiste em juntar duas vogais idênticas, uma finalizando à palavra anterior e outra iniciando à posterior.
Dáctilo – É um Pé de Verso, ou Metro, com três tempos (ternário), que apresenta o primeiro deles Forte e os dois outros fracos – uma sílaba Tônica seguida de duas átonas.
Decassílabo – É um verso com dez sílabas e que apresenta quatro tipos especiais: Heróico, Sáfico, Gaita Galega e Arte Maior.
Décima – É o nome da estrofe que contém dez versos. Geralmente é uma junção de Quadra com uma Sextilha, ou mesmo de duas Quintilhas.
Décima Espinela – É um tipo de Décima criada pelo poeta espanhol Vicente Espinel, entre os séculos XVI e XVII, que consiste em apresentar três grupos de rimas. Um que ligue os versos 1, 4 e 6. Outro que ligue 2 e 3. Outro que ligue 5, 7 e 10. Outro ligando os versos 8 e 9.
Diérese – É um recurso usado na formação da Sílaba Poética que transforma um hiato num ditongo. Ex: a guen ta – a gu en ta.
Dissílabo – É um verso que possui duas sílabas. É usado com pouca frequência e visa na maioria das vezes apenas a obter efeitos sonoros, quando combinado com versos longos.
Dístico – É o nome da estrofe que contém dois versos.
Dodecassílabo – É um verso com doze sílabas conhecido também como Alexandrino. Possui três tipos mais conhecidos: Alexandrino Clássico, Alexandrino Romântico e Alexandrino Vitor Hugo.
Efeitos Sonoros – São as sonâncias que trabalham junto com as rimas. Enquanto a rima ataca pela objetividade do texto em seu desenvolvimento lógico, alguns Efeitos Sonoros perambulam entre os nossos sensos concreto e abstrato.
Elipse – É um recurso usado na formação da Sílaba Poética onde a primeira vogal perde a ressonância nasal: “com+o = c´o – co´a = com + a”:
Elisão – É um recurso usado na formação da Sílaba Poética onde a vogal final da palavra anterior perde o som para a vogal inicial da palavra seguinte.
Eneassílabo – É um verso com nove sílabas, que quando acentuado nas sílabas 3-6-9 recebe o nome de Gregoriano Anapéstico (3 pés Anapestos), muito usado nos hinos.
Escandir – É o ato de separar e determinar as sílabas poéticas de um verso. O mesmo que Escansão.
Espondeu – É um Pé de Verso, ou Metro, com quatro tempos (quaternário), que apresenta o primeiro deles fraco, seguido de dois Fortes, seguidos de outro fraco – uma sílaba átona, seguida de duas Tônicas, seguidas de outra átona. Normalmente, na poesia latina, esse pé surge mais com o nome de Efeito Espondaico, como resultante da soma de dois outros pés em sequência, que juntem duas sílabas tônicas em tempos imediatos.
Ex: mas EIS / que che GA-A / RO da / VI va – sequência jambo-anapesto-coreu-coreu.
Estrofação – É o estudo das construções e usos das estrofes nos poemas.
Estrofe – É um grupo de versos que se presta, tanto à totalidade de um Poema, quando feito em bloco único de versos, quanto a um fragmento filosófico do contexto do poema .
Estrofe Composta – É a estrofe formada por Versos Irregulares.
Estrofe Livre- É o nome da estrofe que contém mais do que dez versos. Também conhecida por Estrofe Polimétrica.
Estrofe Polimétrica – É o nome da estrofe que contém mais do que dez versos. Também conhecida por Estrofe Livre.
Estrofe Simples – É a estrofe formada por Versos Regulares.
Gaita Galega – É um decassílabo que apresenta na cadência interna 3-7 ou 4-8 como sílabas tônicas.
Gregoriano Anapéstico – É um verso com nove sílabas, que por ser acentuado nas sílabas 3-6-9 é a soma de três pés Anapestos. Muito usado nos hinos.
Hemistíquio – É cada uma das metades de um verso longo. Ao ponto que separa os hemistíquios, dá-se o nome de Cesura.
Hendecassílabo – É um verso com onze sílabas que possui quatro tipos principais: Arte Maior, Guerra Junqueiro, Hermes Fontes e Chico Buarque (eu que criei esse tipo).
