Archive for dezembro, 2009

Roda-Gigante – Outro Elo Perdido do Chico

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Roda Gigante foi composta em 1965, mas gravada só em 1966, pelo grupo 
vocal Os Cariocas, aproveitando o lance do ano em que o jovem Francisco 
explodiu no cenário artístico brasileiro como o compositor Chico Buarque de
Hollanda, cuja composição, A Banda, dividiu com Disparada, do amigo e
concorrente Geraldo Vandré, o troféu de vencedora do Festival de Música
da TV Record de São Paulo.
 
 Roda-Gigante – Os Cariocas – 1966
 
Lembra, amor?
Do tempo em que existia, amor
Um beijo escondido no parque de diversões
E depois,
Brincando de brincar
Nos brinquedos parados
Nós dois.
 
Me leva ao céu, roda gigante
E o carrossel não pára um instante
Você e eu
Brincamos tanto
É que só o amor não era um faz de conta
Montanha russa emocionante
Túnel do amor apaixonante
 
Tapete mágico, aviãozinho, trem fantasma
E a noite então
Lembra você?
Mas qual
Você não lembra não.
 
A letra mostra um sentimento adolescente, que se estendia ao texto da Banda
em forma semelhante, pelo realce dos costumes juvenis de uma época:
Namorar em parques de diversões; tinha muito de “Namorada que contava as 
estrelas”, “Faroleiros que contavam vantagens” etc. todos presentes na
música A Banda, e comuns aos parques de diversões; a exemplo do que 
ocorreu com Tereza Tristeza em relação ao Sonho de um Carnaval.
http://mpbsapiens.com/a-banda-analise-de-texto/
http://mpbsapiens.com/tereza-tristeza-analise-de-texto/
Creio ter a música provavelmente surgido de um mote vindo de alguma
significativa visita dele ao Parque Xangai, que ficava próximo ao Gasômetro
de São Paulo. Uma região bem frequentada por ele nos anos 60, pois havia
nela algumas casas de dança bem famosas, como o Brás Polytheama, por
exemplo, do qual ele tirou o nome para o seu time de futebol particular.
 
Por outro lado, a possível mulher, para qual é dirigida a mensagem do texto
da música, tem traços da mesma tratada por ele nas compoições Desencanto
e Essa Passou, ambas tratando de um mal resolvido romance do Chico, com
alguma dona anterior à Marieta Severo, que pode ter sido a mesma que o 
inspirou nas músicas Madalena Foi Pro Mar, Morena Dos Olhos D´Água, ou
mesmo, Carolina.
http://mpbsapiens.com/primeiros-versos/
http://mpbsapiens.com/essa-passou-analise-de-texto
http://mpbsapiens.com/madalena-foi-pro-mar-analise-de-texto/
http://mpbsapiens.com/morena-dos-olhos-dagua-analise-de-texto/
 http://mpbsapiens.com/carolina-t/
Mais uma composição que a assessoria artística do Chico furtou da nossa
literatura, mas graças à internet, pude resgatar com a ajuda do amigo Paulo
Sergio Mariani, que possui o original em disco de vinil.
 
Ainda virão mais elos musicais perdidos pela incompetência empresarial.
Aguardem.
 
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Tereza Tristeza – Elo Perdido do Chico

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No princípio dos anos 60 inventaram o Vídeo-Tape, no entanto, por estar 
ainda em desenvolvimento, além do alto preço do equipamento, as emissoras
de televisão brasileiras não o tinham.
 
Foi quando a TV Record, de São Paulo colocou no ar, em 7 de dezembro de
1964, a novela Prisioneiro De Um Sonho, escrita por Roberto Freire e
estrelada por Eva Vilma, com direção do próprio autor e de Randal Juliano,
que então era só apresentador da emissora em início de carreira.
 
Pelos programas serem ao vivo, tudo era meio improvisado. Foi o que 
aconteceu com essa novela que, em alguns capítulos, apresentou um jovem
compositor, Francisco, com o seu inseparável violão, ainda mal executado, 
interpretando o samba Tereza Tristeza.
 
Creio que essa “brecha” na mídia tenha ocorrido pela intervenção do autor
da novela, Roberto Freire, que simpatizando com as composições do jovem
Francisco, tinha se tornado uma espécie de padrinho artístico dele.
 
A novela ficou no ar até fevereiro de 1965, portando, antes do jovem
Francisco virar Chico Buarque de Hollanda, nome que entrou no cenário
artístico brasileiro no mesmo ano, como compositor do samba Sonho de Um
Carnaval, cantada por Geraldo Vandré em um festival posterior.
 
