Archive for julho, 2008
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A Alvorada das Letras
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A Arca de Noé
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A Balada Poética É
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A Banda
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Acalanto
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Admirável Gado Novo
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A Foto.
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Agora Falando Sério
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Agradecimentos Aos Navegantes Sapiens
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A Homeopatia Ancestral Africana
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Alegria, Alegria (Caetano Veloso)
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Amanhã Ninguém Sabe
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Amarra Teu Arado A Uma Estrela (conto)
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A Missão do Artista
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A MPB E A Fossa
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A MPB Não Morreu
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A Mulher Internacional e o E(x)ducador Nacional
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Angélica e Os Anjos do Chico
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Ano Novo
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Aos Navegantes Do MPB Sapiens
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A Palavra Escrita e as Armadilhas do Texto
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Apesar de Você
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Aprender a Fazer Poemas
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Aprender A Fazer Poemas 2
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A Psicologia do Matrimônio – Chico Buarque
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Aquela Mulher Sob Medida
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A Relatividade de Einstein Na MPB
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A Rita
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A Roda Viva da Arte
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A Rosa
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A Sílaba Poética e Sua Métrica
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As Rimas
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As Rosas de Chico Buarque e Jorge Amado
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As Sílabas e a Métrica
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As Vitrines – Chico Brincando
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A Televisão
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Até Pensei
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Até Segunda-Feira
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A Tradição Oral e o Atavismo
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Avante River
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A Versificação e a Estrofe
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Bolsa de Amores
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Breve História
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Caetano, Adoniran e Vanzolini (texto)
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Caetano e as Janelas Abertas do Simbolismo
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Cara A Cara
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Carolina
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Chico, a Viúva e as Partituras-Conto
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Chico E A Palavra
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Chico Buarque Explica
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Chico, o INSS, a Galinha e Jung
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Cidadão (Zé Ramalho)
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Ciências x Fantasias
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Com Açúcar, Com Afeto
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Começando a Estudar
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Como Fazer Letra de Música
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Como Fazer Um Verso
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Como Fazer Poema com Rimas
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Como Uma Onda
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Comunicação (Gilberto Gil)
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Construção
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Conto x Obra
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Consciência Negra?
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Construindo O Poema
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Cordão
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Cotidiano
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Cristina
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Da MPB ao Jazz
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Desalento
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Desencontro
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Deus Lhe Pague
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Dicas de Texto
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Disparada
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Ditadura Militar x MPB
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Do Japão (Gilberto Gil)
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Domingo no Parque (Gilberto Gil)
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E Foi Proclamada a Escravidão
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Ela Desatinou
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Ela e Sua Janela
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Entrevista do Chico? (sou eu o circo místico)
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Essa Moça Tá Diferente
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Essa Passou
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Estrela (Gilberto Gil)
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Estrofe Palíndroma
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Eu Te Amo Meu Brasil (Os Incríveis)
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Expresso 2222 (Gilberto Gil)
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Fazenda Modelo
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Feminismo, Machismo e Chico
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Fica
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Frei Francisco da Simplicidade
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Funeral de um Lavrador
Gente Humilde
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Getz-Jobim-Bach E A Tradução
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Glenn Miller – Um Filho da Arte
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Glossário de Exemplos Poéticos
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IF – Rudyard Kipling & The Cup
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Ilmo. Sr. Ciro Monteiro
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Januária
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João e Maria- Análise de Texto
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Juca
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Leoni E As Rimas Leoninas De Eco
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Lição de Sílabas Poéticas e Escansão
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Logo Eu?
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Lua Cheia
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Lunik-9 (Gilberto Gil)
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Madalena Foi Pro Mar
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Malandro Quando Morre
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Manuscrito – A Banda – Introdução
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Mesmo Que Seja Eu, o Erasmo Carlos…
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Meu Refrão
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Meu Samba da Mangueira em 98
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Michael Jackson e a BR-3
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Minha História
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Mordaça
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Morena dos Olhos d´Água
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MPB, Cigarro, Bebida, Arte e Contraste.
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MPB & Jazz, Um Lindo Romance.
