Archive for julho, 2011

As Rosas de Chico Buarque e Jorge Amado

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Quando se passa muito tempo dissecando a obra de único poeta, como fiz com a do Chico Buarque, sem que se perceba, passa-se a viver num universo semelhante ao dele nos poemas, ocorrendo mudanças na geometria de ambos os universos individuais.

Tais universos, inicialmente divergentes, tornam-se paralelos, persistem bom tempo em tal situação, e tendem cada vez mais a tornarem-se, perigosamente, convergentes. É nessa fase última que pode-se por a perder todo o trabalho anterior da Tradução, que se presta a tornar objetivo aquilo que se forma no poeta de forma subjetiva ou, exagerando um pouco, paradoxal, cujo resultado final é um poema.

Tive a sorte de ter vivido essas três fases, e sorte maior ainda de ter conseguido frear a progressão da última, que resultou em lucro para o compositor e o tradutor. O primeiro pôde continuar fazendo os seus poemas sem compromisso, e o segundo pôde continuar, confortavelmente, brincando com as suas análises até hoje, com o calor da emoção criadora e a frieza da análise observadora naturalmente posicionadas.

Passados tantos anos convivendo em universo paralelo, sempre me perguntei o que poderia ter motivado o Chico a promover o nascimento de um dos seus personagens preferidos: A Rosa.

Agora há pouco, conversando com a minha esposa, perguntei-lhe:

- Por que fizeste sultão de mim, alegre menina?

A resposta veio em nova pergunta imediata:

- Em qual música você me colocou agora?

Então liguei o PC, encontrei um vídeo da música  Alegre Menina (Dori Caymmi) e mostrei a letra:

http://www.youtube.com/watch?v=b4rz_9GTla8

 

Oh! que fizeste, sultão, de mim alegre menina?
.
Palácio real lhe dei
Um trono de pedraria
Sapato bordado a ouro
Esmeraldas e rubis
Ametista para os dedos
Vestidos de diamantes
Escravas para serví-la
Um lugar no meu dossel
E a chamei de rainha
E a chamei de rainha
.
Oh! que fizeste, sultão, de mim alegre menina?
.
Só desejava campina
Colher as flores do mato
Só desejava um espelho de
Vidro prá se mirar
Só desejava do sol
Calor para bem viver
Só desejava o luar
De prata prá repousar
Só desejava o amor
Dos homens prá bem amar
Só desejava o amor
Dos homens prá bem amar
.
No baile real levei
A tua alegre menina
Vestida de realeza
Com princesas conversou
Com doutores praticou
Dançou a dança faceira
Bebeu o vinho mais caro
Mordeu fruta estrangeira
Entrou nos braços do rei
Rainha mais verdadeira
Entrou nos braços do rei
Rainha a mais verdadeira.

 

Ela achou a música muito bonita, mas discordou veementemente num ponto:

- Essa menina lembra muito mais A Rosa do Chico do que eu, não seja injusto! Essa história de só desejar o amor dos homens pra bem amar, você pode ir jogando para o singular…

Confesso que ela ficou um pouco brava comigo e se despediu nervosa.

Perplexo, me senti o próprio personagem Nacib, cuja inocência conseguía enxergar como puras as atitudes da companheira Gabriela. Não como o original personagem do Jorge Amado, no romance Gabriela, Cravo e Canela; mas como o do Armando Bógus na novela da globo (Gabriela-1975), muito melhor caracterizado do que o do livro.

Sempre é bom lembrar do desempenho extraordinário dos atores, Armando Bógus e Fulvio Stefanini, com os respectivos personagens, Nacib e Tonico Bastos, que, melhorarando em muito os originais do livro, praticamente tomaram conta da novela por bom tempo, ainda que coadjuvantes. Vejam esta cena, onde a menina Gabriela premiou o povo de Ilhéus com uma das suas façanhas testemunhadas por Tonico Bastos e Nacib:

http://www.youtube.com/watch?v=o5MkXHTRexw&NR=1

Me deliciei mais um pouco com o vídeo, e fiquei bem animado com a bronca da esposa, pois pude vislumbrar uma resposta à pergunta que me atormentava há anos: – Aonde nasceu A Rosa do Chico?

Para o desenvolvimento cultural brasileiro, a década de 70 foi crucial, principalmente quanto à MPB.

Em se tratando da Idiotização Popular Dirigida, meta do sionismo americano pela globo, houve uma espécie de transição entre o que era bom e o que viria a ser ruim. Como o que era bom também ainda era popular, a novela, baseada num clássico da literatura brasileira, foi muito bem escrita e dirigida, além de aproveitar o que ainda tínhamos de melhor na cultura:  a MPB na trilha sonora.

