Archive for junho, 2011

Avante River!

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Todo Brasileño que conozca l’ historia del fútbol bien jugado
Sabe bien cuando no se hará debe o callar
Y éste es un momento en que no debe hacer callar
Porque la memoria tiene mucho d’ A él encargar:
Si eres capaz de mantener tu calma
Cuando el mundo entero a tu contorno ya l’ perdió y t’ acuse;
Creer en ti ellos cuando son dudando al mismo tiempo,
Y para aquél sin embargo encontrar una excusa;
a
Si eres capaz de pensar – sin qu’ a eso solo ti lanzas,
De soñarse – sin hacer sueños tus Sr.
Si en encontrando la catástrofe y el triunfo
Ti conseguir tratar de la misma manera a aquél dos impostores;
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Si eres capaz de sufrir a dolor ver cambiadas
En trampas las verdades que dijiste,
Y las cosas, porqué de la esta vida, de los estraçalhadas,
Y rehacer poco el con el bien que te permanece;
a
Si eres capaz de arriesgar en solo
Paro todo cuánto has ganado en toda la TA vida,
Y perder y, a la pérdida, sin nunca no decir nada,
Has dimitido, pasar a ser al inicio;
a
Forzar corazón, nervios, músculos,
muy a dar cualquier cosa que en ellos aún existe,
Y a persistir así cuando, exaustos,
sin embargo sigue siendo la voluntad en ti qu’ aún controla: ¡“Persiste! ”;
a
Si eres capaz, entre la plebe, ti de no corromperse,
Y, entre Reyes, no perder el natural.
Y d’ amigos, o buenos, o malos, ti defenderse,
Si a todos ti peus ser de alguna utilidad.
a
Si eres capaz de dar, en segundo por en segundo,
A los minutos inevitables todo valor y luminosidad.
Tien c’ ¡es la Tierra con todo lo que existe en el mundo,
Y - lo que aún está aún más – eres un Hombre, mi hijo!
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Frei Francisco da Simplicidade

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Estávamos no princípio da década de trinta do século passado. Mais especificamente, numa sala de aulas do Colégio Estadual Caetano de Campos.

Meu pai, que nas décadas seguintes ficaria conhecido como Professor Leo de Barros Santos, notável figura presente no Ensino Profissionalizante de São Paulo, era ainda um simples aluno, que habitava a famosa “Turma do Fundo” daquela classe, que, como a maioria das salas de aula, também possuía a chamada “Turma do Gargarejo”, que ficava nas primeiras fileiras de carteiras duplas.

Havia um austero professor de Língua Portuguesa, mas que de alguma forma simpatizava com aquela turma, de alunos mais arredios, habitante do fundo. Poucas vezes fôra obrigado a sentar ao lado de qualquer deles para explicar algo, o que não era o seu hábito com os das demais fileiras frontais, posto que, apesar de austero, ficava ao lado do educando carente até que este finalmente deduzisse. Manias de Educador.

Houve uma ocasião em que o professor, após ler algumas das redações dos alunos, mandou que uma das alunas, da turma do gargarejo, fosse ao quadro negro e escrevesse um dos parágrafos da sua redação.

Ela tirou a sua boina, colocou-a graciosamente sobre a carteira e, uma vez cumprida a ordem, escutou do professor o seguinte:

- A senhorita pode me mostrar algo notável nesse seu parágrafo da redação?

Meio sem jeito, a tímida menina calou envergonhada, enquanto observava o mestre mostrando todos os erros cometidos, para logo em seguida, surpresa, ver o professor pegar a sua boina, que cuidava com tanto zelo, e usá-la como apagador no quadro negro, causando um óbvio silêncio sepulcral na sala.

No dia seguinte, ao encontrar-se na Praça da República com o grupo de alunos do fundo, esse professor disse-lhes o seguinte:

- Ela tem uma grande criatividade, mas precisa conhecer alguns truques de redação. Conversem mais com ela.