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Mulher, Vou Dizer Quanto Te Amo
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Não Confunda
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Não Fala de Maria
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Nicanor
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Noite dos Mascarados
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O Admirável Gado Novo e a MPB
O Adolescente Na História
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O Amanhã e as Raízes Negras
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O Bêbado, A Equilibrista & Herdeiros
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O Bêbado E A Equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc)
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O Catolicismo na MPB
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O Ensino Fundamental, a Palavra e a Matemática
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O Erro Do Hino À Bandeira
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Espectro, Física e Arte
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O Espectro da Arte – exemplo
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O Falso Brilhante, a Mulher e Uma Época
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O Filho do Japonês
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O Judeu e o Fariseu
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Olê Olá
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Olha Maria
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O Mestre-Sala Dos Mares-Conto
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O Hino de Duran, o Direito e a Obrigação
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O Nascimento do Poema
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Onde É Que Você Estava
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O Ocultismo do Canto Das Tres Raças
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O Pensamento e o Tempo
Operário Em Construção (Vinícius de Moraes)
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O Plágio dos Poetas Mortos e a MPB
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O Realejo
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O Simbolismo e a Poesia
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Os Inconfidentes (Cecília Meireles)
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O Soneto da Separação e o Apelo – Análise
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O Soneto Inglês É
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O Soneto, Vinícius e a Musa Eterna
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Os Pés de Verso
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O Trânsito da Filosofia e do Poder na MPB
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O Último Samurai e o Geraldo Vandré
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O Vanerão da Roda-Viva?
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O Verso e o Ritmo
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O Xote da Navegação – Chico & Einstein
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Pais e Filhos Adolescentes
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Parabolicamará (Gilberto Gil)
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Passaredo, Vanerão e Sapiens
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Paul Mc. Cartney e a MPB
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Peça Roda-Viva Vira A Fábula da Roda Nova
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Pedro Pedreiro
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Pelas Tabelas do Brasil
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Pelé, Neymar e o sportv
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Pequenino Morto
Poesia Dos Números
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Poesia Espanhola
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Pois É
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Poetas e alunos do Sapiens, Aproveitem
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Ponteio (Capinam e Edu Lobo)
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Porta Estandarte – O Sonho De Vandré
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Pra Frente Brasil
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Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores
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Preciso Aprender A Só Ser (Gilberto Gil)
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Preciso de Ajuda
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Primeiros Versos – Marcha Para um Dia de Sol – Desencanto
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Profecia Palíndroma-Conto
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Prólogo
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Quanta (Gilberto Gil)
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Quem te Viu, Quem te Vê
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Regra Três
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Retrato em Branco e Preto
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Rima Aquecida
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Rima Camoniana ou Oitava Camoniana?
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Rima da Andança
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Rima da Bumba
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Rima da Dança dos Pássaros
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Rima da Diferença
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Rima da Justificativa
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Rima da Pesquisadora
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Rima das Águas de Sampa
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Rima da Sogra Gaúcha
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Rima de Ecos Bovinos
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Rima de Pai Para Filho
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Rima do Atrasado Durango
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Rima do Careca Religioso
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Rima do Casamento
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Rima do Cenógrafo
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Rima do Engano Ancestral
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Rima do Entendimento Popular
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Rima do Ginasta Bebum
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Rima do Imodesto Apressado
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Rima do Jornalismo
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Rima do Maestro
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Rima do Mar Poeta
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Rima do Milagre Brasileiro
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Rima do Motoqueiro
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Rima do Perdedor
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Rima do Pescador e o Militar
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Rima do Pessoa Tupiniquim
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Rima do Poeta e do Charlatão
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Rima do Snooker
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Rima do Tony Ramos
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Rima do Velho Coco
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Rima do Vinho Ditador
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Rima dos Metais Sociais
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Rima Ecológica
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Rima Ecumênica
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Rima Equina
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Rima Escandinava
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Rima Esotérica e Mesentérica
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Rima Evolutiva
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Rima Preventiva
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Ritmos Eneassílabos
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Ritmos Octossílabos
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Rock Brasileiro – Raízes I
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Rock Brasileiro – Raízes II
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Rock Brasileiro – Raízes III
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Rock Brasileiro – Raízes IV
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Rock Brasileiro – Raízes V
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Roda Gigante
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Roda Viva – A Peça – Introdução
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Roda Viva – Peça – Parte 1
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Roda Viva – A Peça – Parte 2
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Roda Viva – A Peça – Parte 3
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Roda Viva – A Peça – Parte 4
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Roda Viva – Como Andava a MPB
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Roda Viva Comparada – Interpretando Textos
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Roda Viva Disparada, Um Claro Enigma
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Roda Viva – O Divisor das Flores
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Rosa Dos Ventos
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Samba de Orly
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Samba e Amor
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Sapiens Didático
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Sem Fantasia – O Começo do Auto-Exílio
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Sentimental
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Sílabas Invertidas
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Sinhá e a Luta Chico x Francisco Buarque
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Soneto – É Assim Que Se Faz
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Sonho de um Carnaval
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SOS – Cultura
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Sou Eu? Amanhã Ninguém Sabe!
