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| http://mpbsapiens.com/a-versificacao-e-a-estrofe/ |
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| A mais antiga Forma Fixa dos Poemas. Até a década de oitenta passada, se |
| imaginava terem surgido as Baladas na Idade Média. Ocorre que algumas |
| pesquisas antropológicas da Escrita Minóica Linear C, (escrita grega de 3.000 |
| anos atrás), feitas em tal década de oitenta, mostraram alguns poemas de |
| exaltação a Dionísio (Baco) com repetitivas estrofes curtas entre as longas. |
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| No entanto não se pode precisar se ocorriam na forma de Cântico ou de |
| Recitação, mas comprovadamente já eram presentes na Poesia Grega Clássica. |
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| Na Idade Média a Balada surgiu inicialmente na forma de Canto, acompanhado |
| de Coreografia. Posteriormente virou só Recitação Lírica e a partir do século |
| XIV ganhou os moldes que mais se assemelham aos atuais, com três estrofes |
| Oitavas entremeadas por mesma Quadra repetitiva. |
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| Por ocasião do Trovadorismo a Balada voltou a ser cantada e coreografada, só |
| que, aproveitando à série de acordos entre os poetas e os gramáticos da época, |
| que permitiram inclusive o surgimento da Versificação Irregular, a Balada |
| ganhou maior liberdade métrica, tanto nos versos quanto nas estrofes. |
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| Deixou de ser obrigatório a sua feitura em Versos Regulares, bem como uma |
| nova regra para a Estrofação, o que acabou dando à Balada esta definição: |
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| Formada por três estrofes longas com uma meia estrofe como Refrão, repetida |
| entre cada uma das grandes; cabendo ao poeta a opção do Lirismo, mas para |
| isso todas as estrofes longas deveriam terminar em mesmas rimas Assonantes. |
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| Embora de feitura mais simples, o conjuto das estrofes Oitavas com as Quadras |
| não mais seriam obrigatórias na Balada, podendo-se combinar Décimas com |
| Quintilhas, ou mesmo Sextilhas com Tercetos. |
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| A composição Meu Refrão, do Chico, é um bom exemplo de Balada Lírica no |
| conjunto Oitava-Quadra: |
| http://mpbsapiens.com/meu-refrao-analise-poetica/ |
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| Outro exemplo de Balada Lírica, só que no conjunto Sextilha-Terceto, é esta |
| Bossa Àbalada. Bossa Nova de minha autoria com Jeff Nazareno, que canta: |
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| É |
| Samba e jazz se uniram na canção |
| Alf |
| Tom Jobim, Vinícius de Moraes |
| E um João tirando em violão |
| O som dos ancestrais |
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| Refrão |
| A bossa nova dos meus mares |
| Apesar dos pesares se refaz |
| Nas catedrais dos mesmos bares |
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| Pois |
| Os destinos da MPB (emêpebê) |
| Tem |
| Seus caminhos afro-tropicais (acordes de “Segura o Tcham”) |
| Muita coisa em que hoje se crê |
| Não lembra o som jamais |
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| Refrão |
|
| Se |
| De um barquinho eu faço um galeão |
| Que |
| A Balada carrega pra trás |
| É porque nos mares da canção |
| Navegam Toms, Moraes… |
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| Refrão |
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| O título foi para mostrar que a Bossa Nova estava “Abalada” com tudo o que |
| ocorria com a MPB na época em que a escrevi. Como a construção poética foi |
| em Balada, apenas coloquei Àbalada, com crase, para atender às duas idéias. |
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| Mesmo porque as notas eram surdas |
| Quando um deus sonso e ladrão |
| Fez das tripas a primeira Lira |
| Que animou todos os sons |
| E daí nasceram as Baladas |
| E os arroubos de bandidos como eu |
| Cantando assim…. Choro Bandido (Chico e Edu Lobo) |
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| Se hoje temos a composição musical, cantada e com letra, devemos isso ao |
| primeiro poeta grego que inventou a Balada. |
How I Lost Thirty Pounds in Thirty Days said,
maio 27, 2009 @ 4:09 pm
I was just now googling around about this when I found your post. I’m only dropping by to say that I truly liked reading this post, it’s really clear and well written. Are you thinking of writing more on this? It looks like there’s more fodder here for future posts.
admin said,
maio 27, 2009 @ 6:10 pm
Dear:
Post on Ballad is alone an item of post Poetical Science, whose study it is necessary for the agreement of the texts of the musical compositions of the MPB (Música Brazilian Popular).
I am happy that it has discovered my site and liked it. It is clearly a signal of that the Poetry and the Melody do not have borders.