Anos mais tarde, meu pai voltou a ter aulas com aquele mesmo professor, só que, desta feita, já como aluno da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras do Estado de São Paulo, que ainda mais tarde teve o nome trocado por USP, mas, mais adiante, já formado e lecionando, voltou a encontrar o mesmo professor, num bar que ficava no Vale do Anhangabaú e funcionava como espécie de Ágora, só que em Sampa.

Foi quando puderam ter uma conversa mais à vontade, onde ficou sabendo que aquele professor era também um poeta com o pseudônimo Frei Francisco da Simplicidade.

O professor era conhecido pelo nome de Francisco da Silveira Bueno e aquela  aluna mais carente, posteriormente, melhor conhecida por Lygia Fagundes Telles.

Ela ainda está viva e pode comprovar, caso a memória o permita. Tanto o professor quanto o meu pai já se foram, ambos sob o mesmo epitáfio da simplicidade:

 

Aqui jaz
Quem fez
Do giz
A voz
Do jus

 

 

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O Último Samurai e o Geraldo Vandré

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Ver – http://mpbsapiens.com/armadilhas-texto/

Coincidentemente, além de postar A Palavra Escrita e as Armadilhas do Texto, acabei assistindo, mais uma vez, o filme O Último Samurai, que acima do estrelato de Tom Cruise , trás um enredo que tem como síntese a preservação dos costumes japoneses.

Antes de qualquer qualidade marcial, nas tradições japonesas o Samurai era um guerreiro que, acima da própria vida, voltava os seus atos para proteger o seu rei.

O enredo mostra uma época em que o Japão estava envolto por uma cortina de fumaça progressista, dessas que os credores internacionais, que também vendem armas, costumam soprar por suas imprensas sobre os povos mais desavisados das origens.

No transcorrer do filme, um jovem imperador japonês, indeciso sobre quais decisões tomar para as melhores condições de vida do seu povo, ao ver-se diante de um autêntico Samurai, que pouco conhecia, preferiu calar, e com seu silêncio concordar com o desenrolar daquela falcatrua comercial que o cercava nas importantes decisões.

No final do filme, ao se deparar com um estrangeiro, que vivendo entre os samurais adquirira parcialmente a essência do pensamento devoto, acaba desfazendo aquela negociata com os seguintes dizeres:

 

- Só posso reinar sobre o meu povo se souber bem quem somos, para nunca esquecer de onde viemos!

 

Tirando a religiosidade da jogada, fica a pergunta:

Por qual razão teria a humanidade, naturalmente, se dividido em distintas raças, tanto morfologicamente como nas cores das peles?

Teria ocorrido pelas condições climáticas a distinção dos povos, o que acabou dando a cada um deles hábitos sociais, religiosidades e escritas diferentes?

O que teria levado muitas escritas evoluírem à quarta fase, a do Alfabeto, enquanto outras estacionaram na segunda, como a Ideográfica japonesa, por exemplo?

Antes de rotular este texto como Radical, ou Reacionário, Faça e responda essas perguntas para si mesmo.

Com a entrada do Comércio, tanto nos cursos das escritas, quanto nos costumes dos povos, as histórias foram-se perdendo, e com isso, os povos foram esquecendo gradativamente as suas originais justificativas de existência, tanto nas formas físicas quanto nas ideológicas, a ponto de, hoje, poucos lembrarem do que foram, por tampouco saberem de onde vieram.

Se, por um lado, é bonito de observar a miscigenação dos povos no mundo globalizado atual, por outro, fica confuso entender porquê hoje miscigenamos ao que um dia a Natureza fez nascer tão diferente.

 Não faz muito tempo que  a destruição de bandeiras e fronteiras era um ideal Socialista ou Comunista, mas a coisa fica ridícula, quando observamos esses mesmos ideais se tornarem fato  pelas estratégias, diametralmente opostas, do Capitalismo Globalizado atual.