Hendecassílabo Arte Maior – É o verso que dentre as onze sílabas tem a cadência interna 2-5-8.
Hendecassílabo Chico Buarque – É o verso que dentre as onze sílabas tem a obrigatoriedade de cadência interna nas sílabas 2-6-8 ou 9. Presente na composição O Que Será? Exatamente a pergunta que me fiz ao analisá-la pela primeira vez.
Hendecassílabo Guerra Junqueiro – É o verso, criado por tal poeta, que dentre as onze sílabas tem a obrigatoriedade de cadência interna somente na quinta sílaba, com as demais tonicidades, a gosto do poeta.
Hendecassílabo Hermes Fontes – É o verso, criado por tal poeta, que dentre as onze sílabas tem a obrigatoriedade de cadência interna nas sílabas 3 e 7.
Heptassílabo – É um verso com sete sílabas, mais conhecido por Redondilha Maior. É o verso mais popular da Poesia Brasileira.
Heróico – É um decassílabo que apresenta na cadência interna a sexta sílaba como tônica.
Heróico Quebrado – É um verso com seis sílabas, que por estar acentuado na sexta sílaba, é uma derivação do decassílabo Heróico. Conhecido também por Hexasílabo.
Hexassílabo – É um verso com seis sílabas, que por estar acentuado na sexta sílaba é mais conhecido pelo nome de Heróico Quebrado, como derivação do decassílabo Heróico.
Hiato Intervocabular – É um recurso usado na formação da Sílaba Poética, considerado por alguns como “afrouxo de verso” e por outros como “realce de palavras”. Ex: An tes que-o-a mor a ca be.
Iambo – É um Pé de Verso, ou Metro, com dois tempos (binário), que apresenta o primeiro deles fraco e o segundo Forte – uma silaba átona seguida de outra Tônica. Também conhecido pelo nome de Jambo.
Jambo - É um Pé de Verso, ou Metro, com dois tempos (binário), que apresenta o primeiro deles fraco e o segundo Forte – uma silaba átona seguida de outra Tônica. Também conhecido pelo nome de Iambo.
Lira – É o conjunto de obras que constitui o acervo de cada poeta. Antologia.
Métrica – É o estudo do número de sílabas poéticas que determinam o comprimento do verso.
Metro – É cada um dos conjuntos rítmicos (pé) que constituem um verso. Também conhecido por Pé de Verso.
Monossílabo – É um verso que possui uma sílaba. É usado com pouca frequência e visa, na maioria das vezes, apenas a obter efeitos sonoros, quando combinado com versos longos.
Mote – É uma abreviação de Motivo para se compor versos.
Nona – É o nome da estrofe que contém nove versos.
Octossílabo – É um verso com oito sílabas. Quando acentuado na quarta sílaba é chamado de Sáfico Quebrado, por derivação do decassílabo Sáfico. Se possuir cadência nas sílabas 2-5-8 receberá o nome de Quebrado de Arte Maior, como derivação do decassílabo Arte Maior.
Onomatopéia – É um Recurso Sonoro onde se busca imitar o som de algo através de vocábulos.
Oitava – É o nome da estrofe que contém oito versos.
Oitava Heróica – É a estrofe que apresenta oito versos decassílabos com Rimas Alternadas nos seis primeiros e Paralelas nos dois últimos.
Oitava Lírica – É uma estrofe cujos versos são uma junção de duas Quadras feita por dois aspectos: Continuidade de pensamento e rima relacionando os versos 1 e 5 ou 4 e 8.
Pé Binário – É o Pé de Verso que utiliza dois tempos rítmicos.
Pé de Verso – É cada um dos conjuntos rítmicos que constituem um verso. Também chamado de Metro.
Pentassílabo – É um verso com cinco sílabas, mais conhecido por Redondilha Menor.
Pé Quaternário – É o Pé de Verso que utiliza quatro tempos rítmicos.
Pé Ternário – É o Pé de Verso que utiliza três tempos rítmicos.
Poema – É um texto completo descrito em versos.
Poema Irregular – É o nome do poema que apresenta versos com diferentes comprimentos. Também conhecido como Verso Irregular.
Poema Lírico – É o poema cujas estrofes apresentam a mesma rima no último verso de cada.