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Summertime, Janis Joplin & A Ópera das Almas
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Superbacana (Caetano Veloso)
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Tamandaré
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Tem Mais Samba
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Tempo Rei (Gilberto Gil)
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Teorema Familiar
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Teresinha E O Posseiro
Tereza Tristeza
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Tiradentes e o Samba do Crioulo Doido (texto)
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Todos os Ritmos Poéticos da MPB
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Traduzir-se Em Cores
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Traduzir-se Pelos Pés de Gullar
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Ulisses – O Conto
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Ulisses – O Original
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Umas e Outras
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Um Chorinho
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Vai Passar
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Viola Enluarada
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Você é Linda – Caetano, Sampa e a Bahia
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Você Não Ouviu
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Roda Viva Comparada – Interpretando Textos
| Anterior – > | http://mpbsapiens.com/roda-viva-como-andava-a-mpb/ |
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Ver também - http://mpbsapiens.com/ditadura-mpb/
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Tropicália – Vídeo de JazzySimpleton
No tópico anterior mostrei as letras de dois sambas que tratavam mais de aula ufanista de História do Brasil, um satírico Samba do Crioulo Doido e uma composição que serviu como estandarte do movimento Tropicalista criado por um jornal de S.Paulo.
Nos anos 60 a matéria Língua Portuguesa usava interpretar textos baseados nas Histórias Oficiais comparadas às Contemporâneas, que abrangiam os últimos 20 anos.
Num período em que se lia mais do que se ouvia, e quase nada se via, a televisão era encarada como a temida “Máquina de Ensinar”, citada por Aldous Huxley em Admirável Mundo Novo (1931).
A Locução Roda Viva já era Adverbial e significava um incessante movimento, ou uma Barafunda, ou Azáfama. Em suma, Roda Viva era uma Inquietação Social que Chico transportou para o cotidiano artístico como um Advérbio de Modo ou Conduta.
A História Econômica do Brasil contava do pagamento da nossa Dívida Externa, contraída por D. Pedro I junto aos credores ingleses, por ocasião do Reconhecimento da Independência; ocorrido com Getúlio Vargas em seu segundo mandato.
Contava também a História dos novos pedidos de empréstimos estrangeiros, feitos por Juscelino Kubitscheck aos credores americanos. Em suma: – Desde a oficial proclamação da nossa independência estávamos dependentes dos credores ingleses.
Nem bem Getúlio a proclamou novamente, só que, daquela feita, em forma plena e irrestrita; enveredávamos por nova dependência financeira, só que nas mãos de diferentes credores.
Não sei de que forma hoje é abordada tal época da nossa História Econômica, mas essas informações acima faziam parte dos conteúdos de duas disciplinas escolares – Educação Moral e Cívica – Organização Social e Política do Brasil – para os alunos dos chamados Cursos Científico, Clássico ou Normal dos anos 60.
A partir dessas informações oficiais das redes pública e privada da Educação nos anos 60, tentemos interpretar os textos que Sérgio Porto e Caetano Veloso deram às respectivas composições Samba do Crioulo Doido e Tropicália.