Quando jornalistas, cuja função é a de informar, escrevem coisas como: “Apesar da alegria”, ou mesmo dizem, para milhões de espectadores, que alguma coisa tenha chegado ao “limite extremo”, temos que repensar muita coisa. Fazer algumas perguntinhas do tipo:

- Se a Palavra ainda é o maior instrumento de comunicação entre os homens, para que servem os seus significados?

Um dos últimos diálogos do filme foi este:

 

jovem imperador - Você me conta como morreu o Último Samurai?

aprendiz estrangeiroNão! Prefiro contar como ele viveu!

 

Mas o que teria a ver o samurai e o jovem imperador japonês com a obra do Geraldo Vandré?

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A História na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma Nova Lição
 http://mpbsapiens.com/caminhando/

C.Q.D (como queríamos desconfiar)

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A Palavra Escrita e as Armadilhas do Texto

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Uma vez editada a relação das palavras, adequadas pelos sons finais na forma de Rimas, as trajetórias a que me submeti, diante de tal empreitada, fez com que percebesse uma série de enganos cometidos nos textos anteriores.

Quando tive de separar os finais das palavras dos seus inícios, inevitavelmente, me deparei com as suas construções históricas, pois cada palavra teve a sua razão histórica em várias fases:

1- Começou muda, como parte de um desenho simplista na primeira fase de qualquer Escrita: A Pictografia, cujos desenhos diretos sugeriam apenas o Elemento. O desenho de um Boi dizia apenas que aquilo era um boi.

2- Na segunda fase, a Ideográfica, a palavra, ainda muda, começou a aparecer em dois ou mais elementos presentes no mesmo desenho, que deixava de ser elementar para tornar-se uma Idéia. O Boi com um Homem ao lado já poderia querer dizer: Esse boi tem um dono!

3- Na terceira fase das escritas, a palavra Pediu a Palavra e começou a deixar de ficar muda, ao ganhar os primeiros grunidos humanos, já identificando os Elementos das Idéias, vistas na fase anterior. Essa terceira fase ganhou o nome de Silabismo, pelo fato do homem, como ser racional, economizar esforços até então supérfluos.

4- Como apareceram vários desenhistas de idéias, e em locais distintos, os silabismos começaram a encontrar um grave problema: Muita sílaba pronunciada para um número, maior ainda, de desenhos capazes de justificá-las como verdadeiras. A Palavra, que nascera do elementar desenho pictográfico, e ganhara os sons silábicos, voltava a ser escrita, só que de forma bem menos espaçosa. Ao invés de uma parede inteira, era necessária uma pequena placa de barro.  Nasciam os Alfabetos e os Escribas.

A partir daí a palavra ganhou uma história, que começou pela estrutura descritiva do evento com sons, posteriormente chamadas de Radicais, e, não contente, o homem sentiu que os radicais ainda não eram suficientes para satisfazerem a sua sêde descritiva. Vieram os Prefixos, que antecedendo os radicais mostravam  que poderia haver alguma coisa antes deles, aliás, muita coisa.

Mas não bastava dar aos radicais esses parceiros complementares antecedentes. Muita coisa ainda poderia ser explicada. Como já havia dado ao radical o parceiro complementar antecedente, o homem também deu a ele um outro parceiro, só que suplementar, já que havia complementado, e consequente. O Sufixo.

Durante bom tempo o homem ficou sossegado com a palavra, mas com o passar dos anos começou a ficar insatisfeito com as idades das companheiras, que acabaram recebendo novos tempos na forma de Neologismo.

A partir daí a coisa começou a ficar bem complicada, pois nem todos os radicais das palavras haviam sido premiados com companheiros complementares, suplementares ou ambos. A chegada dos prefixos e sufixos acabou dando ao vocabulário uma espécie de Pirâmide Social do Verbo com quatro camadas evolutivas: Humildes radicais, Pré-fixadas, Pós-fixadas e as gloriosas Pré e Pós-fixadas.