Poema Regular – É o nome do poema cujos versos apresentam idênticos comprimentos. Também conhecido como Verso Regular.
Poesia – Originalmente servia como sinônimo de Poema, que é um texto completo descrito em versos. Ao longo dos anos seu significado se apropriou mais à definição de Belo qualquer.
Quadra – É nome da estrofe que contém quatro versos.
Quebrado de Arte Maior – É um verso com oito sílabas, que por possuir cadência nas sílabas 2-5-8 recebe o nome derivado do decassílabo Arte Maior.
Quebrado de Redondilha Maior – É um verso com quatro sílabas, também conhecido pelo nome Tetrassílabo.
Quintilha – É o nome da estrofe que contém cinco versos.
Quintilha Heróica- É um tipo cujos cinco versos apresentam a mesma rima. Poesia Inglesa.
Redondilha Maior – É um verso com sete sílabas, também conhecido como Heptassílabo. É o verso mais popular da Poesia Brasileira.
Redondilha Menor – É um verso com cinco sílabas, também conhecido como Pentassílabo.
Refrão – É uma estrofe que, por questões de realce textual, se repete entre as demais estrofes num poema, ficando ao gosto do poeta a quantidade e forma de repetição.
Rima – É a semelhança sonora entre duas palavras à partir da vogal tônica comum a ambas. Convém lembrar que o termo, semelhança, surgiu no conceito recentemente, pois, em origem, a rima exigia Identidade de sons nas palavras desde as vogais tônicas.
Rima Aguda – É a rima situada em vocábulos oxítonos.
Rima Boa – É a rima que envolve palavras de mesma categoria gramatical e sons não vulgares.
Rima De Eco – É uma Rima Interna que envolve a duas tônicas de palavras imediatas. Deu origem ao Verso Ecóico.
Rima Esdrúxula – É a rima situada em vocábulos proparoxítonos. Também chamada por Dáctila.
Rima Grave – É a rima situada em vocábulos paroxítonos.
Rima Dáctila – É a rima situada em vocábulos proparoxítonos. Também chamada por Esdrúxula.
Rima Consoante ou Perfeita – É a rima que apresenta identidade de sons, ou a rima original.
Rima Interna – É a rima que ocorre no interior do próprio verso.
Rima Leonina – É uma Rima Interna que pode envolver início, centro e fim do próprio verso. Deu nome ao Verso Leonino.
Rima Pobre – É a rima que envolve palavras de mesma categoria gramatical e com sons vulgares.
Rima Rara – É a rima com sonância de raríssimo uso, independente da categoria gramatical. O quilate da rima é proporcional à quantidade de letras idênticas que precedam à vogal tônica da sonância.
Rima Rica – É a rima que envolve palavras com Categorias gramaticais diferentes e sons não vulgares.
Rima Toante ou Imperfeita – É a rima que apresenta sons apenas semelhantes com identidade nas vogais tônicas.
Rima Vulgar – É a rima que envolve palavras com categorias gramaticais diferentes e sons vulgares.
Rimas Alternadas – São Rimas de Extremidades colocadas em versos alternados no esquema: 1 com 3 e 2 com 4.
Rimas Centrais – São Rimas Externas colocadas nos centros dos versos.
Rimas Cruzadas de Eco – São Rimas Externas que compreendem o final do verso anterior como princípio do verso posterior.
Rimas Cruzadas Simples – São Rimas Externas que compreendem o final do verso anterior com o centro do posterior.
Rimas de Extremidades – São as Rimas Externas colocadas nos finais dos versos.
Rimas de Início – São as Rimas Externas colocadas nos inícios dos versos.
Rimas Externas – São as rimas que servem a distintos versos pela Sonância Comum.
Rimas Opostas – São Rimas de Extremidades colocadas em versos opostos no esquema: 1 com 4 e 2 com 3.
Rimas Paralelas – - São Rimas de Extremidades colocadas em versos imediatos no esquema: 1 com 2 e 3 com 4.
Ritmo Poético – É o estudo do posicionamento das sílabas tônicas e átonas no verso. Também conhecido como Cadência Poética.
Sáfico – É um decassílabo que apresenta na cadência interna a quarta e a oitava sílabas como tônicas.