Sérgio bagunçou a História oficial, mas se nota que ele cita JK logo no início, cita a princesa Leopoldina, esposa oficial de D. Pedro I, associada a Tiradentes, um ícone da Liberdade, mas tão mineiro quanto o JK.
Em seguida diz que Tiradentes viajou de Minas para São Paulo, se associou a D. Pedro, acabou com a Falseta e “Proclamou a Escravidão”, para finalizar contando que “o trem (da História) tá atrasado ou já passou”.
Vejamos agora o que Caetano Veloso, talvez de forma tão subjetiva quanto Sérgio Porto, disse em Tropicália:
Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
O surpreso Migrante Nordestino, nos chamados “Caminhões Paus de Arara”, chegando às metrópoles, com o pensamento voltado aos “Chapadões”, que sabemos estarem em Minas e Brasília.
Eu organizo um movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro um monumento
No Planalto Central
Do país
O movimento organizado era o Concretismo, a orientação do carnaval era a exigência dos enredos históricos, e o monumento do Planalto Central é obviamente Brasília.
Viva a bossa sa sá
Viva a palhoça, ça ça ça çá
Tanto o movimento literário, quanto o monumento Brasília, como a Bossa Nova foram obras de uma mesma causa: Novas e caras realidades virtuais brasileiras em confronto com a paupérrima situação social do povo surpreso nas suas Palhoças.
O monumento é de papel crepom e prataOs olhos verdes da mulata
A cabeleira esconde atrás da verde mata
O luar do sertão
Brasília, em essência, misturou o material barato das alegorias das escolas de samba com algum luxo caro. Coisa de Novo Rico mesmo, que, por estar cercada pelas selvas, se isola e guarda dos pobres sertões nordestinos que a construiram.
O monumento não tem portaA entrada é uma rua antiga, estreita e torta
E no joelho uma criança sorridente, feia e morta
Estende a mão.. Viva a mata ta tá
Viva a mulata ta ta ta tá.
Aqui o paradoxo descritivo cresce, mas não deixa de sugerir o quanto tal “nebulosa” iniciativa deva ter custado ao povo miserável estampado na criança.
No pátio interno há uma piscinaCom água azul de Amaralina
Coqueiro, brisa e fala nordestina
E faróis
Abaixo da rampa do Palácio do Planalto tem a Piscina Amaralina, com faróis submersos. Por cima da rampa passam ventos e sotaques diversos do nordeste, homenageando ao mesmo povo usado na construção.
Na mão direita tem uma roseiraAutenticando eterna primavera
E no jardim os urubus passeiam a tarde inteira
Entre os girassóis…
Viva Maria ia iá
Viva a Bahia ia ia ia iá
Enquanto, no monumento-sede, o braço direito da mídia, ou mesmo do “Rei” ao qual ela pertence, sugere flores eternas, em seus quintais os urubus fazem a festa sobre a carniça da simplória Maria, da Bahia…
No pulso esquerdo o bang-bangEm suas veias corre muito pouco sangue
Mas seu coração balança um samba De tamborim
O pulso esquerdo da mídia sugere ter ela vindo do faroeste americano, no entanto é fria e calculista o bastante a seu coração comandar até as batidas dos nossos tamborins (eu oriento o carnaval).
Emite acordes dissonantesPelos cinco mil alto-falantes
Senhoras e senhores ele põe os olhos grandes
Sobre mim…
Viva Iracema ma má
Viva Ipanema ma ma ma má
Os cinco mil alto-falantes demonstram o Poder dos olhos grandes da mídia sobre o Pobre Artista Nativo, ainda preso à imagem da folclórica e famosa conterrânea índia, Iracema, em contraste com a realidade social vivida por ele na Ipanema do sudeste.
