A Alvorada Das Letras
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1944 – O Brasil estava no período histórico do penúltimo ano da ditadura Vargas caracterizada por guerras internas, criação da nossa primeira constituição, capital no Rio de Janeiro, segunda guerra mundial no fim, sistema ferroviário bem evoluído graças a investidores ingleses, criação de sindicatos, dívida externa caindo, força política do Integralismo no governo, imprensa incentivando o americanismo e malhando o Getúlio.
Embora tivéssemos um regime de extrema direita, havia uma elite socialista barulhenta e atuante, que por agir nas classes trabalhadoras, acabou por conseguir a criação dos sindicatos, anunciando o salário mínimo como meta. Tendo o recém fundado PTB como situação, deduz-se que o PT estava nascendo por aí como oposição socialista.
Era esse o nosso quadro histórico quando, no Rio de Janeiro, nasceu Francisco.
1945 – A esquerda fica mais barulhenta ainda pela imprensa, os americanos viram um outro tipo de heróis em Hiroshima, a ditadura cai e Getúlio cai junto.
1946 – Sérgio Buarque de Hollanda muda para S.Paulo.
1950 – Getúlio volta à presidência pelo voto popular com grande maioria nas urnas.
1950 – Sérgio Buarque de Holanda muda para Roma e seu filho Francisco deixa o seguinte bilhete para a avó:
“- Querida vovó. Estamos mudando para a Itália. Quando voltarmos provavelmente a senhora já terá morrido. Eu vou me tornar um cantor famoso e se a senhora sentir saudades é só ligar o radinho lá no céu que me ouvirá.”
Pelo que fui informado essa foi a primeira obra do autor.


