Sáfico Quebrado – É um verso com oito sílabas, que por ser acentuado na quarta sílaba é derivado do decassílabo Sáfico.
Sétima – É o nome da estrofe que contém sete versos, cujo auge ocorreu na Poesia Trovadoresca.
Sextilha - É o nome da estrofe que contém seis versos. Normalmente desdobrável em dois Tercetos.
Sílaba Poética – É a menor parte do Pé de Verso.
Sinalefa – É um recurso usado na formação da Sílaba Poética, onde a vogal que finaliza a sílaba da palavra anterior perde a autonomia silábica, tornando-se semivogal num ditongo com a vogal inicial da primeira sílaba da palavra posterior.
Síncope - É um recurso usado na formação da Sílaba Poética onde ocorre a supressão de som no meio do vocábulo. Ex: es pe ra va – es pr´a va.
Sinérese – É um recurso usado na formação da Sílaba Poética que transforma ditongo em hiato num vocábulo. Ex: a li ás – a liás.
Soneto – É uma Construção Poética de Forma Fixa que utiliza catorze versos.
Soneto Inglês - É o tipo de soneto, mais recente em nossa literatura, cujos catorze versos são dispostos em três Quadras e um Dístico, apresentando neste último Rima Paralela.
Soneto Italiano – É o tipo de soneto cujos catorze versos são distribuídos em duas Quadras e dois Tercetos, com pelo menos um grupo de rimas comum aos dois Tercetos. Originalmente se exigia que fosse feito inteiro em Versos Regulares com a métrica dos Decassílabos Heróicos.
Terceto – É o nome da estrofe que contem três versos.
Tetrassílabo – É um verso com quatro sílabas, também conhecido pelo nome Quebrado de Redondilha Maior.
Timbre – É a tonicidade da palavra que finaliza um verso, ou se presta à rima com outro. Pode ser Agudo, quando se refere a palavra oxítona, Grave na paroxítona e Dáctilo na proparoxítona.
Trissílabo - É um verso com três sílabas. Combina bem com os versos de 7 e/ou 10 sílabas.
Troqueu – É um Pé de Verso, ou Metro, com dois tempos (binário), que apresenta o primeiro deles Forte e o segundo fraco – uma sílaba Tônica seguida de outra átona. Também conhecido pelo nome de Coreu.
Versificação - É o estudo do Verso, também conhecida por Ciência Poética.
Versificação Irregular – É o estudo dos poemas que apresentem versos com distintas quantidades de sílabas ou diferentes comprimentos.
Versificação Regular – É o estudo dos poemas que apresentem versos com idênticas quantidades de sílabas ou idênticos comprimentos.
Verso – É o texto disposto em sílabas, poéticas ou gramaticais, cujas quantidades obedecem a uma estética compatível com as regras da Ciência Poética.
Verso Agudo – É o nome do verso terminado em palavra oxítona. Também conhecido por Verso Masculino.
Verso Anacíclico – É o nome do verso que pode ser lido tanto da esquerda para a direita, quanto da direita para a esquerda com a mesma sequência nas letras, ou caracteres alfabéticos. Também conhecido pelos nomes de Verso Sotádico, Verso Palíndromo.
Ex: Até Reagan sibarita tira bisnaga ereta (Chico Buarque).
Verso Anapéstico – É o nome do verso formado unicamente por pés Anapestos.
Verso Bárbaro – É um verso com catorze sílabas que exige cadência interna apenas na sétima sílaba, ficando as demais ao gosto do poeta. A grosso modo, representa à soma de dois Redondilhas Maiores (com o primeiro sendo Agudo) como Hemistíquios, mas ao contrário dos Alexandrinos Clássicos, não exigem nenhuma regra quanto à Cesura. Teve maior destaque na Poesia Italiana.
Verso Bi Ropálico – É o nome do verso que apresenta o crescimento gradativo de uma sílaba na sequência das palavras, e depois uma diminuição gradativa de uma sílaba na sequência delas, de modo a terminar com uma palavra com o mesmo número de sílabas com que iniciou.
Exemplo: Não / pos so / en ten der / di rei to / co mo / foi.
Verso Branco – É o nome do verso que não rima com qualquer outro do Poema, ou mesmo com nenhum outro numa estrofe cujas quantidades sejam superiores às das Sextilhas.