Tereza Tristeza – MPB4 – 1966
 
Tereza Tristeza – MPB4 – 1966.
Oh Tereza essa tristeza
Não tem solução
Tire o meu lugar da mesa
Não me espere não
Não vou, não
Ao menos sou sincero
Que te adoro, que te quero
Mas não passo bem sem carnaval 
Não
 
Oh Tereza essa tristeza
Não tem solução
Ser mulher é muito mais
Do que pregar botão
Não vê não
Pois, homem quando é homem
Passa frio passa fome
Mas não passa bem sem carnaval
 
Diz que não tem café
Diz que não tem feijão
Nem sandália pro pé
Nem aliança pro dedo da mão
Oh Tereza
É tão pouca tristeza
Tem gente que nem carnaval
Não tem não.
 
A letra mostra que o jovem Francisco, apesar da influência da Bossa Nova,
coqueluche da MPB na época, gostava mesmo de compor sambas, pois, no
mesmo ano, compos também sobre o mesmo tema, Carnaval, o samba Sonho 
de um Carnaval e já houvera composto Tem Mais Samba.
http://mpbsapiens.com/sonho-de-um-carnaval-analise-de-texto/
http://mpbsapiens.com/tem-mais-samba-analise-de-texto/
A música não foi gravada posteriormente pelo Chico, mas isso não quer dizer
que ele não a tenha composto, logo, deveria também fazer parte do songbook
da cia. das letras, que funcionou como uma espécie de biografia oficial da 
obra por muitos anos, antes da chegada da internet.
 
Muito se queixa da perda dos valores da MPB ao longo dos anos, mas o
cancro está bem aí, no descaso dos assessores com a Literatura Brasileira,
pois essa música passaria batida também por aqui se não fosse a internet, 
porque foi através dela que conheci o amigo Paulo Sergio Mariani, que tendo
o disco original colaborou com as informações básicas.
 
Isso não ocorreu apenas com Tereza Tristeza. Houve mais músicas com o
mesmo descaso; sabe-se lá quantas, mas algumas outras poderão ser salvas, 
conforme mostrarei posteriormente.
 
Até a próxima.
 
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Todos os Ritmos Poéticos da MPB

Alguns lembretes básicos das regras para o entendimento do restante:
 
1 – A contagem das sílabas poéticas de um verso termina em sua última sílaba
tônica.
 
2 – Após a última sílaba poética tônica de um verso há uma Pausa Terminal,
que pode estar tanto em uma ou duas sílabas átonas, quanto em Tempos 
Rítmicos sem sílabas.
 
3 – O maior espaço entre as sílabas tônicas do verso deve conter dois tempos
rítmicos, com ou sem sílabas átonas. 
 
Algumas dicas:
 
1- Se um verso terminar em palavra oxítona, e a recitação do poema for
rápida, convém o verso seguinte iniciar numa sílaba átona. 
http://mpbsapiens.com/verso-agudo/
2- Caso um verso termine numa palavra paroxítona, o poeta pode optar por 
iniciar o verso seguinte tanto por sílaba tônica quanto por átona única, 
dependendo da sua intenção rítmica para o poema. 
http://mpbsapiens.com/verso-grave/
3- Se o poeta optar por terminar o verso numa palavra proparoxítona, é mais 
do que aconselhável iniciar o verso seguinte numa sílaba tônica, para não abrir 
mais de dois tempos entre duas sílabas tônicas, o que contraria à terceira regra
vista acima.
http://mpbsapiens.com/verso-dactilico/
4- Nos casos dos ritmos que apresentarem duas sílabas tônicas em seguida,
num recurso poético conhecido como Efeito Espondaico, do Pé Espondeu,
é prudente que se faça, na mesma estrofe, um outro verso com idêntica 
característica, independente da Métrica, para que o primeiro não fique isolado
e se torne um Verso Manco. 
http://mpbsapiens.com/espondeu/
http://mpbsapiens.com/metrica/
http://mpbsapiens.com/verso-manco/
5- Se o poeta optar por somente um verso, com tal característica na estrofe,
é sensato que o coloque como o último dela, o que serve também para
causar uma expectativa pelo texto que virá a seguir.
 
6- Não é aconselhável abusar dos espondeus num poema. Pode tornar-se
cansativo, tanto em declamação quanto em audição, pois vulgariza o que
deveria ser um elemento surpresa. 
 
7- Ainda não observei, na MPB, o uso de dois pés espondeus num mesmo
verso, pois embora seja possível, não posso dizer qual seria o resultado. Por
exemplo, um verso heptassílabo (sete sílabas) poderia ter esta configuração 
rítmica, caso o poeta optasse por construí-lo com dois pés espondeus::
 
Es / tou / cer / to-e // se / rei / bre / ve – 2-3-6-7
 
Se algum dos senhores leitores já tiver visto algo parecido na MPB, peço a
gentileza de informar, o que sugere até que os novos e velhos compositores
o tentem. Seria interessante ver algum tentando a suposta novidade.
 