Uma espécie de Pré-Conceito social do verbo foi minimizando cada vez mais o Humilde Radical e os neologismos começaram a inventar novas palavras, que apenas fazendo menção honrosa aos radicais, no fundo, não davam valor algum aos seus originais e nobres significados, extraídos a duras penas à partir das Pictografias Primatas e dos Alfabetos, também primatas naquela altura do Campeonato Verbal.

Os humildes radicais nos premiaram com apenas três idéias do Tempo: Passado, Presente e Futuro.

- Mas como? Não é possível dar ao grandioso Tempo somente essas três humildes possibilidades!

Então surgiu o magistral Ante-Passado, pois certamente deveria haver um tempo antecedente ao Passado.

Levou algum tempo para que os chamados Futuristas percebessem que os Passadistas haviam passado-lhe a perna na promissora evolução do neologismo. Algo urgia ser feito.

Foi quando tiveram a brilhante, e ao mesmo tempo humilde, idéia de que certamente haveria um tempo futuro além daquele simples Futuro ancestral. Nascera então o fulgurante Pós-Futuro.

Entre esses dois turnos do Campeonato Verbal, disputado pelo sistema de Pontos Corroídos, havia trabalhando, na surdina do Presente, um notável grupo de literatos presentistas infiltrando pelo neologismo idéias geniais como Pré-Conceito sem Pós-Conceito, pois alguma coisa deveria anteceder ao simples Conceito, com aquele ultrapassado e  ancestral significado de breve idéia sobre qualquer coisa.

Algo deveria anteceder a essa “Breve Idéia” simplista, e isso só poderia chamar Preconceito, pois Pós-Conceito seria algo mais adequado aos futuristas do que aos presentistas. Havia uma ética.

Todavia, não contentes com o Preconceito, havia um outro termo incomodando os neologistas de plantão, já que persistia mesmo depois de terem inventado o preconceito: Era a Suposição, que se houvera mantido intacta com um aviltante significado, que antecedendo à breve idéia do Conceito, ousava ganhar ares de sinônimo do genial Preconceito.

Sem problemas maiores, a singela Suposição ganhou novos ares neológicos com o surgimento do Pré-Suposto, que fazia com que o raciocínio humano antecedesse até à mera suposição.

Eram questões de Princípios, mas havia quem discordasse de tal rótulo questiúnculo argumentando ser muito mais uma questão de Base do que de Princípios. Após acirrados encontros literários, ambas as partes chegaram ao nobre acordo dos Princípios Básicos, que tanto premiam as nossas teses de doutorados vários.

Paralelamente a essa disputa entre os defensores dos Princípios e os da Base, que ocupavam as primeiras colocações do campeonato, havia uma turma nas posições intermediárias, os Estruturais e os Fundamentalistas, disputando, cada qual, a hegemonia do rótulo, pois Princípios Básicos nada mais eram do que Estruturas ou Fundamentos.

Após novas disputas acirradas, os quatro times envolvidos acabaram aquele campeonato nas seguintes posições: Princípios campeão, Base vice, Estruturais em terceito e Fundamentalistas em quarto, sendo todos premiados com a disputa do famoso torneio Libertadores do Verbo, com o nome Princípios Básicos das Estruturas Fundamentais, ou, mais conhecido como “O Grandioso”.

Vários outros campeonatos foram disputados, com o time dos Radicais sendo seguidamente rebaixado para as divisões inferiores, e hoje é apenas convidado para Torneio-Relâmpago do Verbo.

Crescemos muito nesses aspectos verbais, a ponto de, confortavelmente, podermos escrever, com a justa convicção dos sábios, textos como este:

“Apesar da alegria em voltar para a casa, ou mesmo da certeza dos enganos ancestrais, se por ventura houver algum desencontro, resta-nos a felicidade de termos livrado, a duras penas, o Silogismo Verbal, antes escravizado por duas premissas extremas, hoje liberto por uma série de intermediárias”.

Devemos muito disso ao herói Tiradentes, que como Mártir da Literatura um dia Pró-Feriu:

- Libertas que será também!

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