Foi muito grande a sensibilidade de Dori Caymmi, ainda que sob encomenda, na confecção da música Alegre Menina, uma espécie de tema do casal Gabriela e Nacib, pois conseguiu descrever a pureza de ambos. Ele, um mascate de origem árabe, fascinado com a companheira, e ela, uma pura criatura, que sempre voltava para a sua casa após trocar, com inocência infantil, as experiências corporais que tanto gostava com outros homens nem um pouco puros, quase pedófilos.

Curioso com essa nova ótica que se apresentava para mim de bandeja, resolvi então buscar um vídeo da música, A Rosa. Encontrei vários, mas foi o primeiro deles quem me chamou mais a atenção, pois apresentava o Chico cantando com o Djavan, e convém lembrar que este último surgira no mercado da MPB exatamente na música, Alegre Menina, em 1975.

Logo de cara, a memória captou uma outra coincidência na obra do Chico, com a música, Tororó, que embora feita em parceria com Edu Lobo para o musical A Dança da Meia-Lua (1988), foi cantada originalmente por Danilo Caymmi, irmão do Dori e filho do Dorival, responsáveis diretos pela trilha da novela Gabriela.

A letra de Tororó  é totalmente voltada para a Mulher descrita pelo Homem:

http://www.youtube.com/watch?v=fie4mfAU4dw

Antes da mulher
Era o homem só
Era sem querer
Era sem amor
Era sem penar
Era sem suor
Era sem mulher
Era bem melhor
.
Deus fez a fêmea e depois
Que ela encorpou, nunca mais
Que um mais um foram dois
E caíram de quatro os animais
E tome praga no arroz
Rebelião nos currais
Ficou o homem feroz
E estranhou seus iguais
.
Antes da mulher
Era um dissabor
Era um desprazer
Que fazia dó
Homem sem mulher
Era quase um pó
Que ficava em pé
Era um saco só
.
Dentro da fêmea Deus pôs
Lagos e grutas, canais
Carnes e curva e cós
Seduções e pecados infernais
Em nome dela, depois
Criou perfumes, cristais
O campo de girassóis
E as noites de paz
.
Eu fui no Tororó
Beber água, não achei
Achei bela morena
Que no Tororó deixei
Pra que, morena
Ah, pra que carinho
Ah, pra que desejo
Pra acabar sozinho

Nesta letra se percebe o Nacib menos entusiasmado, pela emoção primária, e mais ponderado, pelas conclusões secundárias do seu relacionamento com Gabriela. Mas nada que o tornasse arrependido de um dia ter cantado Alegre Menina, para, tempos após e em novos locais cotidianos, vê-la transformada em A Rosa:

http://www.youtube.com/watch?v=esmXTklzgtA

Arrasa o meu projeto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa às vezes troca meu nome
E some
.
E some nas altas da madrugada
Coitada, trabalha de plantonista
Artista, é doida pela Portela
Ói ela
Ói ela, vestida de verde e rosa
.
A Rosa garante que é sempre minha
Quietinha, saiu pra comprar cigarro
Que sarro, trouxe umas coisas do Norte
Que sorte
Que sorte, voltou toda sorridente
.
Demente, inventa cada carícia
Egípcia, me encontra e me vira a cara
Odara, gravou meu nome na blusa
Abusa, me acusa
Revista os bolsos da calça
.
A falsa limpou a minha carteira
Maneira, pagou a nossa despesa
Beleza, na hora do bom me deixa,
Se queixa a gueixa
Que coisa mais amorosa
A Rosa
.
Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa
.
Arrasa o meu projeto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa às vezes me chama Alberto
Alberto
.
Decerto sonhou com alguma novela
Penélope, espera por mim bordando
Suando, ficou de cama com febre
Que febre
A lebre, como é que ela é tão fogosa
A Rosa

.