Grateful
My Amazing Weight Loss Story said,
maio 28, 2009 @ 9:17 pm
Thanks for writing, I very much liked your latest post. I think you should post more often, you evidently have natural ability for blogging!
admin said,
maio 28, 2009 @ 9:51 pm
Dear:
Study the workmanship of Chico Buarque, as central star of the MPB since 1977, but unhappyly never I had money to edit a book. As now they had appeared the Blogs, I can the least write of favour.
Grateful For its Attention and Stimulaton!
Fique por dentro Balada » Blog Archive » A Balada Poética É | MPB Sapiens said,
junho 8, 2009 @ 3:44 pm
[...] ocorria com a MPB na época em que a escrevi. Como a construção poética … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
admin said,
junho 8, 2009 @ 5:25 pm
Caros Colegas:
Fico feliz por poder colaborar.
Grato e Abraços.
Sabrina said,
junho 14, 2010 @ 12:39 pm
Muito boa esta informação muito obrigada, pois usei estas informações em um trabalho escolar sobre o que é balada poética.
Deus te abençoe até a proxima!
admin said,
junho 14, 2010 @ 6:29 pm
Sabrina:
Fico muito contente cada vez que um estudante consegue alcançar o seu objetivo por aqui, pois é esse o meu objetivo maior.
Grato pela visita e volte sempre
Dalton.
renata said,
abril 28, 2011 @ 2:12 pm
nossa, q bom q existem poucos sites como estes q sabem bem explicar o que realmenete estamos procurando em nossos trabalhos.
renata said,
abril 28, 2011 @ 2:12 pm
nossa, q bom q existem poucos sites como estes q sabem bem explicar o que realmente estamos procurando em nossos trabalhos.
renata said,
abril 28, 2011 @ 2:19 pm
q bom q finalmente achei um site q não fale so de baladas no sentido de festa. Até parece q não tem um pingo de cultura.OBRIGADO POR NÃO SE IGUALAREM AOS INSENSATOS IGNORANTES.
admin said,
abril 29, 2011 @ 7:55 am
Renata:
Nas últimas décadas, a Versificação foi um tema praticamente ausente do ensino da Língua Portuguesa no Brasil, tendo as palavras comuns a ela adquirido significados cada vez mais distantes do original, o que é conhecido por Neologismo.
Não existe esse nome Balada Poética, porque é um pleonasmo, já que, originalmente, o termo Balada nasceu na Poesia Grega Clássica como um tipo de construção poética de forma fixa. Mas tive que usá-lo, pois ao longo dos anos tal construção poética começou a habitar as letras de canções e Trovas, Balada começou a ser entendida também como Poesia Cantada, que deu origem ao termo Cantata.
Como, inicialmente, os trovadores tinham hábitos noturnos para mostrarem as suas trovas, o termo ficou associado à idéia de música noturna de seresteiros. Daí ficou fácil transformá-lo no “agito noturno” usado atualmente.
O próprio termo Poesia, que antes significava escrever um texto em versos, hoje é usado como sinônimo de Belo para qualquer coisa, até jogada de futebol, já que certos jogadores já tiveram, segundo os narradores e comentaristas, seus gols comparados a poemas.
Fico feliz que ainda haja gente que busque a originalidade dos significados nas palavras.
Grato pela visita, pela elegância e volte sempre.
Dalton.
Prestashop Templates said,
novembro 7, 2011 @ 12:29 am
Sources…
[...]here are some links to sites that we link to because we think they are worth visiting[...]…
Francisco Gomes da Silva said,
dezembro 11, 2011 @ 6:44 pm
Estou escrevendo um Abecë sobre o Haiti, gostaria de algumas informacoes a constituicao do Abece…
Estou em Port-au-Prince , Haiti, em missao de paz da ONU.
admin said,
dezembro 11, 2011 @ 9:24 pm
Caro Francisco:
O vocábulo Abecê serve geralmente para definir o princípio, ou o estudo, de um monte de coisas: O Abecê original é o das letras do Abecedário de certa escrita, como esta, por exemplo.
Partindo da idéia de que você queira saber sobre o Abecê da Língua Portuguesa a coisa fica bem ampla, pois vai desde o estudo dos primeiros sons de sílabas ao das formações das palavras: Prefixo + Radical + Sufixo.
Em tal área, a minha especialidade por aqui é a da Construção Poética e a de Rimas Brasileiras.
Sobre qual tipo de Abecê você gostaria de tratar?
Posso ajudá-lo sim, mas desde que saiba por onde começar.
Grato pela confiança e volte.
Dalton.