Se Caetano quisesse prender a idéia mais à televisão, poderia até usar:
Emite acordes refletores / Pelos cinco mil receptores
Domingo é o fino-da-bossaSegunda-feira está na fossa
Terça-feira vai à roça
Porém O monumento é bem moderno
Não disse nada do modelo do meu terno
Que tudo mais vá pro inferno
Meu bem
Viva A Banda da dá
Carmem Miranda da da da dá…
Aqui o Caetano fala do seu cotidiano que lhe alterna a atenção entre as realidades do Ego e da Profissão, associando um sucesso recente do Chico ao anterior da Carmem Miranda, pelo mesmo poder da mídia americana e, de leve, coloca o Roberto Carlos no time dos artistas “Amigos do Rei”, já que usa um pensamento de uma das composições mais famosas dele: “E que tudo mais vá pro inferno”.
Repito: Embora colocados em diferentes times pela mídia, Chico e Caetano falaram da mesma Roda Viva que os assolava. Um da sua ação direta nele e outro dos meandros do poder que a mantinha.
…O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
- Quem lê tanta notícia?…
…Pedro pedreiro, penseiro esperando o trem
Que já vem, que já vem, que já vem…
Eu vou, por que não…?
Por que não?
…O o oô oô
O trem tá atrasado ou já passou…
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Roda Viva – Como Andava a MPB
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Embora a maioria dos colegas compositores tenha, de imediato, se esquivado de qualquer engajamento com a filosofia explícita resultante da peça Roda Viva, alguns se aventuraram a tentar algo semelhante na MPB.
Vivíamos sob a óbvia influência da excepcional musicalidade dos Beatles, a objetividade das músicas e textos adolescentes da Jovem Guarda, da Bossa Nova Elitista do João Gilberto (já em menor escala) e dos sambas.
Chico gostava de fazer sambas bem escritos, mas sofria com a concorrência de outros, com musicalidade excelente, porém com textos desta qualidade:
Valeu o sacrifício dos Andradas E as preces da princesa Leopoldina A morte de Tiradentes não foi em vão São hoje símbolos vivos da nossa nação A maçonaria muito contribuiu Na surdina do nome conseguiu E o príncipe regente se fez imperador Num gesto de coragem e de amor Independência ou Morte Dom Pedro primeiro bradou E o sonho dos brasileiros se concretizou Oh, meu Brasil segue avante Olha o futuro que lhe espera Ninguém segura esse gigante Raiou-se o sol de primaveraUma delícia de melodia, uma letra fácil de ser cantada e um óbvio sucesso.
Na mesma época Elis gravou este outro samba:
Joaquim José Da Silva Xavier Morreu a vinte e um de abril Pela independência do Brasil Foi traído e não traiu jamais A Inconfidência de Minas Gerais Joaquim José da Silva Xavier Era o nome de Tiradentes Foi sacrificado Pela nossa liberdade Esse grande herói Pra sempre deve ser lembradoOutra melodia gostosa, que, cantada pela voz marcante de Elis Regina, não poderia resultar em nada diferente de sucesso imediato, mas o que poderia estar se passando pelas cabeças dos velhos e jovens compositores da MPB?
Quando um pensador é amordaçado pelas forças superiores, governamentais ou não, tenta de alguma forma mostrar o seu desconforto e a última delas é a Sátira.
Roda Viva pode muito bem ter vindo do que Chico observou na época, onde destaco o surgimento do FEBEAPÁ – FEstival de BEsteiras que Assolam o PAís – um clube de pensadores presidido pelo jornalista Sérgio Porto, cujo pseudônimo era Stanislaw Ponte Preta.
Com notáveis membros como Nelson Rodrigues, Vinícius de Moraes, Rubem Braga, Leon Eliachar etc; que, diante da censura imposta pelos militares e a insistência da mídia em valorizar músicas que apresentassem textos semelhantes aos vistos acima, se usavam da sátira como último recurso da filosofia.
As escolas de samba eram obrigadas a usar nos enredos somente episódios ocorridos na História do Brasil (a dos Vencedores), contada nas escolas.
Foi quando Stanislaw, com a ajuda do time do Febeapá, construiu o histórico Samba do Crioulo Doido, provido de introdução explicativa:
“Este é o Samba do Crioulo Doido, a história de um compositor, que durante muitos anos obedeceu o regulamento e só fez samba sobre a História do Brasil. Em nome de Inconfidência, Abolição, Proclamação, Chica da Silva… e o coitado do crioulo teve de aprender tudo isso para os enredos da escola.