Verso Corrente – É o nome do Poema cujos versos apresentem autonomia de texto, bastante à reorganização dos mesmos em outras posições diferentes das originais, de forma a apresentarem novos textos coerentes, qual elos de uma corrente.
Verso Dactilo – É o nome do verso formado exclusivamente por pés Dáctilos.
Verso Dáctílico – É o nome do verso terminado em palavra proparoxítona.
Verso de Pé Quebrado – É o nome do verso que se apresenta com diferente comprimento, ou ritmo, num Poema Regular, ou mesmo diferente ritmo num Poema Irregular. Conhecido também por Verso Manco.
Verso Dímetro – É o verso formado por dois Pés de Verso.
Verso Ecóico – É o verso que apresenta Rima de Eco no seu interior.
Verso Feminino – É o nome do verso terminado em palavra paroxítona. Também conhecido por Verso Grave.
Verso Grave – É o nome do verso terminado em palavra paroxítona. Também conhecido por Verso Feminino.
Verso Heptâmetro- É o verso formado por sete Pés de Verso.
Verso Hexâmetro- É o verso formado por seis Pés de Verso.
Verso Iambo – É um verso feito em homenagem aos Pés Iambos, que a Poesia Satírica Francesa criou e consiste em combinar Versos Jâmbicos de 12 sílabas (6 pés) com outros de 8 sílabas (4 pés).
Verso Irregular – É o nome do poema que apresenta versos com diferentes comprimentos. Também conhecido como Poema Irregular.
Verso Jâmbico – É o nome do verso formado exclusivamente por pés Jambos.
Verso Leonino – É o verso em que ocorrem rimas envolvendo centro, meio e fim. Conceito derivado da Rima Leonina.
Verso Livre – Temos para o Verso Livre dois conceitos atrelados a dois Movimentos Literários:
Verso Livre Parnasiano – O Parnasianismo Brasileiro foi quem primeiro tratou do Verso Livre, como resultado do Poeta Livre, que teve, a partir de então, a possibilidade de escolha entre o Verso Regular ou o Verso Irregular. Uma vez definida a forma, o poema teria de ser inteiro nela.
Verso Livre Modernista- O poeta deveria fazer o poema com versos escorados somente no Equilíbrio Semântico, estando proibido de usar alguns recursos poéticos, como Cavalgamento e Rimas.
Verso Manco – É o nome do verso que se apresenta com diferente comprimento, ou ritmo, num Poema Regular, ou mesmo diferente ritmo num Poema Irregular. Conhecido também por Verso de Pé Quebrado.
Verso Masculino – É o nome do verso terminado em palavra oxítona. Também conhecido por Verso Agudo.
Verso Pentâmetro- É o verso formado por cinco Pés de Verso.
Verso Palíndromo – É o nome do verso que pode ser lido tanto da esquerda para a direita, quanto da direita para a esquerda com a mesma sequência nas letras, ou caracteres alfabéticos. Também conhecido pelos nomes de Verso Anacíclico e Verso Sotádico.
Ex: Até Reagan sibarita tira bisnaga ereta (Chico Buarque).
Verso Regular – É o nome do poema cujos versos apresentam idênticos comprimentos. Também conhecido como Poema Regular.
Verso Ropálico – É o nome verso que apresenta o crescimento, ou a diminuição gradativa de uma sílaba na sequência das palavras que o compõem. Exemplo: Não / pos so / en ten der.
Verso Sotádico – É o nome do verso que pode ser lido tanto da esquerda para a direita, quanto da direita para a esquerda com a mesma sequência nas letras, ou caracteres alfabéticos. Também conhecido pelos nomes de Verso Anacíclico, Verso Políndromo, ou mesmo pela corruptela do último, Verso Palíndromo.
Ex: Até Reagan sibarita tira bisnaga ereta (Chico Buarque).
Verso Tetrâmetro- É o verso formado por quatro Pés de Verso.
Verso Trímetro- É o verso formado por três Pés de Verso.
Verso Trocáico – É o nome do verso formado exclusivamente por pés Troqueus.
Verso Único – É o nome da estrofe que contém só um verso.
Verso Unímetro – É o verso formado por um só Metro ou Pé de Verso.
del.icio.us isto!