Talvez, o caminho para a renovação poética da MPB esteja mais ou menos 
aí, na tentativa do que ainda não foi tentado por prudência ancestral.
 
A quantidade de possibilidades nos Ritmos Poéticos é imensa, no entanto
suspeito que muitas delas não foram trabalhados pelos poetas mais famosos.
Talvez, por um ou por outro menos citado nos anais da Literatura.
 
Para que esta postagem esteja terminada será necessário mais algum tempo
meu para exemplificar a todos os ritmos possíveis, portanto tenham paciência, 
que adiante ela estará pronta com os catorze comprimentos de versos 
devidamente analisados e exemplificados.
 
Ritmos Monossílabos (1)
http://mpbsapiens.com/ritmos-monossilabos/
 
Ritmos Dissílabos (2)
http://mpbsapiens.com/ritmos-dissilabos/
 
Ritmos Trissílabos (3)
http://mpbsapiens.com/ritmos-trissilabos/
 
Ritmos Tetrassílabos (4)
http://mpbsapiens.com/ritmos-tetrassilabos/
 
Ritmos Pentassílabos (5)
http://mpbsapiens.com/ritmos-pentassilabos/
 
Ritmos Hexassílabos (6)
http://mpbsapiens.com/ritmos-hexassilabos/
 
Ritmos Heptassílabos (7)
http://mpbsapiens.com/ritmos-heptassilabos/
 
Ritmos Octossílabos (8)
http://mpbsapiens.com/octossilabos/
 
Ritmos Eneassílabos (9)
 http://mpbsapiens.com/eneassilabos/
 
Ritmos Decassílabos (10)
 
 
Ritmos Hendecassílabos (11)
 
 
Ritmos Dodecassílabos (12)
 
 
Ritmos Tridecassílabos (13)
 
 
Ritmos Tetradecassísabos (14)
 
 

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A Rosa

 
As composições anteriores, Bolsa de Amores e Essa Passou, foram feitas em
1971, todavia, para melhor ilustrá-las, citei A Rosa, que só seria feita em 
1979. Resolvi colocar a letra dela fora da época apenas para ter melhor
base de argumento.
http://mpbsapiens.com/bolsa-de-amores-analise-de-texto/
http://mpbsapiens.com/essa-passou-analise-de-texto/
A Rosa será analisada normalmente quando o estudo atingir o seu ano de 
criação, como usualmente ocorre com as demais.
 
 Vídeo de andressasouza
 
Arrasa o meu projeto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa às vezes troca meu nome
E some
 
E some nas altas da madrugada
Coitada, trabalha de plantonista
Artista, é doida pela Portela
Ói ela
Ói ela, vestida de verde e rosa
 
A Rosa garante que é sempre minha
Quietinha, saiu pra comprar cigarro
Que sarro, trouxe umas coisas do Norte
Que sorte
Que sorte, voltou toda sorridente
 
Demente, inventa cada carícia
Egípcia, me encontra e me vira a cara
Odara, gravou meu nome na blusa
Abusa
Me acusa, revista os bolsos da calça
 
A falsa limpou a minha carteira
Maneira, pagou a nossa despesa
Beleza, na hora do bom me deixa
Se queixa
A gueixa, que coisa mais amorosa
A Rosa
 
Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa
 
Arrasa o meu projeto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa às vezes me chama Alberto
Alberto
 
Decerto sonhou c´o alguma novela
Penélope, espera por mim bordando
Suando, ficou de cama com febre
Que febre
A lebre, como é que ela é tão fogosa
A Rosa
 
A Rosa jurou seu amor eterno
Meu terno ficou na tinturaria
Um dia me trouxe uma roupa justa
Me gusta
Me gusta, cismou de dançar um tango
 
Meu rango sumiu lá da geladeira
Caseira, seu molho é uma maravilha
Que filha, visita a família em Sampa
Às pampa
Às pampa, voltou toda descascada
 
A fada, acaba com a minha lira
A gira, esgota a minha laringe
Esfinge, devora a minha pessoa
À toa
A boa, que coisa mais saborosa
A Rosa
 
Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia?
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa
 
Arrasa…
 
 
 

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Essa Passou – Análise de Texto

Anterior – > http://mpbsapiens.com/bolsa-de-amores-analise-de-texto/
 
Chico teve algumas namoradas antes da chegada de Marieta Severo. Era 
comum vê-lo cantando em bares com o seu grupo de faculdade, Sambafo.
Nunca soube se o grupo o acompanhava ou o atrapalhava com o barulho.
 