Até que no ano passado escolheram um tema complicado: Atual conjuntura! Aí o crioulo endoidou de vez, e saiu este samba:”
Foi em Diamantina Onde nasceu JK Que a princesa Leopoldina Arresolveu se casaá Mas Chica da Silva Tinha outros pretendentes E obrigou a princesa A se casar com Tiradentes Bis Laiá, laiá laiá O bode que deu vou te contá Joaquim José Que também é Da Silva Xavier Queria ser dono do mundo E se elegeu Pedro Segundo Das estradas de minas Seguiu pra São Paulo E falou com Anchieta O vigário dos índios A aliança a Dom Pedro Acabou com a Falseta Da união deles dois Ficou resolvida a questão E foi Proclamada a Escravidão – bis Assim se conta esta história Que é dos dois a maior glória A Leopoldina virou trem E Dom Pedro é uma estação também Bis Oo oô oô O trem tá atrasado ou já passouPode-se perceber notável semelhança filosófica no texto do Crioulo Doido com os dos sambas vigentes na época.
Esse era o espírito dos pensadores na década de 60. Todos já sabiam que a História do Brasil sempre fora manipulada pelos “colonizadores” anteriores, intermediários e posteriores: Portugueses, credores europeus e credores americanos, respectivamente.
Em 1968 a MPB estava dividida em várias correntes filosóficas, mas a atenção maior da mídia se voltava a duas delas, criadas pela própria, a partir do festival de 1967: Chico x Baianos.
Por exemplo, embora colocados em distintos times pela mídia de São Paulo, mais especificamente pelo jornal A Folha de São Paulo, tratavam do mesmo tema em formas distintas.
Enquanto Chico tratava mais especificamente da “Fabricação de Ídolos” na Roda Viva, Caetano abordava mais às raízes históricas e próximas do problema.
Aproveitando o estilo do Samba do Crioulo Doido, na época Caetano escreveu a composição Tropicália, também com uma introdução satírica:
“Quando Pero Vaz de Caminha descobriu que as terras brasileiras eram férteis e verdejantes escreveu uma carta ao rei:
- E no que nela se planta tudo cresce e floresce!
E o caos da época gravou…”
Sobre a cabeça os aviõesSob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro o monumento No planalto central Do país…
Viva a bossa sa, sá
Viva a palhoça ça ça ça çá
O monumento é de papel crepom e prata
Os olhos verdes da mulata
A cabeleira esconde atrás da verde mata
O luar do sertão
O monumento não tem porta
A entrada é uma rua antiga, estreita e torta
E no joelho uma criança sorridente, feia e morta
Estende a mão…
Viva a mata ta tá
Viva a mulata ta ta ta tá
No pátio interno há uma piscina
Com água azul de Amaralina
Coqueiro, brisa e fala nordestina
E faróis
Na mão direita tem uma roseira
Autenticando eterna primavera
E no jardim os urubus passeiam a tarde inteira
Entre os girassóis…
Viva Maria ia iá
Viva a Bahia ia ia ia iá
No pulso esquerdo o bang-bang
Em suas veias corre muito pouco sangue
Mas seu coração balança um samba de tamborim
Emite acordes dissonantes
Pelos cinco mil alto-falantes
Senhoras e senhores ele põe os olhos grandes
Sobre mim…
Viva Iracema ma má
Viva Ipanema ma ma ma má
Domingo é o fino-da-bossa
Segunda-feira está na fossa
Terça-feira vai à roça
Porém
O monumento é bem moderno
Não disse nada do modelo do meu terno
Que tudo mais vá pro inferno
Meu bem
Viva A Banda da dá
Carmem Miranda da da da dá…
OBS. O leitor Paulo Rocha Sux colaborou com a seguinte informação:
“…o samba-enredo em questão é de autoria de Zé Di (José Dias) paulista de Mogi Mirm, composto para o enredo Independência ou Morte, do ano 1971 do Grêmio Recreativo Cultural e Social Escola de Samba Vai-Vai. ”


