A Rosa jurou seu amor eterno
Meu terno ficou na tinturaria
Um dia me trouxe uma roupa justa
Me gusta, me gusta
Cismou de dançar um tango
.
Meu rango sumiu lá da geladeira
Caseira, seu molho é uma maravilha
Que filha, visita a família em Sampa
Às pampa, às pampa
Voltou toda descascada
.
A fada, acaba com a minha lira
A gira, esgota a minha laringe
Esfinge, devora a minha pessoa
À toa, a boa
Que coisa mais saborosa
A Rosa
.
Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia?
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa…

Quando todos pensávamos que o Nacib havia desaparecido da cultura brasileira para sempre, êi-lo que volta renovado e cheio das certezas, mas com novos balanços em algum subúrbio do Rio de Janeiro:

http://www.youtube.com/watch?v=2IxyQctm4u8

 

Na minha mão
O coração balança
Quando ela se lança no salão
Pra esse ela bamboleia
Pra aquele ela roda a saia
Com outro ela se desfaz da sandália
.
Porém depois
Que essa mulher espalha
Seu fogo de palha no salão
Pra quem que ela arrasta a asa
Quem vai lhe apagar a brasa
Quem é que carrega a moça pra casa
Sou eu
Só quem sabe dela sou eu
Quem dá o baralho sou eu
Quem manda no samba sou eu
.
O coração
Na minha mão suspira
Quando ela se atira no salão
Pra esse ela pisca um olho
Pra aquele ela quebra um galho
Com outro ela quase cai na gandaia
.
Porém depois que essa mulher espalha
Seu fogo de palha no salão
Pra quem que ela arrasta a asa
Quem vai lhe apagar a brasa
Quem é que carrega a moça pra casa
Sou eu
Só quem sabe dela sou eu
Quem dá o baralho sou eu
Quem dança com ela sou eu
Quem leva este samba sou eu
.

Com certeza, não posso afirmar ter o Chico se apossado do casal Gabriela-Nacib, originais do Jorge Amado, para fazer nascer a sua Rosa com o seu Cordial Companheiro. Tampouco posso afirmar ter o Jorge Amado se baseado nos personagens de algum autor anterior para escrever Gabriela, Cravo e Canela. Não tenho bagagem cultural, ou mesmo vivência bastante para tal, já que nasci bem depois e nunca me interessei pelo assunto, ao menos até hoje cedo, quando tentei agradar a esposa e acabei decepcionando.

A maior dificuldade para se manter a raiz cultural de um povo mora na continuidade evolutiva do pensamento das gerações anteriores, para o natural curso cultural das posteriores. Por conta da propaganda, perdeu-se muito da Tradição Oral, termo hoje em desuso e, pior ainda, o Atavismo se encontra em processo de extinção, justamente pela perda das raízes, o que faz, ano após ano, com que os mais jovens se sintam inseguros por desconhecerem de onde vieram.

Embora seja quase que impossível enxergar na Rosa a mesma pureza da Gabriela, dada a diferença nas idades dos surgimentos de ambas, um sinal da mudança nos tempos, é pelas mãos de autores como Chico Buarque que a Tradição Cultural perpetua, ao menos em esporádicos vislumbres como este, o ancestral Jorge Amado.

Com esta postagem, sinto-me recompensado por vários motivos, dos quais destaco:

- Seguro a Tradição Oral por mais tempo.

- Com isso, dou maior chance ao Atavismo de se manter presente, ainda que oculto.

- Dou um jeito de amansar a mulher, preocupação maior após terminar a postagem.

 

Quem é que espera a moça na casa?

Sou eu…

 

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O Nascimento do Poema

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Colocarei aqui uma conversa com um dos senhores leitores para mostrar como surge a maioria dos poemas para os poetas.

O leitor, PC Freitas enviou a seguinte correspondência, na postagem “Como Fazer Poema com Rimas”:

“Gostaria de saber sua opinião sobre este poema. Junto me diga o que mais de fazer para melhorar. Indique-me também livros dos quais poderei ter um maior conhecimento, não só sobre a poesia, mas a literatura.

De Repente

De repente uma atroz tempestade
Com a Face rosada e na boca mel
Fez-se bonança na minha cidade
Pensei na maldade
Esta calamidade vinda do céu
De repente não pensei

De repente jurou o amor paz
Fez de minha mente boa
Esta que era tão falaz
Sem pensar no que mais
Taquei-me duma proa
De repente senti

De repente fui travesso
Mesmo com a paz queria caça
Topei com meu reflexo, me virei do avesso
Perdi-me a lança, que não conheço
Chorei o precipício duma taça
De repente sou eu

De repente me abalou
Desse amor rogo ao senhor
Mas de repente não feneci
De repente o amor
Seja um levado louvor
De repente te conheci”

   

Caro PC Freitas:

Um poema nada mais é do que uma forma diferente de escrever-se um texto comum com alguns artifícios estéticos, ou mesmo deslizes gramaticais, tolerados como “Licença Poética”.

Antes de virar poema, o texto tem que ser de fácil compreensão, tanto para quem o escuta, quanto para quem o lê, ainda que o poeta esteja tentando descrever de forma subjetiva os sentimentos, pois em caso contrário a coisa torna-se mais paradoxal do que poética.

