Archive for agosto, 2011

Dicas de Texto

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É comum usarmos nos textos certas expressões consagradas, todavia não costumamos prestar atenção nas essências das mesmas. Exemplos:

 

Ano-Luz - Essa expressão é usada como medida de Comprimento, por ser a suposta distância do número de Segundos de um ano (Tempo) multiplicado por 300 mil Km/Seg.; que é a Velocidade da Luz, cujo produto resulta em aproximados 10 trilhões de quilômetros.

Imaginemos que um tal José possua certas qualidades boas que o mostrem único em relação à maioria de nós. O chavão Ano-Luz aparenta ser muito bom para definí-lo. Vejamos alguns textos prováveis:

1- A mente do José está a anos-luz de distância em relação ao nosso tempo!

Por ser uma Unidade de Comprimento, o Ano-Luz não pode ser usado como sinônimo de Tempo, já que resulta da famosa equação: Espaço = Velocidade x Tempo. Se alguém usar esse texto visto, terá escrito uma grande besteira.

2- José tem uma mente que está a anos-luz de distância da nossa!

Sendo o Ano-Luz uma Distância próxima dos 10 trilhões de quilômetros, e a suposta oficial distância entre  a Terra e o Sol ser de meros 150 milhões de quilômetros; este segundo exemplo tornará óbvio que o José não pertença à Constelação Solar e, menos ainda, que esteja na Terra, cuja distância máxima que se pode percorrer é a dos ínfimos 40 mil quilômetros da sua circunferência equatorial.

Muito cuidado ao usar a expressão Ano-Luz nos textos.

 

Relação Custo Benefício é outro divertido caso presente em alguns textos, pois quem a usa sempre procura dar-lhe um grande valor, ao mesmo tempo em que o termo, Relação, torna essa idéia meio indigesta, e acaba dando a ela uma companhia infalível do texto:

1- … a Relação Custo Benefício é “muito boa”!

Quem pensa no que escreve, quando se depara com tal expressão, e por ser necessário mostrá-la grandiosa, evita usar os termos que a depreciem nos números.

A coisa começa a ficar engraçada já na forma de escrever a expressão: Relação Custo-Benefício, ou mesmo, Relação Custo x Benefício.

Quando usamos o termo Relação Matemática, que é o que ocorre com a expressão, o correto é usarmos o sinal,  /. O sinal, do hífen, -, por ser o mesmo usado na matemática para indicar Subtração, deve ser evitado, pois trata-se de uma Divisão do Numerador Custo pelo Denominador Benefício; e menos ainda o sinal, x, usado para o contrário da Divisão, que é a Multiplicação. Fica mais cômodo usar o rótulo: Relação Custo/Benefício. Por exemplo:

- …a Relação Custo/Benefício é ótima e mínima!

Concordo que não dá o realce esperado num texto, porém não se escreve bobagem.

 

O deus grego, Apolo, usava o instrumento musical, Lira, em suas declamações. Como os poemas de Apolo eram todos voltados para os próprios feitos, logo, tratavam exclusivamente do poeta falando dele, o que deu origem ao termo, Lírico, associado à Subjetividade, cuja essência é o pronome, Eu.

- Será que o termo Eu Lírico não é uma expressão tão irrisória quanto o consagrado Princípio Básico?

 

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O Plágio dos Poetas Mortos e a MPB.

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Há alguns anos atrás lançaram um bonito filme chamado “A Sociedade dos Poetas Mortos”.

Há um trecho dele em que os jovens alunos, em visita à sagrada casa, vai a uma caverna experimentar o fumo em cachimbos. Em dado momento, um desses jovens, fazendo uso do saxofone para inspirar o seu poema, executa uma melodia, cujas oito primeiras notas musicais são idênticas às da música “Trenzinho Caipira”, do nosso ancestral Heitor Villa Lobos.

Não posso precisar se o escritor do romance usou o Villa Lobos como um exemplo dos Poetas Mortos, ou simplesmente plagiou parte do Trenzinho Caipira naquela melodia, teoricamente inédita, extraída pela inspiração do aluno.

- Algum dos senhores leitores já leu algo a respeito dessa “música incidental” do filme?

 

 

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Rima do Snooker

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Não confundo
Um fundo dilema no bilhar
Com profundo problema biliar

(Rui Chapéu)

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