Era comum vê-lo próximo aos bares das “zonas”, da Consolação ou da Bento 
Freitas, em Sampa, com o violão e um grupo de rapazes. Não tinha mulheres
no grupo, e isso pode ser explicado pelos rigores educacionais da época. Não
havia grupos de moças e rapazes naqueles locais. Não pegava bem.
 
Embora eu não tenha constatado a presença dele nas bares do cais de Santos,
era bem provável que o grupo costumasse fazer farra também por lá, no Bar
Boneca, no Magistral Danças etc.
 
Citei os bares do cais de Santos pelo fato do Chico ter ficado profundamente
marcado pela figura de uma mulher associada ao mar, conforme o visto na
composição Morena Dos Olhos D´Água.
http://mpbsapiens.com/morena-dos-olhos-d%c2%b4agua-t/
Para esse caso, a imprensa encontrou um possível romance entre o Chico e
uma dama da sociedade, cujo nome não lembro, e tanto faz para o estudo da 
obra, nunca confirmado por ele.
 
Nem poderia fazê-lo, pois, no momento em que associasse uma música sua a
uma mulher específica, todas as demais se sentiriam rejeitadas e a fofoca
da imprensa correria solta vendendo jornais e revistas mexeriqueiras, o 
transformando num objeto de estudo dos salões de beleza.
 
Pode ser até que, Essa Passou, se refira à mesma Morena dos Olhos D´Água,
mas convém antes escutarmos a música para depois concluirmos:
 
 Vídeo de sidnei009
 
Foi ela que me convidou
Fui eu que não soube chegar
Foi ela que me maltratou
Fui eu que não soube chorar
Andei sete léguas de amor
Chorei sete litros de mar
Mas ela não se saciou
Mas ela não soube esperar
 
Foi ela que me condenou
Sou eu que vou lhe perdoar
Foi ela que tanto pecou
Sou eu que vou me confessar
Foi ela que se ajoelhou
Sou eu que vou ter que rezar
Foi ela que me arruinou
Sou eu que vou ter que pagar
 
Foi ela que me incendiou
É fogo na roupa contar
É mais uma história de amor
Que outro me tome o lugar
Não está mais aqui quem chorou
Um outro que venha chorar
É mais uma história vulgar
Mas se ela bater faz entrar
 
É mais uma história de amor
Mas se ela chamar diz que eu vou
Correr sete léguas de amor
Beber sete litros de mar
Pra ela dizer que acabou
Pra ela dizer que acabou
Pra ela dizer que não está
Pra ela dizer que não está
 
À primeira vista, é apenas a letra de mais um samba do Chico, desta feita com
a parceria do Carlinhos Lyra, também parceiro do Vinícius na época da
Bossa Nova. Mas dois aspectos da letra mostram se tratar de uma 
composição poética bem mais séria do que tal aparência.
 
1 – Chico dispos os versos em estrofes Oitavas Líricas.
http://mpbsapiens.com/oitava-lirica/
2 – O verso Fui eu que não soube chorar é o mesmo de outra composição dele,
Desencanto, feita muito antes de ganhar alguma fama no cenário artístico, logo,
a Morena dos Olhos D´Água precederia à época em que foi escrita?
http://mpbsapiens.com/primeiros-versos/
Muito se escreveu sobre o Lirismo das letras do Chico, mas ele, de fato, só
o confirmou poeticamente em poucas ocasiões, principalmente usando as
Oitavas Líricas, que sempre foram a nata do lirismo na Construção Poética,
fundamental para ele nas confecções das letras.
 
A música pode ter sido feita para a mesma Carolina, que poderia ser um
apelido da Madalena que foi pro mar, que talvez fosse a morena mais atenta
ao mar que a ele, porém trás também as características fundamentais de outro
personagem vindouro da obra dele, A Rosa.
http://mpbsapiens.com/a-rosa/
A própria composição vista na postagem anterior, Bolsa de Amores, já possui
 características marcantes da Rosa vindoura, e essa, com certeza, seria uma 
habitante tanto das “zonas” de Sampa, quanto do cais de Santos.
 
Sem dúvidas: Essa mulher mexeu com os sentimentos do Chico antes e depois
da chegada da Marieta, caso contrário ele nem escreveria mais a respeito dela,
nem para dizer que “Essa Passou”, ou tampouco a retivesse na memória para
justificar ao futuro surgimento de A Rosa, num Desencanto duradouro.
 
Nesse caso, cabe uma grande quantidade de composições no meu imaginário
enredo: Minha História, Nicanor, A Mulher de Cada Porto…
 
Não confundir esta música com Essa Aí Passou, feita anos após pelo Chico
em parceria com o Dominguinhos.
 
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