Interpretemos o texto da primeira estrofe, se escrito em forma corrente:

“De repente uma atroz tempestade, com a face rosada e na boca mel, fez-se bonança na minha cidade. Pensei na maldade, esta calamidade vinda do céu. De repente, não pensei.”

O texto está meio confuso. Talvez, ficasse melhor assim:

De repente DE uma atroz tempestade, com a face rosada e A boca DE mel, fez-se A bonança na minha cidade.
(a Bonança tem que resultar DE uma Tempestade, e o verbo FAZER exige o A, que mesmo contendo características próprias, estas têm de ser bem explicadas) Isso, partindo da idéia de que a Face e a Boca pertençam à Tempestade.

Pensei na maldade, ESSA calamidade vinda do céu. De repente, não pensei.
(a quem pertence a Maldade Calamitosa? Se for ao Céu, o correto é o Essa. Se for uma interpretação sua, baseada nas supostas coisas do Céu, o correto é o Esta, mas esta possibilidade última exigiria melhores explicações.

Pra começar, sugiro a você uma releitura do texto, e uma tentativa de tornar mais Objetivo o que lhe chegou de forma  Subjetiva, senão só você, com justa razão, poderá entender o que foi descrito.

Não pense que esse é um problema somente seu, de iniciante nas letras poéticas, porque ele é comum aos grandes poetas, nas primeiras “traduções” que fazem após vislumbrarem o “Quadro Inspirador”.

Aproveitando o título do seu poema, veja este texto do Vinícius de Moraes em Soneto da Separação:

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
         
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
      
De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
        
Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente

As duas primeiras estrofes o poeta usou para explicar-se diante  do nascimento do poema, e as duas últimas para mostrar os resultados já aplicados à vida cotidiana, mas chamo a atenção para este fragmento:

…E da paixão fez-se o Pré-Sentimento
E do “Momento Imóvel” fez-se o drama…

A coisa fuciona mais ou menos como ele tentou explicar:
     

1- Movido por paixão, o poeta Pré-Sente o texto na forma de Mote.
2- Logo em seguida surge-lhe na idéia um quadro, tipo fotografia, que é o Momento Imóvel.
3- E é a partir dessa “visão interior” que o poeta descreve o Drama na forma de poema.

O difícil é a Descrição, ou Tradução, desse Momento Imóvel, interior, visual e imaginário; por palavras comuns, normalmente precárias para descrever a totalidade da beleza observada. Aí se definem os grandes poetas.

Na tradução, objetiva e compreensível, do que lhe vem de forma subjetiva e incompreensível. Depois da primeira descrição da Gema poética do Mote é que vem a parte mais difícil, que é a lapidação da pedra, e isso requer leituras e releituras do mesmo poema, ainda que provido de boas rimas, como foi esse seu.

Para a nossa sorte, o poeta nunca fica satisfeito com o poema anterior e volta a escrever sobre ele em inúmeros outros poemas, sempre carentes de maiores explicações.

Por maior que seja a sua intimidade com as palavras, ou mesmo com a Ciência Poética, um poeta costuma, por vez ou outra, não encontrar um texto apropriado para descrever o Momento Imóvel na plenitude observada, e o poema chega a nós cheio de paradoxos que dificultam a compreensão como leitores ou ouvintes. Veja o exemplo:

Dois Irmãos, quando vai alta a madrugada
E a teus pés vão-se encostar os intrumentos
Aprendi a respeitar tua prumada
E desconfiar do teu silêncio
       
Penso ouvir a pulsação atravessada
Do que foi e o que será noutra existência
É assim como se a rocha dilatada
Fosse uma concentração de tempos
        
É assim como se o ritmo do nada
Fosse, sim, todos os ritmos por dentro
Ou, então, como um música parada
Sobre um montanha em movimento

(Morro Dois Irmãos – Chico Buarque)

- Dá para afirmar se o texto está voltado para algo específico, que não à miscelânea cultural e interior do poeta?

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Rima do Ginasta Bebum

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Eu tlinto sobre o plinto

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Rima do Maestro

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Acordo e temblo o instrumento
De acordo com o templo e o momento

 

 

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Poetas e Alunos do Sapiens, Aproveitem

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A Videira Editora está convocando para o seu 1º Concurso Nacional Novos Poetas – Prêmio Augusto dos Anjos, com Inscrições Gratuitas até até 12 de Julho de 2011 pelo site:

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www.concursonovospoetas.com.br

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Boa sorte a todos e voltem aqui depois para contar.

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